<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614</id><updated>2012-01-23T21:13:07.702-02:00</updated><category term='Amamentação'/><category term='Porto Alegre'/><category term='Pós-feminismo'/><category term='Maternidade'/><category term='Ambientais'/><category term='Moda'/><category term='Adoção'/><category term='Cidadania'/><category term='Sexo'/><category term='Ciência e Mercado'/><category term='Educação'/><category term='Wilhelm Reich'/><category term='Lógica econômica'/><category term='De olho na mídia'/><category term='Curiosidades'/><category term='Estrada'/><category term='Histórias Quixotescas'/><category term='Voz da Criança'/><category term='Saúde'/><category term='Me cago en la risa'/><category term='Marketing'/><category term='Segundo GH'/><category term='Pedaços íntimos'/><category term='Adolês'/><category term='Parto'/><category term='Da panela'/><title type='text'>Buena Leche</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>155</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-2212044042205733561</id><published>2012-01-18T18:26:00.003-02:00</published><updated>2012-01-18T18:38:30.994-02:00</updated><title type='text'>Pirações das primeiras comidinhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;i&gt; Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-5yRrjKa5UIc/TxctHuQvnyI/AAAAAAAABJ4/imoi0IkTjgw/s320/Tami%2B6%2Bmeses.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699073464161247010" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span &gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há muitos motivos para a existência dos transtornos alimentares nos bebês. Sem essa de que tudo é culpa da mãe, mas nossos hábitos urbanos, manias, excessos, esquemas, podem ser estressantes para o bebê e suas primeiras vezes. As mães que juram que o filho já nasceu com um problema de alimentação não vão concordar, mas a tensão para a primeira vez e a armação do circo que se faz em torno disso pode ser assustadora para alguns bebês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acontece do bebê nunca ter sentado em um cadeirão e diante do primeiro prato de qualquer coisa cair de boca, mas não é assim para a maioria. O mais comum é que o bebê estranhe aquilo que nunca viu, nunca fez e vá se adaptando lentamente. Se a mãe estiver em conflito sobre o peito, em pirações de desmame, ajuda para atrapalhar um monte. Algumas mulheres amam amamentar e sentem a introdução do alimento como um roubo, uma impureza. Comeu vem o presente diferente na evacuação. E aí? Como lidou? A mãe, não o bebê! Ah, difícil de darem-se conta do que ocorreu, mais comum que se coloquem na defesa e na defesa não há solução.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-2FZiIqjMYuI/TxctHwjhUzI/AAAAAAAABKE/DofZo0yTnUQ/s320/Tami%2B8%2Bmeses%2B2.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699073464776872754" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 201px; " /&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há as desesperadas, que ficam ansiosas para o dia da primeira papinha, já tem data no calendário, aos seis meses pontualmente, no dia do aniversário de seis meses. As repetidoras de mamães são capazes de começar com um prato de arroz e feijão. Pode dar certo, sempre pode dar certo, mas é recomendável que não se comece por algo tão pesado. Existem as sem noção absoluta de introdução gradual e no primeiro dia dos tais meses ideais, entram com almoço e jantar. Os bebês são seres muito adaptáveis, pode dar certo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas quando não dá? O que houve? Porque muitos bebês vão tomando pavor de comer, um dos prazeres que ocorre naturalmente por uma maturidade do desenvolvimento deles? Ora, esse preparo se dá mais ou menos por volta de seis meses, tem a ver com a capacidade do bebê de saber sentar e sua curiosidade singular sobre a comida em geral, que ele já percebe como atividade dos adultos e outras crianças.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-PqNgzbHTJV4/TxctIa-Fe1I/AAAAAAAABKY/UrHVhRpUzEc/s320/bebe-a-comer.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699073476162583378" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 239px; height: 320px; " /&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline"&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se o bebê tem seis meses e está molinho, desinteressado de comer, nem aí quando vê alguém mordendo uma maçã, o ideal seria esperar ele se interessar. Mas e se o bebê tem cinco meses e 25 dias e agarra feliz a maçã da mão do irmão? Ora, deixa ele grudar e esqueça o calendário!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A introdução dos alimentos poderia ser uma coisa mais leve na vida dos bebês. A questão da colher e da quantidade, por exemplo, costuma virar uma alucinação para muitas mães, mas o bebê não precisa experimentar pela primeira vez um alimento via colher, nem precisa de prato e cadeirão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A expectativa criada, às vezes durante meses, acaba virando uma frustração depois de tanto investimento nos esquemas, nas coisas entre a mãe e a criança. Sobra bebê descontente para um lado e mãe para o outro com a papinha inteira a ser jogada no lixo. Se ao menos existisse um gato na casa!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando as mães me perguntam o que dar, como dar, que horário introduzir, se devem seguir a linha das frutas, uma a uma, para evitar alergias ou a da batata doce como primeiro alimento ideal, sempre pergunto: O que ele gosta de ver você e sua família a comer? Você odeia batata doce? É um alimento que faz sua família rir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para que tipo de alimento ele mostra interesse, que seja saudável o bastante? E que horas isso costuma ocorrer?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sabem responder, muitas mulheres não sabem se aquele bebê está pronto, se tem desejo, curiosidade. Na nossa vida cultural tão rica de teorias, partimos do princípio de que existe um jeito certo, uma hora a ser seguida, um mês exato, uma progressão absoluta. Tem prato de bebê que mantém comida quente, colher de material X ou Y, cadeira anatômica funcional com mil poderes. E no meio disso tudo tem o desejo: do bebê. E as fantasias e expectativas: da mãe, da avó, do pai, do tio, da babá. Coitado do bebê, ele só queria dar uma amassada de gengiva na banana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira experiência de amasso em algo que não seja um mordedor ou o controle remoto da televisão, algo que tem sabor, o bebê não esquece. Se o impulso vem dele, do desejo dele de experimentar, que seja devagar pelo que apetece e numa quantidade pequena, para que ele tenha tempo de digerir e querer mais no dia seguinte ou dois dias depois.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-wPYS98i44SQ/TxctICfzjtI/AAAAAAAABKQ/skTCRkfwd5Y/s320/comeida.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699073469593128658" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 273px; height: 185px; " /&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline"&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o peito? E o leite? Ele vai desmamar? Devo dar a primeira papinha antes da mamada para ele ter fome? Ohg céus, ohg não, não na primeira vez, nas primeiras vezes. O peito não tem nada a ver com a comida. Deixe o bebê continuar mamando em paz, mas se uma hora depois de mamar alguém passar com uma pêra na boca e o bebê avançar, deixa o carinha experimentar. Ele tem olhos, boca, mãos e braços.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ok que seja orgânico, melhor que seja orgânico, mas também não é preciso pirar na batatinha de que as frutas são potencialmente alergênicas. Convém usar de bom senso e não dar abacaxi ou laranja, mas pirar na “raça” da banana já é neurose demais. Tirar semente de banana para evitar dor de barriga? Já ouvi isso! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem listas imensas de coisas que não se deve dar ao bebê no primeiro ano de vida. Essas listas têm fundamento, é bom dar uma lida e respeitar, evitar alimentos ácidos, leites artificiais, comidas industrializadas em geral por motivos mais do que óbvios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu bebê odiou cenoura! E agora!? Agora não dê, seu bebê tem paladar e o paladar dele nesse momento rejeita a cenoura. Esqueça por um tempo, mais tarde dê com outra consistência, muitas vezes o bebê não gosta da consistência do cozido. Em outras era apenas questão de momento, o dia estava nublado, papai saiu com uma cara estranha, aquele não era o dia da cenoura. Também não vá ficar dando comida que ele não gosta só parar rir da cara de nojo do coitado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se a mãe se reconhece como pessoa obcecada por limpeza...Ah está aí uma coisa difícil de administrar porque comer para um bebê tem a ver com o prazer da lambuzação, pesquisa, laboratório de corpo sem repressão. Não, não adianta fingir que tudo bem, se a mãe fica nervosa gemendo uis internos porque a roupa vai manchar e a meleca vai grudar no carpete. O bebê vai sentir e vai reagir. Ou não, mas é uma tendência que tenho visto. Obsessão, comida e fezes, um trio parada dura!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entrada no universo da alimentação natural, sem expectativas, espontaneamente, seguindo o bebê, o mini-cidadão que demonstra de muitas formas não verbais o que quer comer, como quer e que horas quer, eis o segredo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Projeção e ansiedade, a gente vê por aí, nos bastidores dos bebês “maus” de garfo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mães desencanadas e espontâneas para dar de comer, a gente vê por aí nos bebês bons de garfo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ficou vermelha de raiva do texto? Pode ser só defesa de palavras que serviram como chapéu!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gostou, apreciou? Ok,estamos aí para trocar mais palavras que também sempre podem servir como luvas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não fedeu nem cheirou? Não vivemos na mesma sintonia. Adieu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-I9XgVI9pC-U/TxctIvySRWI/AAAAAAAABKk/TbHFrC0DFHE/s320/lim%25C3%25A3p.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699073481750234466" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 230px; " /&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-2212044042205733561?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/2212044042205733561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=2212044042205733561&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2212044042205733561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2212044042205733561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2012/01/piracoes-das-primeiras-comidinhas.html' title='Pirações das primeiras comidinhas'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5yRrjKa5UIc/TxctHuQvnyI/AAAAAAAABJ4/imoi0IkTjgw/s72-c/Tami%2B6%2Bmeses.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5137972302128744538</id><published>2011-12-30T18:38:00.002-02:00</published><updated>2011-12-31T13:30:38.275-02:00</updated><title type='text'>2012, a primeira vez</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Até que não foi tão má assim essa ideia de partir o tempo &lt;st1:personname productid="em pedaços. Além" w:st="on"&gt;em pedaços. Além&lt;/st1:personname&gt; da
lógica natural vinda das estações, das fases da natureza atuando de uma maneira
ou de outra nas várias regiões do planeta, a repartição do tempo em fatias nos
traz a agradável ilusão de que o tempo não se reduz apenas a um continuum
somático existencial com começo, meio e fim.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
O que podemos afirmar é que a sensação de renovação de cada
uma das primeiras vezes de nossas vidas nos faz pulsar em inefável prazer desde
que nascemos. O bebê vive a sua primeira vez ouvindo a voz da mãe e relaxa,
aconchega-se no mundo bizarro até então, do ar, completamente diferente do
universo aquático em que vivia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/xzQWv5ZWtIM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xzQWv5ZWtIM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;



&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;



&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/xzQWv5ZWtIM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;Logo depois ele vive a primeira vez de mamar e isso traz
novamente a completude de uma sensação de primeira vez.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
A primeira vez de uma coisa que provamos e aprovamos nos
leva à segunda vez e a repetições constantes, sempre em busca daquele prazer colossal
que nos fez sentir gratidão máxima pela vida. Curiosamente depois de muitas
vezes de experimentação, de repetição de uma primeira vez, nos perdemos na
rotina. No caso dos bebês, esses seres dotados de extrema inteligência
sensorial, assim que vira rotina, coisa fácil, eles partem para outra. Sábios
que são, não largam o que adquiriram, preferem acumular ganhos emocionais, por
isso caem de boca em comidas e mantêm o peito, descobrem as mãos, os braços,
depois as capacidades das pernas. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Os bebês vivem a primeira vez todos os dias, mas são ligados
em repetir mais nas relações, nos apegos, aconchegos e menos &lt;st1:personname productid="em coisas. Bebês" w:st="on"&gt;em coisas. Bebês&lt;/st1:personname&gt; pouco
se lixam para uma infinidade de objetos. Abrem exceção apenas para os poucos
objetos impostos como substitutos de afetos, o que não parte deles, mas dos adultos com quem convivem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
E aí vamos crescendo, o primeiro amigo, a primeira palavra,
a primeira frase, a primeira conta, a primeira nota musical, o primeiro amor, o
primeiro beijo, a primeira relação sexual, todas as primeiras vezes que nos são
caramente prazerosas tendemos a repetir orgasticamente. A vida é um orgasmo existencial diário ou pelo menos deveria ser.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
O que nos mata, nos adoece, é a repetição técnica, quando já
não sentimos nem um milionésimo de prazer vivido na primeira vez. Mas a vida é também um continuum somático e vamos nos dando conta disso indelevelmente com o
passar do tempo, marcado pelo calendário ou não. É uma coisa biológica,
atávica, não temos como fugir da realidade do amadurecimento e de nossa finitude.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Amargamos derrotas ao longo da vida também: o primeiro não,
o primeiro desafeto, o primeiro grande erro, o primeiro fora. Vamos ficando
anos-luz longe daquele bebê ávido por primeiras vezes que fomos um dia,
passamos a cultivar apegos territoriais, materiais, apegos mundanos de prazeres
menores, egóicos. Pior do que isso e mais fatal, vamos perdendo a visão, a
audição, a flexibilidade e se o que sobra é apenas a autoinveja do que fomos um
dia, estamos mortos em vida.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Talvez o que tenhamos que sacar a uma certa altura da vida é
um meio termo entre a ingenuidade dos bebês, ainda inaptos para as derrotas --
inconscientes do continuum somático existencial que também os rege -- e nossa
capacidade cortical maior para utilizar a sensibilidade pelo prazer adquirida
lá atrás.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Chegar perto do fim é meio assustador. Foram tantas
primeiras vezes e de repente começam a surgir as últimas vezes. É assim, por
volta dos 50 anos já sabemos que metade, pelo menos e na melhor das hipóteses,
já foi. É fácil para quem tem 30 olhar para a gente e dizer: "que isso, você é
tão jovem ainda, tem a vida pela frente." Para quem tem 50 parece humor negro. A
realidade se impõe, começamos a viver as últimas vezes, a mais dolorida é a dos
amigos que se vão. Pois é, os amigos começam a morrer e temos uma pequena
coleção de últimas vezes em que vimos aqueles amigos queridos."Era uma criança
ainda ontem, ainda ontem estávamos ali nos 30 tomando umas."&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
É, mas envelheceu e já foi, falhou, deu defeito, foi
eliminado. É diferente essa dor, não menos sentida do que a perda do amigo que
morreu jovem em um acidente; é uma dor de identificação, nos olhamos uns aos
outros e pensamos que foi sorte ter durado tanto, cria-se um clima até de
saudável competição. Olha, fulano se foi aos 50, já estou com 70, então estou
aí lucrando 20 anos. Ninguém fica realmente chocado com a morte de uma pessoa
de 90 anos. Fica aquele clima de vai em paz.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
A parte ruim da segunda metade é cair na história de não ter
mais primeira vez só porque passamos a colecionar as últimas vezes. É preciso
encarar as últimas vezes também como primeiras, tentar tirar alguma experiência,
alguma graça dessa cachaça que é a vida e seguir buscando primeiras vezes antes
da primeira vez de morrer. Cabe resolver esse teorema de que a morte, ponto
fatal da existência terrena, não pode ser um foco em si porque, se for,
começamos a tremelicar de medo e paramos de arriscar alguma primeira vez aqui e
outra acolá. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Vai que a gente dura muito, melhor continuar vivendo as
primeiras vezes, nem que seja a sensação da primeira vez que comecei a ler com
meu par de óculos de 3 graus na semana passada. As letras durinhas, tenras, em
tipo 12! Igualitas as que eu via sem qualquer grau aos 30 anos. E pow, ainda tem grau para
mais de 10 e lá para frente, quando a catarata chegar, um esquema novinho &lt;st1:personname productid="em folha. Não" w:st="on"&gt;em folha. Não&lt;/st1:personname&gt;, não dá para
desistir, as primeiras vezes podem continuar tomando conta de nossos dias, de
nossos meses, de nossos anos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/Hc6YQyVpS44/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Hc6YQyVpS44&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;



&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;



&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Hc6YQyVpS44&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Um 2012 especial para todos, especialmente para aqueles de
nós que não se acovardam em continuar buscando primeiras vezes, infinitamente e
para sempre, esse lugar esotérico que nunca morre.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5137972302128744538?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5137972302128744538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5137972302128744538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5137972302128744538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5137972302128744538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/12/2012-primeira-vez.html' title='2012, a primeira vez'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-3239470925491868581</id><published>2011-12-13T15:30:00.001-02:00</published><updated>2011-12-13T15:46:55.067-02:00</updated><title type='text'>Evidências condenam mamografia preventiva</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RuhjxDbLHPk/TuePC-65iZI/AAAAAAAABI0/xqklLoShjDw/s1600/OgAAAFn9HZd1KEIQU6pcsXIZ14qgq1yFINji2e83H-UUBiPeJTI0ixGh2dq4XI7BDFGsJ3yWrvGrPtDZEG9j99buF6wAm1T1UOQ2L3zeC2S5nRvVZJvW4syqXB2v.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; font-size: 22px; line-height: 33px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-RuhjxDbLHPk/TuePC-65iZI/AAAAAAAABI0/xqklLoShjDw/s200/OgAAAFn9HZd1KEIQU6pcsXIZ14qgq1yFINji2e83H-UUBiPeJTI0ixGh2dq4XI7BDFGsJ3yWrvGrPtDZEG9j99buF6wAm1T1UOQ2L3zeC2S5nRvVZJvW4syqXB2v.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h1 class="fSizeF" style="clear: both; color: #dc2c23; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 2.8em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 24px !important; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: -webkit-auto;"&gt;
&lt;em style="color: black; font-size: medium; font-weight: normal; line-height: 24px;"&gt;Por Cláudia Rodrigues e&amp;nbsp;&lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;amp;id=K4701186A6&amp;amp;tipo=simples&amp;amp;idiomaExibicao=1"&gt;Melania Amorim&lt;/a&gt;*&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div class="mioloMateria" style="font-family: Tahoma, Arial; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 32px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: -webkit-auto; width: 592px;"&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-size: 1.4em; line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;O conceito predominante de que todas as mulheres que não se submetem à mamografia são irresponsáveis caiu por terra. A Força-Tarefa Canadense de Cuidados Preventivos de Saúde, em sua diretriz recentemente publicada, adverte contra o rastreamento mamográfico de rotina em mulheres entre 40 e 49 anos e recomenda rastrear as mulheres entre 50 a 69 anos a cada dois ou três anos, com a ressalva de que essa é uma recomendação fraca, baseada em evidências de qualidade moderada. Para as mulheres entre 70 e 74 anos as evidências para rastreamento são fracas. Em resumo, mulheres saudáveis em qualquer idade não precisam sentir-se obrigadas a fazer mamografia preventiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Veja a diretriz canadense:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://www.cmaj.ca/content/183/17/1991" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://www.cmaj.ca/content/183/17/1991&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Para o Dr. Peter Gøtzsche, do Centro Nórdico da Cochrane, autor da revisão sistemática sobre o rastreamento mamográfico para câncer de mama, essa recomendação, embora equilibrada e cautelosa, é ainda conservadora, uma vez que, em qualquer faixa etária, o rastreamento não reduz a ocorrência de tumores avançados, tem um efeito apenas marginal na redução da mortalidade por câncer de mama e ainda se associa com elevado risco de sobrediagnóstico. De acordo com o Dr. Gøtzsche, o principal efeito do rastreamento é produzir pacientes com câncer de mama entre mulheres saudáveis que poderiam ter permanecido livres da doença pelo resto de suas vidas caso não tivessem sido submetidas ao rastreamento. Desta forma, o melhor método que nós teríamos para reduzir o risco de câncer de mama seria parar o rastreamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Veja artigo do Dr. Peter Gøtzsche:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="https://rapidshare.com/#%21download%7C25l34%7C2334943715%7CTime_to_stop_mammography_screening.pdf%7C68%7CR%7ED6E3E4A926A5620A5EEF1EF17CA2299B%7C0%7C0" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;https://rapidshare.com/#!download|25l34|2334943715|Time_to_stop_mammography_screening.pdf|68|R~D6E3E4A926A5620A5EEF1EF17CA2299B|0|0&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Desde a década de 1990 revisões sistemáticas da Biblioteca Cochrane e estudos observacionais independentes, não patrocinados por interesses do mercado econômico da saúde, vêm questionando a efetividade do rastreamento mamográfico para câncer de mama e vinculando resultados falso-positivos e sobrediagnóstico ao rastreamento em países desenvolvidos. Até mesmo a efetividade do autoexame foi revista. Por sua relação com falso-positivos e os efeitos colaterais emocionais que causa, o autoexame deve ser substituído por um “breast awareness”, uma consciência corporal, exame eventual, tranquilo, sem neuras, sem ficar procurando neuroticamente algum sinal da doença que afeta cerca de 12% das mulheres no mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Leia no link abaixo a Revisão Sistemática da Cochrane sobre mamografia:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD001877.pub4/abstract" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD001877.pub4/abstract&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
E aqui a Revisão Sistemática da Cochrane sobre autoexame:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD003373/abstract" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD003373/abstract&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
O câncer de mama continua sendo uma doença de maior incidência nos países desenvolvidos e também nesses países a mortalidade tem declinado nas últimas décadas. No entanto, como o declínio se iniciou antes dos primeiros programas organizados de rastreamento em muitos países, não estaria atrelado ao rastreamento, sendo mais provavelmente explicado pelo uso do medicamento tamoxifeno para tratamento de mulheres com câncer de mama. Além disso, também nesses países se observa maior consciência e engajamento da população, bem como o acesso a serviços de saúde multidisciplinares.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Nos países em desenvolvimento a incidência de câncer de mama é bem menor, chega a ser, em alguns casos, metade da encontrada nos países desenvolvidos, mas a mortalidade é maior. Nos países pouco ou nada desenvolvidos, como o Zâmbia, os índices de câncer de mama são os menores do planeta. No Brasil, país em transição epidemiológica, o câncer de mama representa a segunda causa de câncer entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele do tipo não melanoma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
O Centro Nórdico da Cochrane, em folheto explicativo sobre câncer de mama para a população, explica que é bastante razoável para as mulheres de qualquer idade não se submeter ao rastreamento mamográfico, devendo ser informadas sobre os riscos e os benefícios que podem estar associados, em especial sobre a possibilidade de sobrediagnóstico:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://www.cochrane.dk/screening/index-pt.htm" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://www.cochrane.dk/screening/index-pt.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Fica aí a dica para os médicos de não forçar a barra, não induzir mulheres saudáveis, fora dos fatores de risco e que não desejam fazer a mamografia preventiva, a sofrer exames desnecessários a fim de não colocá-las em um grupo de falso-positivos ou de sobrediagnóstico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Recomendar que mulheres com menos de 50 anos não se submetam a mamografia e que mulheres com 50 anos decidam livremente se querem ou não participar dos programas de rastreamento do câncer de mama é uma afirmação muy fuerte, que vai contra a onda vigente, contra o marketing dos fabricantes de mamógrafos e bate de frente com o crescimento econômico da mastologia e da radiologia no mundo. Por outro lado, é uma recomendação libertária para a massa de mulheres que não se sente bem em fazer a mamografia como rotina e mantém uma relação confiante com o próprio corpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Para essas mulheres, é um alento encontrar evidências de que a mamografia não é uma espécie de remédio sagrado e absoluto contra o câncer, como vem sendo estabelecido desde que a facção médica pró-mamografia venceu a facção pró-termografia na década de 1980. Já basta sermos induzidas a cesarianas desnecessárias com as desculpas mais esfarrapadas e sem base científica, já é o suficiente termos que nos submeter a parir deitadas e a sofrer episiotomias de rotina. Não tem sentido algum, para além das evidências, essa correria aos mamógrafos, ao mamamóvel com a finalidade de procurar um câncer, especialmente se não estamos no grupo de risco, simplesmente porque entrar na fila do exame preventivo pode ser, com maior probabilidade, engordar os índices de falso-positivos ou sobrediagnóstico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Por que pode ser uma decisão sensata não se submeter ao rastreamento mamográfico?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
A revisão sistemática de estudos em sete países demonstrou que em média a taxa de tumores malignos maiores que 20mm não foi afetada pelo rastreamento e como o crescimento do tumor está linearmente correlacionado com o risco de metástases, o resultado é uma evidência contra um possível efeito benéfico do rastreamento. Em suma, se o rastreamento não reduz a ocorrência de cânceres avançados, ele não funciona.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Na Dinamarca, em um grupo controle único, apenas 20% da população foi rastreada durante um período de 17 anos. O declínio anual na mortalidade por câncer de mama na faixa etária entre 55 e 74 anos durante esses 17 anos foi de 1% nas áreas com rastreamento e 2% nas não rastreadas. Entre as mulheres que eram muito jovens para se beneficiar do rastreamento, o declínio nos índices de câncer foi maior: 5% nas áreas rastreadas e 6% nas não rastreadas. Resultados semelhantes têm sido relatados no Reino Unido, na Suécia e na Noruega, onde um estudo verificou que mulheres com mais de 70 anos não rastreadas apresentaram um índice de diagnóstico de câncer de mama 8% menor do que no grupo rastreado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
As revisões sistemáticas têm demonstrado que a alegação de redução de 30% de mortalidade por câncer de mama relacionada ao rastreamento via mamografia não confere. Dentro desse percentual existem resultados falso-positivos, biópsias desnecessárias e sobrediagnóstico, quando a mulher saudável é diagnosticada com câncer e passa por radioterapia e quimioterapia. Dados convincentes coletados na América do Norte, Noruega e Suécia evidenciam que a maioria dos tumores superdiagnosticados poderia ter regredido espontaneamente sem tratamento; além disso, o rastreamento aumenta o número de mastectomias realizadas nas mulheres.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Não foi coincidência que quando essas pesquisas começaram a sair pela tangente nos países desenvolvidos, com os primeiros questionamentos e as primeiras brigas entre pesquisadores independentes e pesquisadores financiados por interesses do mercado, o Brasil e muitos países em desenvolvimento passaram a sofrer a pressão dos fabricantes de mamógrafos, investindo milhões de dólares na importação dos aparelhos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Parar o rastreamento pode reduzir a incidência de câncer de mama e os tratamentos agressivos como mastectomias&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
A revisão da Cochrane que está sendo atualizada e ainda aguarda publicação passará a incluir estudos observacionais em conjunto com os ensaios clínicos randomizados, para determinar como o rastreamento funciona “no mundo real”, fora das pesquisas. Com base nesses resultados, seu autor principal, o Dr. Peter Gøtzsche, recomenda que a melhor estratégia para reduzir o câncer de mama seja cessar o rastreamento mamográfico de rotina. A estimativa é de que a redução ficaria em cerca de 1/3 na faixa etária rastreada, já que a taxa de sobrediagnóstico em países com programas de rastreamento organizado fica em torno de 50%.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
O sobrediagnóstico se caracteriza pelo diagnóstico, a partir do rastreamento, de tumores que poderiam ter regredido espontaneamente sem nenhum tratamento. Esse problema também ocorre com o câncer de próstata e além de dar a falsa impressão de que a “cura” ocorreu devido ao rastreamento, ainda acarreta um elevado número de procedimentos agressivos como mastectomia, radioterapia e quimioterapia. Ao contrário do que clamam os defensores do rastreamento, este aumenta substancialmente o número de mastectomias realizadas, com um efeito bem menor sobre a mortalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Confira o artigo publicado na revista Radiology:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://radiology.rsna.org/content/260/3/621" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://radiology.rsna.org/content/260/3/621&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
A Revisão Sistemática da Cochrane conclui que se 2000 mulheres forem rastreadas durante 10 anos, uma terá um câncer invasor que realmente poderia matá-la, então o rastreamento com mamografia preveniria a morte por câncer de mama desta mulher. Por outro lado 10 mulheres saudáveis se transformariam em pacientes de câncer, teriam suas mamas mutiladas parcial ou totalmente e de maneira geral iriam receber radioterapia e/ou quimioterapia. Além disso, 200 mulheres iriam apresentar resultados falso-positivos, o que acarretaria danos emocionais consideráveis até a definição do diagnóstico por meio de vários outros exames e procedimentos, como biópsias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Prevenção primária do câncer de mama&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
O câncer sempre existiu, mas hoje já é considerado doença da civilização, só conseguiu se alastrar por meio dos novos hábitos da civilização moderna, especialmente a ocidental. Prova disso é que no Japão o câncer de mama tem uma incidência menor do que nos países ocidentais, mas japonesas que migraram há mais de duas gerações para países ocidentais apresentam incidência semelhante às mulheres do Ocidente, o que reduz ou elimina o argumento de que um menor índice de cânceres de mama em japoneses poderia estar vinculado a fatores genéticos. Os avanços em pesquisa e medicamentos para o tratamento do câncer são inegáveis, mas ele continua sendo uma patologia misteriosa para a medicina, tem múltiplas causas e o que se considerava um método preventivo ideal, perfeito, mudou. A ciência e a tecnologia costumam andar bem juntas e quando isso ocorre o sucesso econômico é uma consequência, mas se a tecnologia falha, se ocorrem excessos, abusos e ela passa a atrapalhar mais do que ajudar, especialmente em relação à saúde, é preciso colocar o pé no freio e acima de tudo comunicar à sociedade, demonstrar os problemas, esclarecer as falhas, como explica o Dr Russ Harris:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/5q83Mfc2Q0E?fs=1&amp;amp;feature=oembed" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Diante das revisões sistemáticas e dos estudos observacionais independentes que estão questionando com severidade o&amp;nbsp;&lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;que envolve o rastreamento do câncer de mama, principalmente via mamografia, as recomendações da Força-Tarefa Canadense e do Centro Nórdico da Cochrane caem como luva para as brasileiras que não desejam arriscar-se a engordar os índices de falso-positivos ou de sobrediagnóstico com um exame questionável, invasivo e doloroso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Não se trata de escamotear o importante problema de saúde pública representado pelo câncer, mas de modificar as estratégias adotadas visando à redução de sua incidência e mortalidade. A principal recomendação baseada em evidências é de que se deve estimular a prevenção primária via estilo de vida, alimentação adequada e atividade física. Além disso, deve-se incentivar o aleitamento materno, que não apenas reduz o risco de câncer de mama para a mulher que amamenta — uma redução que é maior quanto mais longo for o período de aleitamento e maior o número de bebês amamentados –, mas também para as filhas dessas mulheres, uma vez que ter sido amamentada reduz o risco de ter câncer de mama na pré-menopausa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
Veja a revisão sistemática de 47 estudos publicada na revista “The Lancet” sobre a redução do risco de câncer de mama em mulheres que amamentam:&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0140-6736%2802%2909454-0" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0140-6736(02)09454-0&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
E abaixo uma revisão sistemática demonstrando redução do risco de câncer de mama em mulheres que foram amamentadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://jnci.oxfordjournals.org/content/97/19/1446.full" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://jnci.oxfordjournals.org/content/97/19/1446.full&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
No site abaixo, seguem as recomendações brasileiras do INCA (Instituto Nacional de Câncer), do World Cancer Research Fund e do American Institute for Cancer para prevenção de câncer, todas elas voltadas para a saúde e menos focadas na busca da doença.&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentos_atividade_prevencao_cancer.pdf" style="color: #0000ee; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentos_atividade_prevencao_cancer.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-size: 1.4em; line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
*&lt;em style="font-size: medium; line-height: 24px;"&gt;Publicado originalmente&amp;nbsp;&lt;a href="http://sul21.com.br/jornal/2011/12/evidencias-condenam-mamografia-preventiva/"&gt;no Sul21&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-size: 1.4em; line-height: 1.5; padding-bottom: 16px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-3239470925491868581?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/3239470925491868581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=3239470925491868581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3239470925491868581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3239470925491868581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/12/evidencias-condenam-mamografia.html' title='Evidências condenam mamografia preventiva'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RuhjxDbLHPk/TuePC-65iZI/AAAAAAAABI0/xqklLoShjDw/s72-c/OgAAAFn9HZd1KEIQU6pcsXIZ14qgq1yFINji2e83H-UUBiPeJTI0ixGh2dq4XI7BDFGsJ3yWrvGrPtDZEG9j99buF6wAm1T1UOQ2L3zeC2S5nRvVZJvW4syqXB2v.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-8606487861255017718</id><published>2011-11-29T16:37:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T12:17:48.175-02:00</updated><title type='text'>Entre mães e avós</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vH0mOOTmONU/TtY4z5ienXI/AAAAAAAABIk/2K1XlPBxeKU/s1600/BUENALECHEJPEG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="92" src="http://2.bp.blogspot.com/-vH0mOOTmONU/TtY4z5ienXI/AAAAAAAABIk/2K1XlPBxeKU/s200/BUENALECHEJPEG.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i86eVZz1aKQ/TtUrNcar7MI/AAAAAAAABIA/xqBVcxjhx3o/s1600/Avo-mae-filha_ACRIMA20110506_0134_15.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="313" src="http://2.bp.blogspot.com/-i86eVZz1aKQ/TtUrNcar7MI/AAAAAAAABIA/xqBVcxjhx3o/s400/Avo-mae-filha_ACRIMA20110506_0134_15.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Ainda que a oferta de berçários
tenha praticamente excluído as avós como primeiras substitutas das mães, as
avós, por seu compromisso atávico com os filhos dos filhos e filhas, costumam
ser figuras importantes na vida dos netos, mesmo quando moram longe e não
convivem diariamente com as crianças. Avós revivem com os netos o que viveram
com os filhos muitos anos depois de terem perdido o contato filogenético com
bebês, crianças pequenas e adolescentes. É a vida mostrando sua simplicidade
nas repetições biológicas, não necessariamente comportamentais.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-k-oyUdDK5Ck/TtUrLmWezFI/AAAAAAAABHo/znUzhoVMpus/s1600/vovo+2.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-k-oyUdDK5Ck/TtUrLmWezFI/AAAAAAAABHo/znUzhoVMpus/s320/vovo+2.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Avós às vezes repetem com os netos exatamente o que fizeram com os filhos, orgulham-se da educação que deram, em outras
aproveitam para fazer reparações, vêem nos netos a oportunidade para ser mais
benevolentes com as crianças.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Quando os novos pais são
repetidores da própria educação fazem exatamente como
fizeram seus pais, o excesso de benevolência por parte dos avós é tolerado com
uma certa facilidade. Se os avós são mais duros com os netos- é mais raro, mas
pode acontecer- e os pais são repetidores, a tolerância dos pais ainda estará
lá vestida de vista grossa.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zy3w1JunHUs/TtUrOLD_sWI/AAAAAAAABII/zQY8j9k5wjE/s1600/0%252C%252C17784200%252C00.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://3.bp.blogspot.com/-zy3w1JunHUs/TtUrOLD_sWI/AAAAAAAABII/zQY8j9k5wjE/s320/0%252C%252C17784200%252C00.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Os maiores conflitos entre pais e
filhos adultos em relação à educação das crianças surgem entre avós convictos da educação que deram
e filhos convictos dos erros que viram na própria educação. Os reparadores querem fazer diferente e orgulham-se disso.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Nem toda a avó que utilizou
mamadeira vai boicotar a amamentação natural da filha, mas acontece, não é raro
e os motivos são muitos, talvez o principal deles seja um desejo secreto de
viver uma nova maternidade via filho da filha e a alimentação tem um poder
profundo na relação, o bebê se apega em quem o alimenta, mesmo sem estudar
sabemos, nascemos sabendo disso. “Será que esse bebê não está chorando porque
está com fome!?” é uma pergunta-resposta que salta pela boca da via inconsciente
da avó que quer de volta o seu lugar de mãe porque não está preparada para dar
conta do seu corpo na fase em que está. Ela se vê avó sentindo-se mãe, uma mãe
melhor do que a filha ou a nora.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Se a filha quiser e precisar que
essa avó seja sua substituta imediata, ceder a um apelo desses e entregar o
bebê é a atitude mais cômoda, mas quando a mãe deseja muito aleitar, não deseja
repartir o vínculo via alimentação com ninguém, uma pergunta dessas pode causar
um grande estrago na relação e vovozinhas aparentemente bem-intencionadas podem
sair chorando pela porta dos fundos da casa da filha.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Assim como com a mamadeira,
introduzir o hábito da chupeta é cada vez menos uma tendência das jovens mães fazer uso desse antigo consolador de bebês, já que são bem informadas sobre os prejuízos aos músculos faciais, à formação do palato
e ao sucesso da amamentação.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d1pbsee5pUw/TtUrM1zKruI/AAAAAAAABH4/ifO6HA0lKIQ/s1600/vovo4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-d1pbsee5pUw/TtUrM1zKruI/AAAAAAAABH4/ifO6HA0lKIQ/s1600/vovo4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se a mãe não quer dar a chupeta
porque sabe que não deve, mas se desespera diante do choro da criança e surge a
avó com a chupeta comprada e fervida, impondo seu velho jeito em vez de ajudar
à filha em seu propósito, lá se foi mais uma vovozinha pela janela de uma reparadora. Se a filha
tiver tendência à repetição, engole a busca do ideal e em nome da paz familiar,
assume que um dia pagará aparelho, buscará fonoaudiólogo ou, com sorte, estará
fora das estatísticas mais prováveis.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Jovens mães andam por aí mais
livremente com seus slings, abandonaram o carrinho ou usam muito pouco,
valorizam a proximidade corpo a corpo com o bebê, reúnem-se semanalmente ou
quinzenalmente com outras mães e profissionais da área, acham maternidade um
assunto e tanto, descolam mil e um saberes sobre o desenvolvimento das crianças
e utilizam grande parte do tempo que sobra da vida profissional para investir
nas crianças, divertirem-se com as crianças. Todas essas novidades podem ser
muito pesadas para as avós e deixá-las enciumadas, resmungando num canto que
sabiam fazer melhor. Avós rabugentas criticam cada passo que a filha dá como
mãe. Se o nariz da criança está escorrendo foi porque a mãe deixou pegar
friagem, se a criança chora muito é porque foi mal acostumada e por aí vai.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Uma das coisas mais pesarosas do
nosso andar pela vida quando envelhecemos é viver criticando as novas posturas,
achando tudo o que os jovens fazem perigoso, ruim, inadequado. Ser uma filha crítica
aos erros da mãe é quase uma necessidade, nós viemos para melhorar, mas ser uma
avó crítica às tentativas de acerto da filha já é mais complicado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-unLgWyWUg5o/TtUrPSUAxhI/AAAAAAAABIQ/dgdcP3_CPfw/s1600/vovo6.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-unLgWyWUg5o/TtUrPSUAxhI/AAAAAAAABIQ/dgdcP3_CPfw/s320/vovo6.jpeg" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;Aos avós que cuidam ou apenas
passam algumas horas com os netos cabe mil e uma mimosuras, os pais que
desenvolvam a própria capacidade de tolerância, mas os pontos-chaves da
educação, as diretrizes maternas e paternas, essas os avós deveriam respeitar
com rigor a fim de poupar a família de dissonâncias maiores.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Para a criança o ideal é que a os
avós reafirmem a postura dos pais como sendo boa. Ainda sobra muita alegria e
coisas para se fazer sem haver necessidade de burlar as regras de base dos pais. É
uma relação delicada, nunca fazer vista grossa para uma deslize de avós é
sacanagem, mas vovós que fazem coisas escondidas e vivem falando que noras ou
filhas são chatas, metidas a diferentes, cavam um distanciamento afetivo
difícil de reparar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Quando a avó compete com a mãe e a
mãe se submete, acaba descontando na relação com a criança, é uma corda que rompe no lado mais fraco a cada geração. Por não conseguir enfrentar seu
novo lugar no mundo, a mãe acaba sendo mais benevolente com a própria mãe do
que com a filha. Como ela não fez com a filha o que desejava ou como desejava,
acaba colhendo desagrados na relação e não vincula isso com a submissão à mãe.
É um lugar muito apertado para a mãe acolher as necessidades físicas de um bebê
e as maluquices psíquicas da própria mãe. Caberia à avó entender que aquela é
uma experiência que ela já viveu, fez suas escolhas, é passado em sua vida, não
deve ser mais um lugar de atuação, decisões, mas de acolhimento para o novo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mRzb5A6z7To/TtUrMEB74nI/AAAAAAAABHw/Fr5xNyjs6mk/s1600/vovo+3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-mRzb5A6z7To/TtUrMEB74nI/AAAAAAAABHw/Fr5xNyjs6mk/s320/vovo+3.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;É por isso que toda noite antes de
dormir, eu, que ainda estou quase longe de ser avó, digo a mim mesma: “se a nora
ou a filha disserem para eu dar um danoninho e não uma bananinha como eu
preferiria, vou dar um danoninho e pronto!”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-8606487861255017718?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/8606487861255017718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=8606487861255017718&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8606487861255017718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8606487861255017718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/11/entre-maes-e-avos.html' title='Entre mães e avós'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vH0mOOTmONU/TtY4z5ienXI/AAAAAAAABIk/2K1XlPBxeKU/s72-c/BUENALECHEJPEG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-7723458509303058667</id><published>2011-11-24T16:54:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T17:11:36.604-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parto'/><title type='text'>Violência obstétrica, um lugar-comum no Brasil</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-s_DTSR1MCS8/Ts6T29M9tfI/AAAAAAAABHg/kmRxw-qhNPY/s1600/ole0_1267376_1491295466_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-s_DTSR1MCS8/Ts6T29M9tfI/AAAAAAAABHg/kmRxw-qhNPY/s320/ole0_1267376_1491295466_.jpg" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Neste 25 de novembro, dia internacional da NÃO-VIOLÊNCIA contra a mulher, essa blogagem coletiva tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para um tipo de violência contra a mulher que é lugar-comum no Brasil: a violência vinda da assistência ao parto e nascimento. &lt;a href="http://sul21.com.br/jornal/2011/09/as-mulheres-tem-direito-a-pedir-cesariana/"&gt;No sistema privado absoluto ou via convênios, &lt;/a&gt;ao contrário do que se pensa, o atendimento ao parto viola muitos direitos da mãe e da criança. No sistema público o projeto Rede Cegonha já começa a mostrar interesse pela humanização do nascimento, ainda em seus passos iniciais, ainda engatinhando porque as denúncias não são poucas. Os abusos ocorrem tanto no atendimento ao parto normal, desnaturalizado, voltado exclusivamente à linha de montagem hospitalar, quanto em nosso altíssimo índice de cesarianas, &lt;a href="http://sul21.com.br/jornal/2011/06/brasil-campeao-mundial-de-cesarianas-eletivas/"&gt;muitas delas eletivas, marcadas com antecedência, &lt;/a&gt;sem que as mulheres tenham conhecimento dos riscos desse procedimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-7723458509303058667?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/7723458509303058667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=7723458509303058667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7723458509303058667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7723458509303058667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/11/violencia-obstetrica-um-lugar-comum-no_24.html' title='Violência obstétrica, um lugar-comum no Brasil'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-s_DTSR1MCS8/Ts6T29M9tfI/AAAAAAAABHg/kmRxw-qhNPY/s72-c/ole0_1267376_1491295466_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-2102144746684014570</id><published>2011-11-19T12:49:00.011-02:00</published><updated>2011-11-20T03:26:15.945-02:00</updated><title type='text'>Inadequação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-45YuHCYJZxc/TsfECFhH44I/AAAAAAAABHI/3rVtnu_mz5Y/s1600/inadequa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B4.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 141px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-45YuHCYJZxc/TsfECFhH44I/AAAAAAAABHI/3rVtnu_mz5Y/s320/inadequa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676721395443688322" /&gt;&lt;/a&gt;


&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;
Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você está numa festa, conhece poucas pessoas e sabe que os viventes ali se conhecem há muitos anos. Entra pisando em ovos, mas é bem-vinda, foi convidada e não tarda para a anfitriã colocá-la em um grupo, que a recebe amavelmente, com sorrisos e beijinhos brasileiros. O assunto estava animado e o grupo de simpáticas mulheres logo o introduz a você. Elas falam sobre as maravilhas da cesariana e do quanto é chata essa moda do parto normal, essa ignorância da mulher ser rasgada como no tempo das cavernas. Uma das integrantes do grupo, muito enfática diz: “Vivi as duas experiências, o primeiro foi normal, um horror, não conseguia sentar por dias, o segundo foi cesárea, uma maravilha, no dia seguinte estava em pé fazendo tudo, com muito leite, me senti ótima, realmente não compreendo como as pessoas podem querer retroceder, voltar a Era da Pedra e passar a vida com a bexiga caída!”&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-gFlkT2YCwsc/TsfEBRnf6bI/AAAAAAAABGs/CdyHsPlknNY/s320/inadequa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676721381511784882" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 235px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você dá um golão na bebida que te ofereceram e que você nem consegue identificar o que é, tamanho seu desconforto. Você não é uma cínica, você não vai poder concordar, mas pow, por mil outros motivos você pertence a esse grupo nesse momento de sua vida. Não dá para não se sentir o azarão da vez. Tem a impressão que puxa, que certas coisas só acontecem com você! De vários pequenos grupos foi cair exatamente nesse, que aborda justamente esse assunto, um dos seus assuntos favoritos, só que em opinião contrária e tão contrária que fica inabordável, você está mergulhada num poço fundo, não há cordas, as paredes são lisas e uma quadrinha em coro infantil martela na sua cabeça: o buraco é fundo, acabou-se o mundo, o buraco é fundo, acabou-se o mundo! Então enfia uma mecha de cabelo atrás da orelha, dá mais um gole, agora sabe o que tem no copo, é algum tipo de espumante, é até bom para alguém como você, que não curte espumante. Começa a torcida interna para que o grupo mude de assunto e você faz uma reza interna, clama aos céus por qualquer outro tema, imagina que mesmo um assunto como tintura para cabelos, ainda que mantenha os seus branquelos com orgulho, será mais digerível, afinal você já decorou o nome de algumas tintas e já sabe que Henna tem chumbo. Se falarem de esmaltes, ainda que não use, você lembrará que comprou um para sua filha naquela viagem ao Uruguai, é da Revlon e tem uma durabilidade ótima, você se viraria até que bem por uns 80 segundos em conversas de salão, mas a prosa não muda e outra integrante do grupo discorre sobre o sucesso das suas quatro cesáreas e da ligadura de trompas, afinal o médico havia garantido que depois da quarta cirurgia era arriscado demais ter outro bebê, então ela uniu o útil ao agradável. Hahahaha, todas riem felizes, você ri de nervosa. Uma terceira figura entra em ação e fala que uma das vantagens da cesariana é justamente essa, que uma amiga teve o terceiro filho de parto normal e precisou voltar alguns meses depois para ligar. A quarta integrante do grupo exclama: “Nossa, passar por todo o horror do parto e ainda ter que voltar para ligar as trompas!”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-7pqCeGfhlRk/TsfEBoNB2XI/AAAAAAAABHA/wd3ySwK04G0/s320/inadequa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676721387574778226" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 251px; height: 320px; " /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando você estava quase relaxada aprendendo a fazer cara de paisagem em meio a uma torcida interna para a troca de assunto, ainda que fosse espinhoso, mas que não fosse tão espinhoso, quando estava se superando na arte de praticar a sociabilidade sem falar feito uma matraca, o que é algo dificílimo para você, quando você estava lá mais pairando do que vivendo de fato a inusitada situação social; os quatro rostos, os oito olhos pousaram sobre você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Moisés não falava porque era uma estátua, mas você era uma estátua viva que precisava falar. Poderia sair correndo para o banheiro, pensou em fazê-lo, mas isso seria tão mais cínico do que fazer média, não havia mais saída, apenas lembrou de um quadrinho da Mafalda: Por que justo a mim coube ser eu mesma? Por que justo a mim coube ser eu mesma? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não havia mesmo jeito, caberia a você ser você mesma. Entendia que o parto normal tradicional poderia ser violento, aquela coisa das pernas amarradas, do corte no períneo, mas que esses novos partos não eram um retrocesso, mas um avanço da medicina, o nome que se dá ao novo parto é humanizado, sem intervenções desnecessárias. Você falou de um filme singelo que fez com uma dupla de amigos sobre uma médica que faz um trabalho lindo no interior da Paraíba, um verdadeiro atendimento de luxo humano às mulheres do SUS e nesse momento você cresceu, porque a médica que você conhece une o seu ser interno com o ser externo daquelas mulheres e então elas te ouviram atentamente, realmente interessadas, talvez um pouco chocadas, o que era possível observar em seus olhos arregalados. De repente um gongo foi tocado na China e uma nova integrante entrou no grupo, roubou a palavra e discorreu a falar dos seus dois partos normais e sua alegria por ter parido. “E se fosse hoje, ah se fosse hoje eu teria um desses partos à Gisele Bündchen, eu acho lindo, tu podes me passar o link desse filme aí?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você respirou, finalmente, na alegria da diversidade.  &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-2102144746684014570?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/2102144746684014570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=2102144746684014570&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2102144746684014570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2102144746684014570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/11/inadequacao.html' title='Inadequação'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-45YuHCYJZxc/TsfECFhH44I/AAAAAAAABHI/3rVtnu_mz5Y/s72-c/inadequa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5037946192832110638</id><published>2011-11-14T13:39:00.012-02:00</published><updated>2011-11-14T13:58:45.096-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voz da Criança'/><title type='text'>A ancestralzinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1RA1_vWX5bs/TsE3LDi0fkI/AAAAAAAABFo/2ZzKT_t1Wq8/s1600/rio%2Boficina%2B14.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1RA1_vWX5bs/TsE3LDi0fkI/AAAAAAAABFo/2ZzKT_t1Wq8/s400/rio%2Boficina%2B14.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674877668532977218" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 24px; "&gt;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues*&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; font-weight: normal; line-height: 24px; "&gt;Será que eu precisava do tal exame complicado, da agulha entrando aqui dentro? E se mamãe fizesse o exame e desse positivo para Síndrome de Down, por exemplo? Pelo que estou sentindo seria só para causar cansaço e preocupação durante a gravidez. Esses dias ela estava contando ao papai que não possui um espírito tecnológico altamente desenvolvido a ponto de testar drogas durante a gravidez ou se submeter a qualquer tipo de cirurgia intra-uterina. Ela acha normal uma jovem de 20 anos querer livrar-se de uma gravidez de risco ou indesejada, mas confessou ao papai que aos 38 anos não tem mais coração para consertos ou desagravos. Ela diz que simplesmente me quer, não importa nem mesmo se eu nascer peixe. E aí os dois começaram a rir porque lembraram do sonho da mamãe da noite anterior. Ela sonhou que havia chegado a hora do parto e eu não era eu, nem menino, nem menina, mas muitos peixes pequeninos e saltitantes. E mamãe ficava contente mesmo assim e tentava segurar os peixinhos e estava a providenciar uma moradia conjunta numa banheira gigante quando acordou. Acho que não sou peixe e também desconfio de que serei uma ser humanazinha bem normal. Foi assim com mamãe, a mãe da mamãe, a mãe da mãe da mamãe. Todas as mulheres da família da mamãe e do papai nasceram normalmente e são normais. Não serei eu o azarão. Era só o que faltava! Mas que eles vão ter que dar conta de mim do jeito que eu sou, isso vão.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Depois do susto com os exames e da glória em saber que eu estava bem, mamãe relaxou completamente, no bom sentido. Continua se alimentando bem, sem consumir produtos com corantes, estabilizantes e conservantes. Não bebe refrigerantes, evita guloseimas e doces, mas come com bastante gula a comida, as frutas, os iogurtes naturais, os cereais... Ela está gordinha, a cada mês engorda de um quilo e meio a dois quilos. O Dr. Marcos explica que o padrão “light” de engordar no máximo um quilo por mês é uma obsessão do mercado da moda e que até pode ser um bom parâmetro para mulheres pequenas. Mas mamãe é grande e eu sou gulosa, confesso. Quando ela passa mais de três horas sem comer, eu me contorço e ela já sabe: hora de atacar uma banana com iogurte e mel bem no meio da tarde. E aquela história de uma fatia de queijo branco em uma fatia de pão integral acompanhada de um suco, bastante comum nos conselhos feitos por revistas para grávidas, que divulgam interesses do comércio e da publicidade, soa como absurdo para nosso apetite. Mamãe e eu adoramos um sanduíche de pão integral com muita salada e no almoço ou jantar não fazemos boquinha; comemos muito de tudo.&lt;span style="color:fuchsia"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Meus irmãos também comem de tudo e a parcimônia é só mesmo para as guloseimas, restritas ao fim de semana. Mamãe tem certeza de que eles comem bem porque foram acostumados desde a gravidez a alimentarem-se com todos os legumes, verduras, cereais e frutas. Essa certeza de mamãe não é científica, até porque muitas grávidas comem de tudo na gravidez e seus bebês recusam o seio, recusam os primeiros alimentos, se dão mal na parte oral, a da comida, entre outras coisas. Mas mamãe acha que com ela é assim e por isso faz o que acha que deve. Ontem, por exemplo, ela fez quiabo com frango e polenta. Enquanto cozinhava ia  falando comigo sobre uma tal de comida mineira, que ela aprendeu a fazer com a Eugênia, uma amiga mineira, que também faz uma carne esquisita e muito saborosa, o lagarto. Mamãe não aprendeu a fazer  lagarto, mas já me contou. Quando sair daqui, um dia, vou querer experimentar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Se eu entendo o que mamãe me conta? Não corticalmente, por meio de raciocínios complexos, digamos assim, mas eu sinto, e, por incrível que pareça, sinto de uma forma ainda mais complexa do que um adulto, justamente porque sou inteiramente livre para sentir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt; Ah! Já ia esquecendo do casal de amigos do papai e da mamãe que veio em nossa casa preparar uma &lt;i&gt;paella&lt;/i&gt;, com direito ao pistilo da flor do açafrão espanhol e tudo mais. Exageramos. Eu já estava cansada de tanta conversa de adultos e por mim, se pudesse viver separada da mamãe, teria ido dormir com meus irmãos, mas mamãe ficou animadíssima, repetiu o prato três vezes e até se deu ao direito de beber uma única taça de vinho espanhol, com o consentimento de papai, que alegou ser o vinho um vasodilatador. Ninguém é perfeito e, como lembrou mamãe, na família dela e na de papai não há nenhum caso de alcoolismo. Tem neuras mil, claro, mas por coincidência nenhum alcoólatra. Assim, a chance de eu me tornar uma viciada em álcool porque mamãe bebeu uma taça de vinho em um jantar muito especial, é mínima. Mas ela sentiu um pouco de culpa e eu nada, fora a vontade que chegasse a hora dela deitar de ladinho, colocar o travesseiro extra no meio das pernas e receber o abraço de papai e a mão grandona e quentinha dele em cima da minha coluna. Nessa hora eu fico feliz, relaxada para me mexer e posso aproveitar melhor a chegada dos alimentos via placenta. Ah, se as mamães soubessem o quanto é importante tirar uns períodos de descanso durante o dia! Muito tempo sentada, muito deitada ou muito em pé não nos fazem bem. Nós, bebês, precisamos de uma certa dose de movimentos alternados com descansos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;No tempo das nossas ancestrais, as mulheres passavam o dia se movimentando bastante,&lt;span style="color:fuchsia"&gt; &lt;/span&gt;mas também descansavam; havia uma cultura de poupar a grávida de trabalhos pesados, ao mesmo tempo em que se exigia dela uma maior responsabilidade com o enxoval do bebê, costuras, comidas, arrumação do ambiente da casa. Mas isso faz muito tempo. Hoje em dia, ao mesmo tempo em que se poupa a grávida de dar conta do trabalho com o bebê que está na barriga -- os enxovais vêm prontos – se exige muito dela em termos de trabalho pesado, se espera que a grávida consiga trabalhar no mesmo ritmo de antes, o que às vezes significa passar 10 horas em frente a um computador, 8 horas em pé ou 8 horas sentada com pausas muito pequenas para descanso. A mulher moderna tem de ser forte como funcionária, como mulher independente, mas acaba ficando frágil na única parte que mais interessa a nós, bebês: mais tempo disponível na agenda para fazer, sentir e pensar em unidade conosco dentro de suas barrigas.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Bem, voltando à &lt;i&gt;paella&lt;/i&gt;, mamãe e papai adoraram, mas meus irmãos, logo após todos terem elogiado o Sr. Tião Gourmet, resolveram dar a opinião, e foram unânimes: “a da mamãe é melhor”. Todos riram porque essa coisa de achar a comida da mãe melhor é mesmo engraçada. Mamãe, por exemplo, nunca vai conseguir, segundo papai, fazer uma polenta igual a da vovó Rosa, a mãe dele. É que a ancestralzinha não fala só para mulheres. Os homens também têm inscritas as mensagens deixadas por seus ancestrais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-_sKEiTTi6I4/TsE3Si3lkJI/AAAAAAAABF0/e3rQdYf0uT8/s400/rio%2Boficina5.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674877797200662674" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Bem, não é tão importante que as mamães saibam ou gostem de cozinhar para que seus filhos venham a ser bons garfos, como se diz. Existem mulheres que simplesmente detestam mexer com comida. Mamãe, por exemplo, não faz questão de cozinhar sempre, mas quando está grávida, curiosamente, fica enlouquecida de desejo para fazer comida. Ela já acorda de manhã pensando no que vai fazer para o almoço. Na gravidez do meu irmão mais velho, ela sentia-se até meio envergonhada por causa disso, temia emburrecer, trocar as letras pelos temperos, virar uma dona-de-casa infeliz e burra que só saberia trocar receitas com as vizinhas. Ah! Que bobagem! A cozinha é uma arte: tem o poder de soltar a musculatura límbica, aguça os sentidos, pode ser uma atividade tão prazerosa quanto pintar um quadro, produzir um texto. Mas isso mamãe foi descobrindo aos poucos. É que ela nasceu na década de 60, e na juventude, quando estava amadurecendo seu corpo de mulher, em plenos anos 80, foi filhote das idéias feministas americanas, viveu toda aquela história da Nova Mulher, da competição com os homens, da divisão igual de papéis, aquela dureza de época, que cheirava a cigarro e vozes femininas roucas de revolta contra as condições da mulher. Mas mamãe também conheceu o feminismo europeu, francês, um feminismo que lutava por outros direitos, como o de amamentar, permanecer mais tempo junto ao bebê, ter o direito de usufruir das diferenças, ser mulher sem medo de ser graciosa, sem confundir delicadeza, capacidade de dar amor e receber um bebê nos braços com burrice, falta de capacidade intelectual ou submissão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Nossa, os adultos são mesmo complicados! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Mamãe vive meio dividida ainda, mas para a minha sorte, já peguei carona numa barriga mais folgada e hoje em dia ela já não fica em conflito quando a ancestralzinha invade seu coração, rouba suas melhores idéias em troca de uma receita de última hora que surge no meio da manhã, assim, do nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/--NjcHef1Ors/TsE3ow20zII/AAAAAAAABGM/PbicAJPZ3Ag/s400/rio%2Boficina%2B9.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674878178912685186" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Na gravidez do meu irmão mais velho mamãe descobriu a arte de fazer feijoada, bolinhos de folha de cenoura, de espinafre e tortas, dos mais variados legumes, assadas no forno. Naquela época ela tinha uma mão e tanto para bolos, eles ficavam fofinhos feito pão-de-ló. E olha que ela engravidou sem saber fritar um ovo! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Na gravidez da mana foi a época dos pães e das geléias. Mamãe parecia uma Frederike, e não é que minha irmã nasceu ruiva? E de todos os filhos é a que mais parece com a família alemã do papai! Foi também na gravidez da Gaia que mamãe desconfiou que estava esperando uma menina, pois foi atacada por um desejo súbito de costurar, coisa em que jamais havia metido a colher, quero dizer, a agulha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;E eu sou, segundo a mamãe, a mais mediterrânea dos filhos. Mas isso é coisa do psiquismo dela, eu diria que ela está tendo a mais mediterrânea das gravidezes. Sabe como é, mãe sempre transfere um pouco. Na minha vez, além das paellas, apareceram os kibes, biscoitos marroquinos, coalhadas secas e frescas, sem contar com a descoberta dos peixes de alto-mar e das moquecas, que agora viraram pratos constantes na nossa casa. Nozes, pistaches, tâmaras e algo do oriente bem presente: a comida japonesa. Mamãe, o Tao e a Gaia deram para fazer sushi!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2 style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Uma relação muito louca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Quer ver mamãe muito brava? Aparecer um trabalho que não lhe permita preparar o almoço. De maneira geral ela consegue administrar o tempo de tal modo que por volta de 11h ela desliga o computador e vai para a cozinha, mas tem dias em que o volume de trabalho está maior, o prazo apertado e ela simplesmente não consegue parar e opta por não fazer o almoço. Não é nenhum desespero e todos curtem sair para almoçar fora. Mas nesses dias mamãe sempre fica mal-humorada. Parece que é por outro motivo, mas eu, que vivo aqui dentro, sei bem o que é: ela adora ir para a cozinha, cumprir o ritual de colocar o avental vermelho, a tábua de legumes sobre a pia, sentir o aroma do alho, orégano, tomilho e do cheiro verde se espalhando pela cozinha bem naquela hora em que o sol entra pela janela todos os dias. É um momento bem nosso, meu e dela. Nessa hora meus irmãos estão na escola, meu pai está trabalhando e ela fala comigo sem ser secreta, sem ser de pensamento. Ela fala mesmo, fica explicando como tudo deve ser feito ou contando histórias sobre panelas, comidas, pessoas. O papai esses dias, foi dizer para ela fazer um teste de televisão para ser aquela que cozinha ao vivo. Ela até chorou. Que boba! O&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;papai é engraçado, tem um humor fino, meio negro às vezes, mas nesse caso era só um sarrinho. Ela é que levou para o lado mau. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-Qz9DLRyNKTg/TsE4mKyIpYI/AAAAAAAABGY/WjnUQipnJDc/s400/rio%2Boficina%2B4.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674879233844356482" style="color: rgb(0, 0, 238); font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; line-height: normal; text-align: left; text-decoration: underline; float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Coitado do papai, vive se surpreendendo com as mudanças da gravidez e se desculpa por não lembrar mais como era. E mamãe cobra, fica falando que ela lembra, relembra, revive e ele parece que tem amnésia gravídica. Meus irmãos caíram na risada quando papai explicou que não tem como ter amnésia gravídica porque nunca esteve grávido na vida. Mamãe riu dessa vez, ela ainda tem algum senso de humor, mas a gravidez tem afetado um pouco sua elasticidade mental e emocional.  Dia desses papai se surpreendeu mais uma vez. Ao reclamar que mamãe estava mal-humorada, ela logo retrucou que era porque não estava tendo tempo para a ancestralzinha. Segundo mamãe, a ancestralzinha é uma mulher bem pequenina que habita a memória ancestral de toda a mulher, por mais civilizada, por mais “nova mulher” que seja uma mulher moderna. É essa ancestralzinha que sente desejos, medos típicos da gestação, emoções mais fortes, e, quando a mulher dá crédito à sua ancestralzinha, surgem ações primitivas que beneficiam a relação da mãe com seus filhos, como os atos de cozinhar, costurar, e cuidar da sua prole desde a mais tenra idade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;A teoria maluca da mamãe, que não tem qualquer embasamento científico, diga-se de passagem, diz que dar ouvidos à ancestralzinha facilita a vivência da gravidez, o desenvolvimento normal do parto e o aleitamento. Quando a mulher não escuta sua ancestralzinha, não a deixa agir, não tem tempo para ela, fica metida demais com tudo o que está fora e vai perdendo o contato com seu corpo. Ao se aproximar a hora do parto, tudo é visto como uma coisa de outro mundo e, sentindo-se desamparada, sem conexão com sua filogenia, ela perde a guarda dos processos que desencadeiam o parto e acaba “deixando-se salvar” pelos médicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Uma pesquisa feita na França, onde o índice de partos normais tem crescido, revelou ser o monitoramento do parto, quando a parturiente fica ligada a máquinas que fiscalizam o bebê no útero, o responsável por um aumento de 30% das cesarianas. As máquinas, segundo a pesquisa, juntamente com os exames, luzes, e a presença de pessoas estranhas à mãe, ativam o neocórtex da mulher, a parte mais civilizada, a última parte do cérebro que foi desenvolvida no ser humano a partir do tronco cerebral límbico, mais primitivo. Quando o neocórtex é ativado na hora do parto, justamente a conexão com o centro límbico, que iria resultar em um relaxamento da musculatura límbica, é desativada, e, em vez de a musculatura estriada trabalhar e a límbica relaxar, ocorre uma inversão: a musculatura estriada relaxa e a límbica se contrai. Traduzindo para o bom português, a mulher fica mole por fora e dura por dentro: sem contrações, sem dilatação, ruma para uma cirurgia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-__CUiLa-E_M/TsE3bXbt-ZI/AAAAAAAABGA/1NWUs_fOY0s/s400/rio%2Boficina%2B8.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674877948749805970" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline; float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;E não é que a teoria maluca da mamãe tem uma explicação científica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Pois é, legal seria se a medicina e a ciência, as pesquisas, pudessem acompanhar a fisiologia dos corpos dos seres humanos, que mudou muito pouco de vinte mil anos para cá. O que ocorre é que há uma velocidade crítica no cientificismo, nos mecanicismos, que tem afastado sabedorias não mensuráveis, subjetivas, como a necessidade visceral que uma mulher tem de acreditar que seu bebê vive saudável no útero. O fato de poder ser socorrida em uma emergência na hora do parto tem se transformado em um atalho para que a mulher e o bebê nem tentem dar conta da luta pela sobrevivência. Qual será o preço disso? Teria, esse relaxamento da musculatura estriada e esse estreitamento da musculatura límbica, algo a ver com o excesso de oralidade a que está submetida a civilização humana moderna?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;As fixações orais, que resultam de uma vivência inadequada da fase oral, que vai do nascimento até os dois anos de idade, um pouco mais ou um pouco menos,  são causadas justamente por um rebaixamento do tônus muscular e um estreitamento do sistema límbico, segundo as teorias e práticas da Bionergética e da Educação Somática. Para a teoria psicanalítica, as fixações orais ocorrem com mais freqüência devido à ausência de disponibilidade materna ou a maternagem de um substituto adulto, que deve satisfazer as necessidade básicas da criança de alimentação, acalanto, limpeza e cuidados gerais, sem que a criança espere demasiado tempo para ser atendida. Um excesso, como superproteção e incentivo à gula, ainda segundo a psicanálise, seria igualmente prejudicial no sentido de desenvolver fixações orais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Ai, os adultos, como são complicados! Mas vocês sabem o que é mesmo um ser humano adulto oral? É aquele que pendura, como devem pendurar os bebês de &lt;st1:metricconverter productid="0 a" st="on"&gt;0 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 2 anos. Fica devendo, chega sempre atrasado, coloca a culpa nos outros e é ou muito magro, com problemas de alimentação, ou muito gordo, também por problemas em administrar a comida. Chi! Essa&lt;span style="color:fuchsia"&gt; &lt;/span&gt;explicação está bem limitada, mas querendo saber mais é só ler o Sigmund Freud, o Alexander Lowen, Stanley Keleman, Margareth Mead, Margareth Mahler, Melanie Klein... Eles são muitos, o povo que estuda seriamente as fases e necessidades dos bebês dedica-se com afinco à causa. Eles não afirmam que a educação alimentar começa na barriga, mas depois de ler o que escreveram, observar o comportamento de povos primitivos ou simplesmente investigar a história da família, dos nossos amigos genéticos, a conclusão é única: não só a educação alimentar começa na barriga, mas também o bom andamento das fases posteriores, como a anal, a edípica e a boa costura entre elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Há uma necessidade enorme de se atender o corpo na gravidez. Infelizmente, para nós que vivemos aqui dentro durante nove meses, a cultura atual superestima os cuidados com estrias, aparência física e até impõe à grávida um certo orgulho que a faz obrigada a dar conta do trabalho do mesmo jeito que dava antes de engravidar, em detrimento de um contato profundo com os mistérios, com os sentimentos mais íntmos que afloram dessa estranha ligação endodérmica, mesodérmica e ectodérmica com um outro ser. E dá para ser uma grávida elegante, que trabalha e também se envolve o bastante com o bebê em seu útero?  Dá, é uma tarefa e tanto, mas com sensibilidade e escuta para os pedidos mais emergentes da ancestralzinha, é possível. Um dos maiores empecilhos é o apelo constante de um mercado sedento por vendas, que acaba ocupando grande espaço na vida das pessoas e, em fase primitiva, como é o caso da gestação, uma boa opção é manter-se desconfiada do que vem de fora. Antigamente, coisa de cinqüenta anos para trás, as mulheres não tinham o poder de escolher quantos filhos teriam e muito menos tinham chance de dar uma gostosa espiadela no bebê dentro do útero, ver o sexo, saber se havia este ou aquele problema. Em compensação, elas eram ensinadas a cuidar do bebê no útero com muita responsabilidade, orientadas a temer comidas estranhas, bebidas fortes, viagens longas. A gravidez era um mistério e o melhor de todos os remédios era a prevenção, o resguardo, atitudes que praticamente obrigavam a mulher a entrar em contato com seu estado. O medo do parto era coisa séria;&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;se houvesse algum problema teria de ser enfrentado com determinação, respiração e coragem. O melhor remédio para evitar transtornos continuava sendo um cuidado cheio de responsabilidade durante os nove meses. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;Nossos tempos modernos, em que até mesmo é possível fazer cirurgias intra-uterinas, trouxeram muitas vantagens, alívio, mas também alguma leviandade, que acaba aproximando os velhos índices de morte por tétano umbilical aos novos índices de mortes por cirurgias desnecessárias, além de um surpreendente aumento de iatrogenias. Os aparatos médicos, a aparente segurança de que tudo pode ser consertado em caso de problemas, acaba levando a grávida a tomar atitudes irresponsáveis, como comer alimentos modificados, com corantes e&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;conservantes, passar horas na mesma posição, pouco ligada, enfim, nas novas condições de seu corpo, já que pode espionar o que está acontecendo dentro do útero, já que fantasia ter um certo poder sobre o que acontece com ela, de fora para dentro. O resultado dessas atitudes não se resume a possíveis problemas na hora do parto por falta de contato profundo conosco. Podem ser mais graves, infelizmente. Ainda bem que minha mãe, que não é nenhuma santa, tem mais medo das coisas que vêm de fora do que das coisas que vêm de dentro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt; Para resumir essa história de comidas, ancestralzinha ou uma boa cozinheira, que não precisa ser a mãe da gente, é bom lembrar que apesar de nem todos os acontecimentos se encerrarem na barriga e no parto,&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;todos começam aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;"&gt;*Texto do livro Bebês de Mamães mais que Perfeitas- Centauro Editora- pg 20&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5037946192832110638?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5037946192832110638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5037946192832110638&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5037946192832110638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5037946192832110638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/11/ancestralzinha.html' title='A ancestralzinha'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1RA1_vWX5bs/TsE3LDi0fkI/AAAAAAAABFo/2ZzKT_t1Wq8/s72-c/rio%2Boficina%2B14.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-7113569854031766464</id><published>2011-10-21T19:01:00.011-02:00</published><updated>2011-10-21T19:34:35.112-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedaços íntimos'/><title type='text'>Memórias de uma velha gagá</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xAZLQcxyHl0/TqHitrbpeLI/AAAAAAAABFQ/P2bjTEWE6B8/s1600/anos-60-acessorios.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xAZLQcxyHl0/TqHitrbpeLI/AAAAAAAABFQ/P2bjTEWE6B8/s400/anos-60-acessorios.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666059080589473970" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;Fantástico mundo moderno&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Book Antiqua&amp;quot;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;, em homenagem ao meu amigo &lt;b&gt;Lau Baptista.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Book Antiqua&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O verdureiro não falhava: terças e sextas passava com seu carrinho. Ao voltar, com dinheiro no bolso e&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;carrinho vazio, acenava com um sorriso para o bando de crianças que brincava na calçada. O leite também chegava na porta, às 7h e diariamente. O pão ídem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cereais, farinhas e demais mantimentos; incluindo chinelos, alpargatas, pipas, coadores e brinquedos podiam ser encontrados nos armazéns e mercearias. Nunca se enfrentava filas, pagava-se ao final do mês e produtos diferentes podiam ser encomendados ao próprio dono, que realmente tinha prazer em servir, mas não propagandeava isso por meio de telefonemas inoportunos, o que tornava as compras bastante agradáveis e os eventuais problemas facilmente resolvidos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As roupas eram sob medida, claro. Na modernidade ninguém seria tolo a ponto de submeter-se aos mandos e desmandos da moda. As senhoras não eram obrigadas a usar calças de cós baixo. A costureira possuía revistas nacionais e importadas, era possível escolher um modelo ou cruzar idéias, criar ali mesmo. Havia uma moda indicada, mas bastante flexível, para cada tipo de corpo e até dicas de óculos para esse ou aquele formato de rosto. As pessoas não andavam todas com óculos “&lt;i&gt;everybody surfing now.&lt;/i&gt;”&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Encontravam-se óculos dos tipos quadrado-pequeno ou quadrado-grande, retangulares ou redondos, de gatinho, de todos os formatos possíveis. As tendências e os conceitos eram apenas tendências e conceitos, não aprisionavam o sujeito, não o moldavam pelo plexo, aliás ninguém usava a palavra tendência, os diversos lados eram uma não tendência. As pessoas mais descoladas eram livres para inventar seus modelitos e nas lojas de tecidos encontravam-se estamparias grandes e pequenas, xadrez de várias cores, tecidos lisos e até o agradável algodão. Ninguém era obrigado a usar apenas tecido sintético em um tom único. Até havia, mas não se chegava ao absurdo de fabricar lençóis sintéticos ou roupas íntimas em tecidos intranspiráveis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No fantástico mundo moderno as revistas e jornais traziam notícias, fatos interessantes que aconteciam no Brasil e no mundo. A imprensa não falava só de celebridades e políticos. Ser repórter no mundo moderno era sair com um bloquinho na mão pelas ruas da cidade. Ser jornalista era ter liga, sorte, curiosidade e competência suficientes para voltar à redação ao final da tarde com uma história quente e interessante para contar. Desse jeito até buraco de rua virava notícia.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Os textos narravam os acontecimentos, o leitor sentia quando lia. O leitor se emocionava, ele podia crer ou duvidar, irritar-se, simpatizar, antipatizar, indignar-se, criticar e elogiar. Ele não era uma presa prestes a abandonar a jaula da ignorância midiática. Havia qualquer coisa de pedagógico no jornalismo, um sentimento filantrópico, uma pulsão para difundir a informação e entregar as polêmicas ao público. A própria propaganda de produtos era uma informação a mais, mas matéria era coisa séria que não propagandeava empresas, pessoas ou coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A engenharia e a arquitetura da vida moderna estavam a serviço das pessoas, jamais dos vendedores de produtos e equipamentos. As casas eram projetadas para aconchegar ou refrescar as pessoas e não para tornar o ambiente mais &lt;i&gt;clean&lt;/i&gt; ou aproveitar melhor o espaço apertado ampliando-o com um truque de espelhos, sancas e outras breguices. Espelho era espelho, servia para a pessoa se enxergar não para dar a impressão de que o ambiente era maior do que de fato. E duravam, as casas duravam anos sem precisar de reformas, a tinta custava a descascar, infiltração levava 30 anos para acontecer. O material das casas, como das roupas, não era para projetar um endividamento aos cidadãos. Quando se adquiria algo era por um bom tempo, assim sobrava uns tostões que podiam ser guardados no banco, que gentilmente cedia folhas de cheque, serviços pessoais, cobrava juros baixos e oferecia rendimentos para quem ousava tirar a sobrinha do salário das meias. Os bancos ofereciam vantagens para as pessoas trocarem o colchão pelos cofres! Nos tempos modernos, coisa de 50 anos, um pouco mais, era possível economizar e poupar porque o salário já não vinha lesado pelos estranhos acordos entre o patrão e as empresas amigas. Garrafas retornáveis, sujeiras limpáveis e objetos descartáveis usados com parcimônia.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;E olha que naquela época nem se pensava ecologicamente, nem havia marketing de sustentabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Carros também duravam, louças não descascavam, mas o melhor mesmo do mundo moderno era a medicina. Naquela época a medicina era uma ciência humana, voltada para o ser humano. Já havia antibióticos, mas infecções eram tratadas com dedicação e esmero. Mães necessitadas ou abastadas, com filhos doentes, eram socorridas &lt;st1:personname productid="em casa. Não" st="on"&gt;em  casa. Não&lt;/st1:personname&gt; precisavam sair chorando pelas ruas com uma criança febril. Não ficavam jogadas em bancos frios de hospitais públicos ou confortáveis poltronas de consultórios gelados à espera da disponibilidade do Deus Doutor, ocupadíssimo com ligações, congressos e moços da maleta preta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os doutores eram pessoas que visitavam as casas das pessoas e não tinham medo e nem nojo das gentes. Eles precisavam saber em que ambiente estava o doente, eles observavam se havia animais na casa, podiam recomendar fervura de água, consumo de frutas, não era raro que indicassem a família para alguma liga assistencial, era comum aceitar um cafezinho, acalmar, conversar, ensinar. Os doutores não eram uma bula ambulante e apressada com uma solução mágica a ser descarregada. Eles tinham medo da morte, confiavam na vida, duvidavam de si mesmos e dos medicamentos. Observavam efeitos colaterais, partiam do princípio de que poderiam errar e, de tanto cuidado, quase não erravam. Depois foram endeusados, pararam de olhar as pessoas nos olhos, nunca mais visitaram as casas, esqueciam agulhas e clipes dentro de seus pacientes, passaram a usar medicamentos cada vez mais potentes, começaram a achar as enfermidades mais interessantes do que a saúde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E assim foi-se o mundo moderno. Sumiu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-7113569854031766464?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/7113569854031766464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=7113569854031766464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7113569854031766464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7113569854031766464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/10/memorias-de-uma-velha-gaga.html' title='Memórias de uma velha gagá'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xAZLQcxyHl0/TqHitrbpeLI/AAAAAAAABFQ/P2bjTEWE6B8/s72-c/anos-60-acessorios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5382882378897999760</id><published>2011-10-07T12:22:00.007-03:00</published><updated>2011-10-22T22:37:18.924-02:00</updated><title type='text'>Virou o leite!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;

&lt;h1&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 29px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-size: 20pt;"&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5YuKuZRoqP0/To8YJdPfI8I/AAAAAAAABE4/qj_b-MAIk4s/s1600/leite.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-5YuKuZRoqP0/To8YJdPfI8I/AAAAAAAABE4/qj_b-MAIk4s/s400/leite.jpg" width="398" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="font-size: 20pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;i style="font-weight: normal;"&gt;Cláudia Rodrigues *&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span&gt;&lt;i style="font-weight: normal; "&gt;

&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i style="font-weight: normal;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "  &gt;

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "  &gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Ministério da Agricultura e a Associacão Brasileira dos Produtores de Leite uniram-se em uma campanha nacional, o Programa de Modernização do Setor Produtivo de Leite e Derivados, que visa aumentar o consumo de leite industrializado e reduzir o de leite natural entre os brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "  &gt;     A campanha se empenha em combater os produtores informais em dois pontos fundamentais. Primeiro eles seriam responsáveis por 40% a 50% do consumo nacional de leite. Segundo estariam colocando em risco a saúde da população por falta de inspeção técnica pois o leite informal é sujeito a contaminações por agentes patogênicos, como o da tuberculose e da brucelose. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"  &gt; “Todos os agentes patogênicos, incluindo os da tuberculose e da brucelose, morrem depois de três minutos de fervura normal, caseira”, explica o veterinário Antônio Carlos Machado da Rosa, professor da Universidade Federal de Florianópolis, &lt;st1:personname productid="em Santa Catarina.  Ele" st="on"&gt;em Santa Catarina.  Ele&lt;/st1:personname&gt; lamenta que a campanha para o aumento de consumo do leite não leve em consideração o aspecto social e cultural, ficando presa apenas às vantagens para a indústria. “A indústria deve e pode coexistir com o leite cru entregue nas portas das casas, à exemplo da Inglaterra, país hiperindustrializado que conta com esse sistema; o que não dá para conceber são  argumentos artificiais, quando, em matéria de saúde, o que interessa é informar a população da necessidade do leite natural ser fervido e nunca bebido cru”, diz Machado da Rosa. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;      Os comentários sobre os perigos do leite natural, amplamente divulgados pela mídia, são maledicentes quando não informam sobre a segurança do leite depois de fervido. Além disso, uma pesquisa divulgada pelo Milkpoint, feita com 1.554 consumidores de leite informal de Minas Gerais e São Paulo, verificou que apenas 4,9% das pessoas que haviam bebido leite cru tiveram algum problema de saúde. A mesma pesquisa atestou que de todos os entrevistados, 98% consomem leite apenas depois de fervido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;       Outro argumento da campanha, baseado numa pesquisa divulgada em meados de maio desse ano, pela Rios Estudos e Projetos, a pedido da Tetra Pak, revelou que a produção de leite informal seria de 46,9% . Descoberto o vilão, causador de danos à pecuária leiteira nacional -- o leite informal --, seria somente uma questão de tempo e aplicação de leis para terminar com esse mercado ou enfraquecê-lo o suficiente para que não atravancasse  mais o desenvolvimento da pecuária de leite. Mas os problemas da pecuária leiteira não se encerram no leite informal, e, talvez, nem se iniciem aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hWeXYf7YTWg/To8YHTJKDRI/AAAAAAAABE0/OUUSjFUdafc/s1600/ronaldo-leite.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://1.bp.blogspot.com/-hWeXYf7YTWg/To8YHTJKDRI/AAAAAAAABE0/OUUSjFUdafc/s320/ronaldo-leite.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/span&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;   “Há um verdadeiro enigma no mercado de leite do Brasil. Se o leite vendido sem inspeção correspondesse realmente de 40% a 50% da produção total, por que a indústria laticinista não sairia correndo atrás dele, já que tem trabalhado com capacidade ociosa, muitas vezes recorrendo a importações do produto”? questiona Sebatião Teixeira Gomes, professor da Universidade Federal de Viçosa, MG, especialista em economia rural. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;     O enigma começa a ser destrinchado quando  se leva em consideração o último Censo Agropecuário (95/96) do IBGE, da produção  nacional de leite, calculada em 17,93 bilhões de litros por ano. Nessa época,  21% do leite produzido destinavam-se ao autoconsumo, 61% já estavam sob inspeção oficial e somente 18% estariam no mercado informal. “Como o Censo Agropecuário foi feito em 1995/96, ao incluir o leite sob inspeção estadual e municipal nos dados, em 1998, o percentual sob inspeção federal, estadual e municipal, conjuntamente, deverá ser maior do que 61% e, por conseqüência, o percentual sem inspeção será menor do que 18%, possivelmente não ultrapassando 15% ”, diz Gomes. Segundo ele, o fato do mercado informal representar ainda menos do que 18% da produção nacional, número bastante inferior ao divulgado pela campanha, não significa que não deva ser levado em consideração, mas levanta questões que foram deixadas de lado pela campanha  e que estariam condicionando a modernização da produção de leite no Brasil. “O efeito desastroso na modernização da produção de leite do país está nas importações, subsidiadas ou com &lt;i&gt;dumping&lt;/i&gt; no país de origem”, revela Gomes. No ano passado, por exemplo, a importação de leite chegou a 2 bilhões e 400 milhões de litros de leite e derivados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Mvin44Su_LQ/To8YKvpBGiI/AAAAAAAABE8/P3OOUvjTnNg/s1600/leite1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Mvin44Su_LQ/To8YKvpBGiI/AAAAAAAABE8/P3OOUvjTnNg/s320/leite1.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Outra razão, de bastante peso,  para a anunciada crise da pecuária seria justamente a competição entre sistemas de produção de menor e de maior custos, justamente dentro do mercado inspecionado. A região Centro-Oeste, especificamente os produtores do Triângulo Mineiro, Alto Parnaíba &lt;st1:personname productid="em Minas Gerais" st="on"&gt;em Minas Gerais&lt;/st1:personname&gt; e Goiás, têm sistemas de produção de menor custo, concorrendo duramente com as regiões do sul, sudeste de Minas e São Paulo, com custos mais altos. “A própria tendência da produção de leite dos últimos anos, concentrando-se nas regiões de cerrado, confirma a tese de que a concorrência maior está dentro do mercado de leite inspecionado e não entre os produtores de mercado sem inspeção”, explica Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;      Curiosamente, as regiões Centro-Oeste e Sudeste são as que concentram a maior porcentagem de grandes produtores de leite, aqueles que produzem mais do que &lt;st1:metricconverter productid="200 litros" st="on"&gt;200 litros&lt;/st1:metricconverter&gt; por dia. A sudeste com 5,4% de grandes produtores e a Centro-Oeste com 3,4%. As outras regiões não chegam a 1% cada uma, daí a média nacional de grandes que não chega a 2%. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Ainda no último censo agropecuário do IBGE, aparece o calcanhar de aquiles, provavelmente não da pecuária brasileira mas da indústria do leite. É que 87,7% dos produtores de leite no Brasil são pequenos produtores, produzem até &lt;st1:metricconverter productid="50 litros" st="on"&gt;50 litros&lt;/st1:metricconverter&gt; por dia. E têm nas mãos 36,1% da produção de leite do país. Os 1,8% maiores produtores, que comercializam mais de &lt;st1:metricconverter productid="200 litros" st="on"&gt;200  litros&lt;/st1:metricconverter&gt; ao dia, responsabilizam-se por 27,9% da produção nacional. Os 26% restantes dividem-se entre os pecuaristas que produzem mais de &lt;st1:metricconverter productid="50 litros" st="on"&gt;50 litros&lt;/st1:metricconverter&gt; por dia e menos de 100, representados por 7,0% dos produtores, e menos de &lt;st1:metricconverter productid="200 litros" st="on"&gt;200 litros&lt;/st1:metricconverter&gt; por dia, representados por 3,5% dos pecuaristas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Em resumo, os pequenos tinham o poder e não sabiam e agora tratam de exercê-lo indiferentes aos apelos da indústria. “A parceria entre produtores e industriais é histórica e deve existir mesmo depois que a crise passar”, proclama Jorge Rubez, presidente da ABPL, em artigo divulgado na página oficial da instituição (www.leitebrasil.org.br). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;     Enquanto os produtores se afastam, cansados de distribuir leite de graça à população em protesto à voracidade das indústrias de insumos e empresas receptoras de leite, como já fizeram tantas outras vezes em tantas outras “crises”; a indústria vai atrás do leite derramado. Numa reunião realizada na Leite Brasil, recentemente, os fornecedores de máquinas, sêmem, medicamentos, minerais e outros, se comprometeram a apoiar a pecuária leiteira para que saia do sufoco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Talvez seja tarde demais. Os pequenos e médios produtores estão virando os tachos que produzem para outro lado e dessa vez não é dando leite de graça nas ruas. Descobriram um jeito de gastar menos em custos e ainda ter aumento de preço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O doce deleite do mercado verde &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GykuucGOqHg/To8YFLQj-TI/AAAAAAAABEs/zEnMyJ5cB9U/s1600/Charge%252BLeite%252B3-+Oscar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="279" src="http://1.bp.blogspot.com/-GykuucGOqHg/To8YFLQj-TI/AAAAAAAABEs/zEnMyJ5cB9U/s320/Charge%252BLeite%252B3-+Oscar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/span&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;     O enigma começa a ser decifrado. O problema não é ser informal, mas ser pequeno e estar descontente. Os grandes produtores, vinculados à indústria, necessariamente produzem menos de um terço do leite do país e como lidam com grandes volumes e com todas as vantagens de ser grande, não sentem tanto o custo dos insumos. Em contrapartida, sozinhos, não suprem a indústria, que acaba importando leite e causando baixa nos preços nacionais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Os pequenos e médios produtores vêm acumulando perdas e problemas com a indústria de laticínios. Formais ou informais, estão ficando rebeldes, espécies de neo-comunistas, desde que chegaram a gastar 0,18R$ para produzir um litro e em troca receberam 25R$ da indústria de leite e derivados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Saem à francesa do mercado convencional, quase despercebidos, mas a indústria, principalmente, está sentindo o impacto, daí a campanha dos grandes produtores, apoiada pelo governo, que mantém uma histórica relação de proximidade com os maiores, subsidiando compras de equipamentos, tecnologias e insumos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Para os grandes produtores a oscilação de preços e o custo alto de insumos não chega a fazer uma diferença, mas os pequenos e médios não conseguem competir nesse mercado, ficam espremidos entre a indústria de insumos e a empresa que compra o leite e paga como quer, quando e quanto quer”, diz Ângela Escosteguy, médica veterinária que aponta uma das saídas desse leite que ninguém sabe onde anda e que está sumindo das indústrias: a pecuária orgânica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;     Ainda menos difundida do que a agricultura orgânica, que só em 1999 cresceu 50% no Brasil, a pecuária ecológica tem recebido de braços abertos a crise da indústria do leite. A produção total de leite sob inspeção e estimativa da produção sem inspeção, segundo dados do IBGE, cresceu de 14,484 milhões de litros em 1990 para 19,133 milhões de litros em 1999. O número de produtores que fornecia leite para a indústria em 1997 era de 175, 450 mil produtores, caiu para 151,926 mil em 1998 e em 1999 entrou o ano em 133,367 mil produtores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Paralelamente, estudos realizados na Prolac( produtores de laticínios de Colorado), uma associação de 140 famílias produtoras de leite orgânico no Rio Grande do Sul, revelam que a redução de custos chega a 70% e o preço de mercado é até 20% mais alto do que o convecional.  A saída que antes era coisa de naturebas e alternativos em geral, já virou prática para muitos produtores de leite, simplesmente por ser rentável. No Rio Grande do Sul, além da Prolac, existe a Copasul ( Cooperativa de Produtos de Campinas do Sul), que fabrica também derivados, como queijos e outros. &lt;st1:personname productid="em Minas Gerais" st="on"&gt;Em Minas Gerais&lt;/st1:personname&gt; tem a Monte Verde e &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; o Instituto Biodinâmico. Existem centenas delas e de outras associações, nem todas orgânicas, que tentam escapar dos altos custos dos insumos e dos baixos preços pagos pela indústria. Mas o sistema ecológico parece ser o mais forte, se espalha como erva daninha, resiste a cortes, retaliações, se adapta a leis até desvantajosas, muitas vezes, e mesmo assim pipoca em todo lado.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Discreto, uma das suas principais características é justamente não sobreviver de centralização e monoculturas, uma estratégia econômica bastante flexível para enfrentar qualquer agrúra do mercado e possivelmente uma das causas da dificuldade de se conseguir arrancar dados precisos sobre seu funcionamento, com jeito &lt;i&gt;patchwork&lt;/i&gt; de ser. “No caso do leite já confirmamos que o trabalho ecológico bem feito produz um leite a 0,10R$ e além disso contamos com o consumidor, cada vez mais exigente em termos de qualidade real e menos suscetível ao marketing pelo marketing”, diz Ângela Escosteguy, especialista em pecuária ecológica e consultora da área.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Passo-a-passo do longa vida &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R78JFbdxx8Q/To8YGHG_YOI/AAAAAAAABEw/uooTR9dfqRc/s1600/112_634-chargeA1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://4.bp.blogspot.com/-R78JFbdxx8Q/To8YGHG_YOI/AAAAAAAABEw/uooTR9dfqRc/s320/112_634-chargeA1.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;   Era tão rico e famoso, o leite, que foi pesquisado nos mínimos detalhes. Graças a ele o chocolate chegou à atual consistência e o sorvete virou uma das sobremesas mais difundidas em todo o mundo. Pela popularidade de seu sabor foi incansavelmente modificado. Primeiro virou pó, depois foi condensado, pasteurizado e embalado em saquinhos, desnatado e até vitaminado. Finalmente chegou a um estágio tão moderno que já não se transforma mais em iogurte ou coalhada -- e sua gordura não vira mais manteiga.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  Um dos alimentos mais rapidamente perecíveis da natureza conseguiu o inconcebível, graças à ciência tecnológica: ficar seis meses imperecível. É o leite de caixinha processado em UHT -- Ultra Hight Temperature – cujo processo é assim: depois de filtrado passa, a uma temperatura de cerca de 70ºC, por bombas de compressão de alta potência, responsáveis pela fragmentação dos glóbulos de gordura, que homogeneizam o líquido. Em seguida a temperatura aumenta até 150ºC, durante &lt;st1:metricconverter productid="2 a" st="on"&gt;2 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 4 segundos, eliminando 100% dos microorganismos naturais do leite. Tudo isso é feito dentro de uma máquina, a TBA, Tetra Brik Asseptic- onde estão também, ainda abertas, as embalagens feitas de polietileno, alumínio e papel que, antes de receberem o leite, são esterilizadas com peróxido de hidrogênio a 35%. Para que o peróxido seja retirado, pois faz mal à saúde ingerir água oxigenada a 35%, a embalagem passa por jatos de ar hiperaquecido, esterilizador ultravioleta, e finalmente recebe o leite, já com o citrato de sódio adicionado para estabilizar o líquido. A embalagem, ainda em formato de cubo, é fechada e suas quatro camadas se fundem, também em altíssima temperatura, com o leite lá dentro. No interior da máquina ainda, os cubinhos passam por uma prensa e saltam para fora, quadradinhos. Está pronto o leite que dura seis meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;    Segundo engenheiros alimentares e nutricionistas ligados à indústria, o leite de caixinha -- que pode ser encontrado em qualquer grande cidade e também com grande facilidade nos pequenos armazéns do interiorzão do Brasil --, é melhor e mais seguro para a saúde do que o leite fresco. Exceto por ter perdido sua capacidade de virar manteiga, coalhada ou iogurte, é exatamente igual ao leite in natura fervido. “Ele perde um pouco de vitaminas, mas o leite é consumido por ser fonte de cálcio, fósforo e proteínas e isso ele não perde”, diz Heloisa Tavares, nutricionista da C2 - Editora e Consultoria em Nutrição, de São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;     Com ele, bem como com os leites pasteurizados, em pó e modificados, também não é possível fazer aquele doce de leite ou a ambrosia do tempo da vovó. “Esse é o preço da civilização, mas também hoje em dia as pessoas nem têm tempo para fazer doces, queijos e iogurtes em casa e podem encontrar esses alimentos prontos em embalagens bonitas e práticas sem o risco dos agentes patogênicos”, enfatiza Ariene Van Dender, engenheira alimentar da Tecnolat, o departamento de leite do Instituto de Tecnologia dos Alimentos, o Ital, de Campinas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;“Não entendo a preocupação excessiva com patogênicos que morrem numa fervura caseira e em contrapartida não haver nenhum tipo de fiscalização de metais pesados e resíduos de antibióticos e pesticidas no leite comercializado em larga escala”, afirma o veterinário Antônio Carlos, da Universidade Federal de Santa Catarina.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;   O pesquisador científico do Ital, Genevaldo de Souza, explica que realmente não há, na Tecnolat, qualquer estudo ou padrão de medida de produtos químicos contidos no leite. “A gente pode até fazer, se tiver um pedido, mas custa caro, esses testes são bem complicados, mas o leite longa-vida é um excelente produto do ponto de vista nutritivo”, diz Souza. &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;     Como é produzido em grande escala, o maior volume de leite de caixinha provém de vacas confinadas, as mais suscetíveis a doenças e consequentemente submetidas a uma quantidade maior de remédios, como vermífugos e antibióticos. Além disso, o leite homogeneizado pode misturar leites de duas ou mais raças de vacas, o que impossibilita ao consumidor ter um conhecimento real sobre o leite que está ingerindo.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;    Em suma, a indústria continua investindo no mesmo sistema, as tecnologias não param e já existem mais de 20 tipos de TBAs no mercado, as máquinas que produzem o longa vida. &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;*Matéria originalmente publicada por Cláudia Rodrigues na Revista Amanhã, em março de 2000.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5382882378897999760?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5382882378897999760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5382882378897999760&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5382882378897999760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5382882378897999760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/10/virou-o-leite.html' title='Virou o leite!'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5YuKuZRoqP0/To8YJdPfI8I/AAAAAAAABE4/qj_b-MAIk4s/s72-c/leite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-4473027159794434449</id><published>2011-10-02T16:56:00.000-03:00</published><updated>2011-10-02T16:56:21.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segundo GH'/><title type='text'>Hora de lavar as togas sujas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fffefc; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="post-header" style="font-size: 11px; line-height: 1.6; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-614967171581269666" style="font-size: 13px; line-height: 1.4; position: relative; width: 510px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De repente, saindo praticamente do anonimato, a ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, levantou poeira ao afirmar à imprensa que no Judiciário existem alguns bandidos togados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qT16ekpmmOM/TlE6m1E3S7I/AAAAAAAAXyo/tUa3bKJkGZw/s1600/geraldo01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; color: black; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-decoration: none;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-qT16ekpmmOM/TlE6m1E3S7I/AAAAAAAAXyo/tUa3bKJkGZw/s1600/geraldo01.jpg" style="-webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #e5e4e1; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(255, 254, 252); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-color: initial; border-left-color: rgb(255, 254, 252); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(255, 254, 252); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(255, 254, 252); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; border-width: initial; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; padding-right: 5px; padding-top: 5px; position: relative;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Geraldo Hasse&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Jornalista / &lt;a href="http://www.seculodiario.com/"&gt;para Século Diário&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda havia comentaristas louvando o discurso de estadista da presidenta Dilma na Assembléia Geral da ONU, na quarta-feira passada, quando outra mulher apareceu no cenário nacional, atraindo todos os holofotes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De repente, saindo praticamente do anonimato, a ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, levantou poeira ao afirmar à imprensa que no Judiciário existem alguns bandidos togados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O doutor Cezar Peluso, presidente do Supremo e do próprio CNJ, ficou irritado diante do que considerou uma generalização maldosa que respinga em toda a corporação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece que a maioria absoluta dos 16 mil juizes brasileiros também não gostou da acusação. Tanto pela “generalização” quanto pelo que seria uma jogada político-promocional da corregedora, que está em fim de carreira (tem 67 anos a completar em novembro) e talvez sonhe com um cargo eletivo em sua Bahia natal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pesquisando no google, sabe-se que Eliana Calmon Alves é baiana de Salvador que se formou advogada em 1968, lecionou Direito, tornou-se juíza e como tal subiu na carreira judiciária, até o cargo atual, rotativo, na corregedoria do CNJ, órgão externo ao Judiciário criado em 2004 para “policiar” juizes e servidores da Justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consta que D. Eliana botou a boca no trombone depois de sustar a liminar de uma juíza de Belém que mandara o Banco do Brasil reconhecer um crédito de R$ 2,3 bilhões (valor equivalente a mais de mil prêmios-base da MegaSena) em favor de Francisco Nunez Pereira. Além de sustar, a corregedora mandou investigar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poucos dias depois o suposto credor foi preso pela Polícia Federal. Era chefe, membro ou laranja de uma quadrilha de falsários. Segundo a imprensa, a juíza de Belém defendeu-se dizendo que havia recebido “ordens de cima” para dar andamento favorável à causa; assinara a liminar em dois dias, sem tempo suficiente para analisar o processo. Uma juíza de verdade deveria ter denunciado o autor das “ordens de cima”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em contrapartida – e aí está a novidade que&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;torna La Calmon a celebridade do momento –, são&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;raros os juizes dispostos a remar contra a corrente&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caso de Pereira se arrastava há anos. Segundo uma notícia da revista Istoé de março de 2007, trata-se de um pequeno empresário de Tatuí, no interior paulista, onde viveria cercado de dívidas e processos. Até aí, nada de novo. São milhares os brasileiros com perfil de estelionatário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contrapartida – e aí está a novidade que torna La Calmon a celebridade do momento –, são raros os juizes dispostos a remar contra a corrente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo vai provar se a corregedora tinha razão ao reclamar punição para os bandidos que se escondem embaixo das togas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo ela, há 35 desembargadores brasileiros envolvidos em denúncias de prevaricação e/ou crimes similares. É uma ínfima minoria (0,1%) do quadro de desembargadores, mas vale lembrar que o CNJ foi criado porque as corregedorias dos tribunais não concluem suas lições de casa. Talvez porque tenham se tornado devedoras ou reféns de quadrilhas e máfias que atuam dentro do Judiciário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A corregedora pode até ter errado a mão ao jogar para a arquibancada, mas sua denúncia calou fundo na alma dos brasileiros que torcem pelo aprofundamento da luta contra as mazelas da Justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ninguém precisa ser muito inteligente para concluir que as denúncias de La Calmon se baseiam em estados cujos tribunais têm sido enxovalhados por desvios de conduta e falcatruas monumentais, desde o tradicional nepotismo à negociação de sentenças, passando pelo popular corporativismo. Por isso, infelizmente, é baixo o índice de credibilidade da Justiça entre os brasileiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo pesquisa feita no final de 2010 pela Fundação Getulio Vargas, os brasileiros dão nota 4,2 (de 0 a 10) para o Judiciário. No final das contas, 65% dos 1500 entrevistados disseram que a Justiça é pouco ou nada honesta. Já 59% achavam que a Justiça recebe influência política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, pensando global e agindo localmente, é melhor não depender da Justiça, sob pena de ser lesado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-4473027159794434449?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/4473027159794434449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=4473027159794434449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/4473027159794434449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/4473027159794434449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/10/hora-de-lavar-as-togas-sujas.html' title='Hora de lavar as togas sujas'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qT16ekpmmOM/TlE6m1E3S7I/AAAAAAAAXyo/tUa3bKJkGZw/s72-c/geraldo01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-1639307547184331078</id><published>2011-09-23T21:45:00.006-03:00</published><updated>2011-11-24T22:43:30.627-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estrada'/><title type='text'>Dominique</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xg644sjx-8g/Tn0ni2djaFI/AAAAAAAABEg/F2NqWG68c80/s1600/zm_angthong_viewpoint_072005.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-xg644sjx-8g/Tn0ni2djaFI/AAAAAAAABEg/F2NqWG68c80/s320/zm_angthong_viewpoint_072005.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Ko Samui, Tailândia, 1986&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;O pó é amarelado, diferente da cocaína, mas brilha também, quase tanto quanto os olhos de Dominique quanto avista Jamaica se aproximando. Quem já está acostumado vai logo injetando, como Dominique, a primeira. Antes da seringa chegar ao fim da roda, antes ainda de Pio enfiar um pouco de heroína na ponta de um Marlboro, ela já sacode impacientemente os pés para ter um pouco mais da injetável, pouco se importando com o caco no cigarro dos iniciantes. É normal que ganhe mais, porque quer e parece precisar, mas principalmente porque está com Jamaica, o todo poderoso dos “&lt;i&gt;cavallitos”&lt;/i&gt; .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;O fogo nos aquece e na primeira tragada já vem a sensação de plenitude, o coração batendo muito diferente do que bate com a cocaína, quase o contrário, não há estufamento do peito, o primeiro sintoma que prenuncia o narcisismo que vem da coca. O peito não enche de ar; deprime, uma depressão quase agradável, um prazer poder contar as batidas do coração, uma a uma, como se nada mais pudesse importar além das batidas do coração. Mas pode parar a qualquer momento, entre uma batida e outra passa um tempo enorme, mas ao mesmo tempo que está lento, está mais forte, como todas as pulsações. Parece medo, a parte boa do medo, o desafio, aquele segundo exato em que se resolve enfrentar o medo. Parece amor, quando deságua a paixão e aquela mornitude se espalha do coração para o resto do corpo. Lembra um desejo da carne ansiando pela pele de alguém, é formigamento, excesso de inteligência ou sensibilidade. O fogo mais assusta do que aquece e, apesar do frio, não é mais possível dividir o ar com o grupo, a mata escura é a única saída. Tudo arde em centramento um segundo antes de reiniciar-se a descentralização de sentidos sem pensamentos, de tão rápido que vem e vai qualquer pensar. O vento tem uma missão maior do que esquartejar os pelos do corpo, as folhas têm uma missão maior do que chicotear os ouvidos, o solo úmido, a areia fofa, os coqueiros balançando; tudo faz um sentido incrível que se fecha num cerco de total ausência. O tudo e o nada se juntam bem perto, como o lado de fora e o avesso da pele. Dá para sentir a pele dentro e a pele fora e tudo é uma coisa só, de maneira que não existe vida dentro e fora ou como se fosse tudo vida da mesma espécie, sem separação apesar de tão amplos e variáveis compartimentos. Pertence-se aos ruídos e os ruídos pertencem, como a mata, que já estava dentro, agora verde e parada com a respiração tão lenta, quase tão lenta como a respiração dos cocais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Gritos de horror chegam da praia. Jamaica está desesperado porque Dominique está desacordada.&amp;nbsp; Ela está azul, gelada e imóvel. Não vomita, não respira, o coração não pulsa. Está morta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Kq66VLucwvQ/Tn0m6UYZkcI/AAAAAAAABEU/f77dFxS4tzI/s1600/fogueira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Kq66VLucwvQ/Tn0m6UYZkcI/AAAAAAAABEU/f77dFxS4tzI/s1600/fogueira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Não sabemos o que fazer com Dominique, estamos todos sob efeito da heroína, alguns haviam misturado com cogumelos, e esses, mais malucos, pedem que deixemos Dominique dormir até o amanhecer sozinha na praia, crentes de que ela acordará da viagem. O casal de ingleses inseparáveis, que só havia fumado maconha sem nem caquinho de heroína, parece ainda mais louco: a dupla some em direção aos bangalôs. Todos vão saindo à francesa e sobram quatro: Jamaica, Pio, Tass e eu. De repente forma-se um compromisso emocional entre nós, e o que nos une não é desejo, compaixão, solidariedade, ternura ou qualquer outro sentimento que habitualmente alimenta e arrasta por anos a fio os relacionamentos mais descabidos, enganchados no grude clássico a que muitos dão o nome de amor. O que nos prende na areia insípida, rodeando o corpo morto de Dominique, é algo mais requintado. Não é morbidez. Poderia se aludir algum sentimento nobre, envolto em culpa, como um senso de responsabilidade, nossa capacidade de prestar socorro sem medir conseqüências pessoais, e aí chegaríamos por uma questão lógica à solidariedade, assim seríamos boas pessoas, honestas, éticas, que prestam socorro. Mas seria insincero, no mínimo, dizer que estamos aqui por solidariedade à vida de Dominique, que jaz, nada mais. Estamos aqui porque todo morto é um ponto de atração aos seres que o amaram. É impossível não amar Dominique, mesmo sabendo que ela não vai mais gargalhar gostosamente e nem chorar copiosamente ao falar de sua família, o pai e a mãe ausentes, bem-sucedidos, distantes, os irmãos que se enquadraram e ela, tão inadequada desde pequenina, tão carente, tão gente, tão delicada e amorosa, tão ardidamente entregue nos braços negros de Jamaica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Uma formiga sobe pelo calcanhar de Dominique, rapidamente chega ao dedo médio, enfia-se ali por um instante e desliza sobre o peito tombado do pé. Formigas gostam de mortos do mesmo modo que gostam de sanduíches, farelos e restos de pele morta que se desprende dos corpos dos vivos. Morre-se um pouco a cada minuto, mas pode-se morrer totalmente apenas uma vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Esta tão ruim ali, tão difícil, fixei o olhar na formiga, as formigas são tão iguais em qualquer lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CKHOdsW9Bnc/Tn0m7wfNYxI/AAAAAAAABEY/_fpK_pnD8Tk/s1600/xzFormiga.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://1.bp.blogspot.com/-CKHOdsW9Bnc/Tn0m7wfNYxI/AAAAAAAABEY/_fpK_pnD8Tk/s320/xzFormiga.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Pireus, Grécia, alguns meses antes&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;A botina do policial grego, que entrou para mostrar que falava inglês, pisou na formiga matando-a de um golpe só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;&amp;gt;&amp;gt;Vamos, tire suas roupas, você precisa provar que não está escondendo nada aí. Enquanto ele falava coisas assim, em um inglês quase ininteligível, sob um mau-hálito internacional, típico de gente que come mal, dorme pouco e assiste muita televisão, uma mulher examinava as costuras da minha mochila me obrigando a assistir o desfile de minhas roupas e objetos pelas mãos de vários policiais gregos no porto de Pireus. Mas não tirei a roupa e sim a carteira de identidade onde estava escrita a palavra jornalista em garrafais vermelhas. Aquilo não era nada grego para eles, mas de alguma forma entenderam que eu estava dando algum tipo de carteiraço. Nunca vou saber se foi meu choro, meu desespero ou a carteira de jornalista que fizeram aqueles infelizes me darem a liberdade de embarcar no navio para o porto de Haifa, &lt;st1:personname productid="em Israel. Só" w:st="on"&gt;em Israel. Só&lt;/st1:personname&gt; sei que alguns minutos depois eu estava sentada com mais um monte de mochileiros esperando o embarque dos bacanas terminar. Não tinha coragem suficiente para chorar, eu era o medo vestido de gente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;O mar era de porto, água quase parada, verde-escura, o por-do-sol era triste e eu era um coelho assustado embarcando para um país desconhecido e em eternas guerras por disputas de território. Um coelho que havia marcado uma viagem no dia em que vencia a passagem de volta para o Brasil. Naquela época conseguia-se uma passagem bem barata quando a data marcada para voltar não ultrapassava sessenta dias. E era isso, haviam passado sessenta dias e eu queria algo mais, algo inexplicável me fazia continuar, algo além do medo, após o desafio, que se aproximava de uma certa morte, quase como uma auto-comiseração. E era assim que eu estava, sentada com as pernas balançando sobre a imensa base de cimento do porto, já sem conseguir fingir a segurança de ser uma viajante que sabia seu destino, quando dois imensos olhos azuis me fitaram. Era um corpo que saiu do nada e que agora estava ali ao lado do meu, um corpo quente, bem vivo, dois olhos amigos e uma boca que me oferecia em alemão e inglês as uvas mais doces do mundo. Tive vontade de abraçar o desconhecido, me jogar em seus braços, chorar e contar tudo o que eu havia acabado de passar. Mas só aceitei cinco uvas do cacho e ofereci pistache, o bom pistache da Grécia. Karl achou que eu estava com medo de viajar de barco e só então tive consciência de que meu medo era aparente. Contei em poucas palavras, me fazendo de valente, sobre a batida da polícia grega, que achava que eu tinha alguma droga. Ele começou a enrolar um cigarro alemão perfumado me explicou porque não comprava cigarros prontos. Daí foi um pulo para falarmos sobre a polícia na Alemanha, a polícia no Brasil, a polícia em toda parte a serviço de interesses supranacionais, internacionais; uma polícia tão longe do cidadão, tão incompatível com a realidade daquela jovem brasileira, euzinha, ali perdida naquele porto de Pireus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Patrick escutou um rabo de conversa e se aproximou pedindo nossa comida. Resistimos por um breve segundo e abrimos entrada para o francês simpático, cheio de tranças nos cabelos compridos. Ele, como nós dois, era outro dos poucos viajantes solitários que haviam comprado passagem on the deck, a mais barata, a do povo que vai no deck do navio. Todos os outros mochileiros estavam em grupo, com exceção do galã, um sujeito que passou os três dias da viagem observando todos do alto, uma parte mais elevada do deck, onde ventava muito e ninguém escolheu para acampar. O deck era um acampamento com todas as letras. No final da tarde as pessoas acendiam fogareiros, preparavam sanduíches, comiam, bebiam e cantavam ao som de violões. Era grande o bastante para abrigar os vários grupos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;À noite fazia frio e ventava, Custávamos muito para dormir e ficávamos os três em nossos sacos de dormir olhando para o barco-céu. Deitados de barriga para cima, olhando as estrelas, o céu era um barco, se mexia lentamente de um lado para o outro. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Quando o navio estava para atracar numa parada obrigatória, Chipre, houve um alvoroço. Era preciso trocar algum dinheiro pela moeda local. O banco do navio já parecia um outro país e nós éramos vistos pelos turistas como personagens raros, talvez um pouco assustadores. Perecia ser difícil a eles crer que tivéssemos necessidade de trocar algum dinheiro, como se não precisássemos comprar algo para comer, pelo menos, em Chipre, onde o comércio local não era barato, mas com certeza era mais em conta do que qualquer copo de chá no navio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Descemos com todos e por alguns minutos ficamos iguais pisando pela primeira vez naquela ilha, caminhando sob a curva de uma montanha imensa que apostava numa vastidão de mar atrás de si. As ruas cuidadosamente asfaltadas, largas, e a melhor surpresa: figos e uvas pelas ruas, em quintais semi-abandonados. Em minutos largamos a via de acesso principal e nos separamos dos demais. As quatro horas passadas em Chipre gastamos andando pelos arredores, em direção a grande montanha, sem nunca alcançá-la. Patrick e eu queríamos ir, mas Karl argumentou que não deveríamos nos afastar demais sob pena de perder o barco e o dinheiro investido na passagem. Rimos juntos da quentura louca dos pensamentos meu e de Patrick e da razão acima de tudo de Karl. Decidimos sentar e comer as uvas e figos graciosamente furtados. E nisso, no quesito furto, Karl deu escuta a Patrick e a mim, afinal aqueles figos, não diríamos as uvas, estavam maduros para nenhum futuro em poucas horas. &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Era justo come-los. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;As uvas eram um luxo de delito, que só Patrick praticou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;Já estávamos voltando, em passos apressados, quando escutamos a primeira chamada do navio. Chegamos a tempo. Chipre ficou para trás e prometemos voltar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;A separação foi dolorosa. Havia beijos a serem dados, abraços, transas e o tal do inexplicável compromisso emocional, que se impusera tão forte entre nós. Os dois me queriam e eu queria os dois, mas terminamos singelamente sentados na estação de trem de Haifa comendo laranjas com biscoitos de água e sal. Os dois tentando em vão me convencer a ficar, queriam pagar o preço da passagem de trem para Telaviv, queriam me convencer a ir para Jerusalém, dizer não aos Kibbutz, conhecer o lado melhor do povo do povo de Israel. Eu estava segura de que queria me instalar em um kibbutz para dar um tempo e meu destino era um endereço de escritório que contratava e encaminhava voluntários para trabalhar no esquema. O trem chegou e eu fui deixando os dois para trás, parados, os olhos marejados, fui levando o gosto de biscoito de água e sal com laranja e mais uma saudade sem cura, que é a saudade do que não se fez, do que não se arriscou sentir, como a saudade dos amores platônicos da infância, alguma coisa pura e viva que nunca morre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uwsyhOjcvbo/Tn0nAcSCFNI/AAAAAAAABEc/6Yq6bIsJ8nY/s1600/Figo-Lampo-da-variedade-Lampa-Preta-Ficus-carica.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-uwsyhOjcvbo/Tn0nAcSCFNI/AAAAAAAABEc/6Yq6bIsJ8nY/s320/Figo-Lampo-da-variedade-Lampa-Preta-Ficus-carica.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;A formiga sempre deixa escapar um resto, talvez algo que a agrade mais, porque ao chegar ao tornozelo dá meia volta sobre o peito tombado do pé e enfia-se outra vez pelo dedo médio e depois, quase deslizando, com grande agilidade e rapidez, passeia pelo dorso, sempre dando pequenas paradas, aproveitando alimentos micro particulares; líquidos, gasosos, sólidos, deve ser um mundo imenso para ela a morte de Domique. Jamaica, sempre chorando, não pode perceber a vida tão próxima de Dominique, aquela dança entre as duas, a sensação de poder deixar acontecer tudo. Pio fuma um Marlboro normal afastado, olhando o mar. Tass mexe no fogo empurrando pauzinhos secos para as brasas. Posso sentir algum momento de paz porque eles não virão para matá-la, não afugentarão a pobre desse último calor que emana do corpo de Dominique. Ela perdeu a cor inicialmente azul, agora está branca sob o luar e sente, sem o escrúpulo separatista dos vivos, o carinho suave que rodeia seus pés. Não é mais aquele ser humano vivaz, angustiado e agitado que chegara há poucos dias de Haia. Já não precisa se preocupar com desculpas aos pais por ser quem é, sentir como sente, fazer o que faz, não é mais necessário optar entre ser mãe ou ser uma profissional bem-sucedida e muito menos precisará cair no calvário de ser uma nova miserável mulher em tripla jornada, na fila de algum câncer, um de seus medos confessos. Passando dos trinta anos, mesmo na contemporânea Haia, Dominique sofrera de um mal que a mim parecia ser endêmico de países subdesenvolvidos. Formigas são formigas em qualquer lugar, sempre podem ser pisadas por botinas que calçam homens com mau-hálito, em qualquer lugar. As diferenças não são raciais. Isso era muito evidente na relação entre Dominique e a formiga. A mesma Dominique que lamentara a ausência da mãe em sua infância, o desejo reprimido por um beijo sem batom, agora vive, com outro ser de uma raça totalmente diferente, a mais doce das intimidades: sem rejeição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow';"&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style="color: magenta; font-family: 'Arial Narrow';"&gt;&lt;i&gt;Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-1639307547184331078?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/1639307547184331078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=1639307547184331078&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/1639307547184331078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/1639307547184331078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/09/dominique.html' title='Dominique'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xg644sjx-8g/Tn0ni2djaFI/AAAAAAAABEg/F2NqWG68c80/s72-c/zm_angthong_viewpoint_072005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Ko Samui, Surat Thani, Thailand</georss:featurename><georss:point>9.5120168 100.0135929</georss:point><georss:box>9.3867338 99.85566440000001 9.6372998 100.1715214</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-4918530596193935099</id><published>2011-08-31T15:04:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T15:04:12.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><title type='text'>Água fluoretada, uma herança nazista</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Gulim;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;; mso-fareast-font-family: Gulim;"&gt;Por Cláudia Rodrigues*&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YzODYDGhHD4/Tl53DM-3zeI/AAAAAAAABDc/hPJjXvEOXbA/s1600/iceberg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-YzODYDGhHD4/Tl53DM-3zeI/AAAAAAAABDc/hPJjXvEOXbA/s640/iceberg.jpg" width="468" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Em setembro de 2003, e lá se vão oito anos, uma petição internacional assinada por mais de 300 cientistas, químicos, técnicos e ambientalistas de 37 países, recomendou a revisão, esclarecimento e discussão sobre os benefícios e malefícios da adição à água encanada do flúor, íon utilizado como preventivo de cáries. Atendendo à petição, foram apresentados vários estudos comprovando os riscos para a saúde geral do corpo, especialmente dos ossos, devido à ingestão desse potente agente químico que quando ultrapassa apenas 1 ppm já causa problema até nos dentes. De lá para cá, muitas pesquisas vêm atestando ligações entre ingestão de flúor e doenças da modernidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Gulim;"&gt; Autistas, por exemplo, não devem beber água fluoretada. Embora não haja confirmação de associação direta entre o flúor e a disfunção, sabe-se que ele potencializaria os sintomas do autismo. &lt;a href="http://www.slweb.org/bibliography.html"&gt;http://www.slweb.org/bibliography.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;O problema da adição de uma droga, venenosa ou não, na água de todas as pessoas, é uma questão delicada. Até que ponto as autoridades têm o direito de institucionalizar um tratamento medicamentoso na água para todos os cidadãos de todas as idades? Sabendo-se da ligação entre tal produto e desencadeamento de patologias, como e por quais razões se mantêm a mesmas diretrizes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;A retirada, diante das evidências, bate na trave econômica e política. Subproduto da indústria do alumínio, o íon, que mata um corpo adulto com apenas &lt;st1:metricconverter productid="5 gramas" w:st="on"&gt;5 gramas&lt;/st1:metricconverter&gt;, não pode ser simplesmente jogado na natureza. A confiança inicial de que em doses ínfimas espalhadas pelas águas e alimentos no mundo, só faria bem aos dentes, evitando cáries, fez com que as políticas se consolidassem nesse gigantesco contrato comercial mundial, agora difícil de ser desfeito, especialmente em países em desenvolvimento que têm de um lado a população ignorante que aceita as decisões públicas e privadas sem questionamentos e de outro os concentradores de renda, que defendem o status quo a qualquer preço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Alguns países, já a partir de 2003, outros antes, retiraram o flúor da água e passaram a adicioná-lo ao sal de cozinha, já que se consome menos sal do que água, o que reduziria o risco de ingestão excessiva do íon, cumulativo no corpo humano. Diante das evidências e para reparar a visão equivocada, baseada em pesquisas que só levavam em conta a prevenção de cáries, muitos países simplesmente não utilizam mais o uso sistêmico do flúor como preventivo de cáries; apostam na educação alimentar, higiene e no uso tópico, diretamente aplicado nos dentes. No Canadá, Áustria, Finlândia, Bélgica, Noruega, França e Cuba, alguns dos países que pararam de fluoretar suas águas, os índices de cáries continuaram caindo. Estudos sobre a ingestão do flúor, que a partir da década de 1970 também foi adicionado a alimentos, leites em pó e a alguns medicamentos, apontam malefícios graves e cumulativos para a saúde &lt;st1:personname productid="em geral. Os" w:st="on"&gt;em geral. Os&lt;/st1:personname&gt; danos começam pela fluorose, que pode ser leve, causando manchas esbranquiçadas nos dentes ou grave, quando a dentição permanente fica com manchas marrons ou chega a ser perdida, esfacelando os dentes. Para que isso ocorra basta que crianças de zero a seis anos sejam expostas à ingestão diária do íon. O resultado visível só aparece nos dentes permanentes, já a ingestão de flúor na gravidez compromete a primeira dentição da criança. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vdGgtHGGq80/Tl5209WAEoI/AAAAAAAABDY/RIerUlSRsZQ/s1600/Sustentabilidade_by_Tributino.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="457" src="http://3.bp.blogspot.com/-vdGgtHGGq80/Tl5209WAEoI/AAAAAAAABDY/RIerUlSRsZQ/s640/Sustentabilidade_by_Tributino.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;O flúor no corpo-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Quando ingerido o flúor é rapidamente absorvido pela mucosa do estômago e do intestino delgado. Sabe-se que 50% dele é eliminado pelos rins e que a outra metade aloja-se junto ao cálcio dos tecidos conjuntivos. Dentes e ossos, ao longo do tempo, passam a ficar deformados, surgem doenças e rachaduras. A hipermineralização dos tecidos conectivos dos ossos, da pele e da parede das artérias é afetada, os tecidos perdem a flexibilidade, se tornam rígidos e quebradiços. Para que tudo isso ocorra, segundo estudo de 1977 da National Academy of Sciences, dos EUA, o corpo humano precisaria absorver durante 40 anos apenas 2mg de flúor por dia. Parece difícil ingerir tanto, mas a fluorose já é um fato, uma doença moderna comprovada. Diversos estudos químicos atestam que o flúor é tão tóxico como o chumbo e, como este, cumulativo. Quanto mais velhos mais aumentamos a concentração de flúor nos nossos ossos, o que traz maiores riscos de rachaduras e doenças como a osteoporose (veja o primeiro link). A versão natural do flúor, encontrada na natureza, inclusive em águas minerais, peixes, chás e vegetais tem absorção de 25% pelo corpo humano, mas a fluoretação artificial é quase que totalmente absorvida. A maior parte se deposita nas partes sólidas do organismo, os ossos, e parte pequena vai para os dentes. Acredita-se que o fluoreto natural tenha algum papel importante para a saúde humana, mas isso ainda não foi completamente comprovado.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Gulim;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NhELSXwU_40"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=NhELSXwU_40&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;No Brasil a adição de flúor à água começou em 1953 &lt;st1:personname productid="em Baixo Guandu" w:st="on"&gt;em Baixo Guandu&lt;/st1:personname&gt;, ES, virou lei federal (6.050/74) e a campanha da fluoretação das águas, abraçada pela odontologia em parceria com sucessivos governos desde a década de 1960, continua em alta e tem como meta atingir 100% da água brasileira encanada. Águas potáveis também recebem flúor e algumas águas minerais possuem mais flúor em sua composição do que é recomendado para evitar a fluorose, que é algo situado entre 0,5 ppm e 1ppm, dependendo da temperatura ambiente, já que no verão ou em locais mais quentes se consome mais água. Os odontologistas que ainda defendem a adição do flúor na água potável e encanada afirmam ser a fluorose, que atingiu adolescentes nas últimas gerações com manchas brancas, um problema menor diante das evidências de redução das cáries, comprovadas por várias teses, elaboradas nos anos 1960 e 1970. Segundo eles esse método é o mais eficaz para reduzir índices de cárie que variam entre 20% e 60%. Da década de 1960 para cá, além da fluoretação das águas brasileiras, a população teve acesso maior às escovas de dentes, que tornaram-se mais baratas e populares. Na Suécia, por exemplo, onde não há fluoretação das águas, a cárie foi erradicada por meio da educação da população. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;O flúor nos dentes-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;A redução de cáries por acesso ao flúor ocorre em decorrência de uma regulação do ph bucal, que teria maior constância via corrente sangüínea a partir da ingestão dessa substância. Após escovarmos os dentes com creme dental fluoretado, mantemos o ph ideal por cerca de duas horas. Apesar da campanha pró-ingestão de flúor, nenhum dentista defende a água fluoretada sem a dobradinha boa higiene e boa alimentação. Não há ph administrado pelo flúor que regule os detritos retidos entre os dentes; esses detritos desregulam o ph local, tornando-o mais ácido, o que favorece o surgimento de cáries e outras doenças periodontais. O açúcar torna o ph do sangue muito ácido e ao lado dele o outro grande vilão é o carboidrato, daí os odontologistas condenarem o abuso de doces, biscoitos e pães entre as refeições, especialmente os feitos com farinhas refinadas. Segundo Pedro Cordeiro, odontologista em Florianópolis, uma boa alimentação e uma escovação bem feita três vezes ao dia são métodos extremamente eficazes para a prevenção de cáries. “Recomendo aos pais que não usem creme dental fluoretado em crianças até cinco anos, pois é possível que engulam o creme acidentalmente ou voluntariamente, o que acarretaria a fluorose." Uso de fio dental, escovação com água e uma boa alimentação são suficientes para evitar o surgimento de cáries em qualquer idade, garante o dentista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Medidas seguras-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Na água potável encanada são recomendados no máximo 0,6 ppm de flúor, o que causa em crianças menores de sete anos uma fluorose mínima ao nascerem os dentes permanentes. “Acima de 1,5 ppm de flúor na água bebida por crianças menores de sete anos a fluorose é mais agressiva e pode causar má aparência nos dentes permanentes, mas existe tratamento para essa fluorose nos consultórios dentários”, garante o professor Jaime Cury, da Unicamp, defensor da adição de flúor à água. Em Cocalzinho, cidade de Santa Catarina, o flúor contido numa água natural, (1000 ppm) causou sérios danos aos dentes das crianças da região, com perdas parciais e totais dos dentes permanentes. Profissionais de várias partes do Brasil interessaram-se pelo caso, que foi documentado no final da década de 1980. Em &lt;st1:metricconverter productid="2004 a" w:st="on"&gt;2004 a&lt;/st1:metricconverter&gt; água mineral Charrua, do RS, apresentava 4ppm de flúor, o que pode resultar em fluorose avançada. O flúor está presente nos cremes dentais desde 1989, inclusive nos infantis, sendo hoje difícil encontrar no mercado convencional um creme dental para uso diário sem o íon. Normalmente os cremes dentais recebem de 1000 ppm a 1800 ppm de flúor. Não há pesquisa que ateste que o flúor aplicado, sem ingestão, cause qualquer mal, mas segundo vários estudos em odontopediatria os problemas de fluorose verificados em todo o Brasil nos últimos anos estão relacionados ao uso de creme dental porque crianças pequenas, além de serem extremamente vulneráveis à ingestão do flúor, engolem acidentalmente ou voluntariamente o creme dental. Uma das razões da ingestão voluntária, em crianças maiores de 3 anos, se deve ao sabor doce dos géis dentais infantis. A fluorose aparente nos dentes de crianças e adolescentes é uma realidade no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/csp/v18n1/8138.pdf"&gt;http://www.scielo.br/pdf/csp/v18n1/8138.pdf&lt;/a&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Diferenças de miligramas são fatais-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;O argumento que sustenta a adição de flúor à água potável encanada e às águas engarrafadas baseia-se na defesa do controle da cárie infantil, mas quando as águas brasileiras começaram a ser fluoretadas em massa, em 1974, os cremes dentais não eram fluoretados e as informações sobre os hábitos de higiene e de alimentação iniciavam nas capitais e cidades maiores. Naquela época o flúor ainda não era adicionado a medicamentos, chicletes, biscoitos e leites em pó para bebês, que quando somados ao flúor da água ultrapassam o nível recomendado para lactantes em até 80%. O leite humano possui cerca de 00,1ppm de flúor, uma quantidade já bastante inferior à dos leites em pó, mais isso depende, obviamente, da alimentação da mãe. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Durante a década de 1980, quando a fama do flúor como preventivo de cáries era inquestionável, muitas mulheres grávidas tiveram prescrição para tomar comprimidos que incluíam o íon na composição. Hoje já não se receitam suplementos de flúor para gestantes, pois as que tomaram enfrentaram problemas de fluorose na primeira dentição de seus filhos. Foi um teste “científico” que não deu certo, mas não foi o primeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Flúor e o nazismo- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;As primeiras pesquisas com ingestão de flúor em humanos foram feitas em campos de concentração nazistas com o intuito de acalmar os prisioneiros, que ingeriam o íon a partir da água com até 1500 ppm de flúor. O resultado gerava uma espécie de apatetamento, os prisioneiros cumpriam melhor suas tarefas sem questioná-las. Com o mesmo objetivo o flúor é adicionado a alguns medicamentos psiquiátricos hoje &lt;st1:personname productid="em dia. Mais" w:st="on"&gt;em dia. Mais&lt;/st1:personname&gt; de 60 tranquilizantes largamente utilizados contêm flúor, como Diazepan, Valium e Rohypnol, da Roche, ligada à antiga I.G.Farben, indústria química que atuou a serviço da Alemanha nazista. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/fluoridation.htm"&gt;http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/fluoridation.htm&lt;/a&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Essa ligação histórica desperta brigas ferrenhas entre os adeptos da adição do flúor à água e os que são contra, esses últimos acusados pelos primeiros de fazer terrorismo e estabelecer o caos social em nome da nova ordem mundial, que está aí a questionar as bases que sustentam a economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;A Associação Brasileira de Odontologia recomenda a adição de flúor à água potável como método preventivo fundamental para o Brasil, país grande, de população pobre e desinformada sobre os hábitos de higiene e de alimentação. Segundo o professor Jaime Cury,que passou mais de 20 anos estudando a prevenção da cárie, o flúor adicionado à água tem uma importância social inquestionável. “Gostaria de ser o primeiro a anunciar que o flúor não precisa mais ser adicionado à água, mas o povo brasileiro, a maior parte da população, a que é pobre e desinformada, não escova os dentes corretamente, não pode cuidar da alimentação e é beneficiada pela adição de flúor na água.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0ijfiRPtZ0c/Tl52kNIuTzI/AAAAAAAABDU/eKQRFLKqXOM/s1600/Psicoterapia_sophia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-0ijfiRPtZ0c/Tl52kNIuTzI/AAAAAAAABDU/eKQRFLKqXOM/s400/Psicoterapia_sophia.jpg" width="318" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Para ele, “a fluorose leve que não causa mal-estar social, nem deveria ser considerada um problema ou doença porque as crianças com fluorose leve, manchinhas brancas, têm dentes mais fortes.”&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;Questões políticas-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: black; font-family: Gulim;"&gt;A ciência odontológica vê a fluorose média ou grave como problema principal em conseqüência da adição de flúor à água, mas médicos, químicos e toxicologistas afirmam que a fluorose é apenas o começo de um problema espalhado por todos os ossos do corpo, sobrecarregando a glândula pineal e acarretando outras conseqüências na saúde devido a alteração do funcionamento bioquímico. Eles alertam que as doenças podem demorar anos para surgir, pois o flúor é cumulativo.&amp;nbsp; Nunca houve uma denúncia formal ligando o flúor à indústria de alumínio; as pesquisas feitas por químicos e neurologistas focam exclusivamente os danos do íon à saúde humana. Polêmica à parte, algo não está sendo levado em conta: é praticamente impossível encontrar água que não tenha sofrido adição de flúor. Por uma convenção entre sucessivos governos, a ciência odontológica e a indústria de alumínio, o brasileiro perdeu o direito de beber água sem o aditivo.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background: white; color: black; font-family: Gulim; font-size: 16.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;*publicado originalmente no &lt;a href="http://sul21.com.br/jornal/"&gt;sul21&lt;/a&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-4918530596193935099?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/4918530596193935099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=4918530596193935099&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/4918530596193935099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/4918530596193935099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/08/agua-fluoretada-uma-heranca-nazista.html' title='Água fluoretada, uma herança nazista'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YzODYDGhHD4/Tl53DM-3zeI/AAAAAAAABDc/hPJjXvEOXbA/s72-c/iceberg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-1646066273859191493</id><published>2011-08-27T20:24:00.002-03:00</published><updated>2011-08-27T20:27:15.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidadania'/><title type='text'>As Charruas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7VlnKSniJ4Q/Tll6pb9HEGI/AAAAAAAABDM/kohTlcFg2Wg/s1600/simplesmulher.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-7VlnKSniJ4Q/Tll6pb9HEGI/AAAAAAAABDM/kohTlcFg2Wg/s400/simplesmulher.jpg" width="386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
1535. Alta, esguia, musculosa, a morena Tuinaé e sua única filha Senaqué, de 7 anos, haviam acabado de abater com a lança, um peixe. A manhã estava bonita e fria, já fazia mais de dois meses que caminhavam pelas margens do rio Uruguai, escondendo-se na mata do pior dos predadores locais: o homem espanhol que havia matado o chefe da família, Tacuavé. A cavalo, montadas em pelo, partiram a galope sem tempo de lamentar a morte de Tacuavé. Dormiam abraçadas, sem choro e sem fogo, mandavam que o Sol nascesse, já montadas nos cavalos. Foram dois meses sem carne, só com frutas e ervas. Enquanto Tuinaé ajeitava a carne do primeiro pescado em dois meses, Senaqué pôs-se a pintar nas pedras, com as mãos molhadas de água e gordura do peixe. Era também a primeira vez que sorriam depois de 60 dias, a primeira vez que relaxavam verdadeiramente no meio do silêncio imperioso da manhã. Sentiam-se estranhamente salvas. O plano era não chegarem famintas de carne a uma nova tribo, já próxima, que iria recebê-las em mais um dia de viagem. Não deu tempo, foram surpreendidas pela chegada do espanhol. Rapidamente pegaram suas lanças e meteram-se na água até as coxas, encarando-o ainda a uma boa distância, num ritual desconhecido pelo homem branco. A menina Senaqué usou sua pequena lança primeiro, conforme o combinado. Quase conseguiu de um golpe só, enfiando-a por pouco mais de 5&lt;st1:metricconverter productid="10 cm" w:st="on"&gt;&amp;nbsp;cm&lt;/st1:metricconverter&gt; para dentro da barriga. Tuinaé cumprimentou a filha pelo feito e rapidamente completou o serviço com um golpe rápido e preciso, libertando a menina, que sumiu nas águas. O espanhol já havia apeado do cavalo. Espantado com a cena, sacou o cantil, deu um gole, limpou a barba com as costas da mão, pensou que assim, sem a menina, seria ainda melhor e começou a caminhar em direção a Tuinaé, mas não chegou a tocá-la. Tuinaé pegou sua grande lança, enfiou-a profundamente no lado esquerdo do ventre e rasgou-o de um lado ao outro, encarando o homem com extremada satisfação. Ainda teve tempo de voltar a cabeça para trás e mirar a correnteza que levara a menina, antes de jogar-se nas profundezas do Rio Uruguai.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iiz5lawgVSw/Tll6q3Fc11I/AAAAAAAABDQ/BrWcMNhHnbU/s1600/vivienda_charrua_palmas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-iiz5lawgVSw/Tll6q3Fc11I/AAAAAAAABDQ/BrWcMNhHnbU/s400/vivienda_charrua_palmas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-1646066273859191493?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/1646066273859191493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=1646066273859191493&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/1646066273859191493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/1646066273859191493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/08/as-charruas.html' title='As Charruas'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7VlnKSniJ4Q/Tll6pb9HEGI/AAAAAAAABDM/kohTlcFg2Wg/s72-c/simplesmulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-8721484755469840479</id><published>2011-08-13T22:05:00.000-03:00</published><updated>2011-08-13T22:05:43.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Me cago en la risa'/><title type='text'>Me cago en la risa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rjSd1u_A-8c/TkceGrIF2aI/AAAAAAAABDI/I7OOtyuVa-o/s1600/maitena5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-rjSd1u_A-8c/TkceGrIF2aI/AAAAAAAABDI/I7OOtyuVa-o/s1600/maitena5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-8721484755469840479?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/8721484755469840479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=8721484755469840479&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8721484755469840479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8721484755469840479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/08/me-cago-en-la-risa.html' title='Me cago en la risa'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rjSd1u_A-8c/TkceGrIF2aI/AAAAAAAABDI/I7OOtyuVa-o/s72-c/maitena5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-3616765716524484263</id><published>2011-07-20T14:34:00.007-03:00</published><updated>2011-07-20T15:39:25.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><title type='text'>Comida: vide a bula</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EDq3aoPfMrI/TicPF2CUqlI/AAAAAAAABBw/CDLNdbHv5WE/s1600/comida+trash+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://3.bp.blogspot.com/-EDq3aoPfMrI/TicPF2CUqlI/AAAAAAAABBw/CDLNdbHv5WE/s400/comida+trash+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Cláudia Rodrigues&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vegetarianos ou carnívoros convictos não precisam mais brigar para saber quem está comendo melhor. O maior problema da alimentação contemporânea não se restringe às dietas específicas e embora excessos e radicalismos já venham acoplados a riscos maiores pela falta de parcimônia; doenças freqüentes e cada vez mais comuns como diabetes, obesidade, hipertensão e desencadeamentos de patologias ainda mais graves associadas a estas, estão diretamente vinculadas aos componentes utilizados nos alimentos industrializados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com nomes pouco compreensíveis para o consumidor e muitas vezes em letras minúsculas nos rótulos enfeitados por palavras bem maiores como “saudável”, “natural” e “integral”, esses elementos adicionados aos alimentos industrializados podem ser nocivos à saúde humana, especialmente com uso diário e abusivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--lhTge6STdQ/TicPG7087uI/AAAAAAAABB0/WoH7vgagHtM/s1600/comiuda+trash+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/--lhTge6STdQ/TicPG7087uI/AAAAAAAABB0/WoH7vgagHtM/s1600/comiuda+trash+2.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O acesulfame-K&lt;br /&gt;
Foi aprovado pelo FDA em 1988 para ser usado em gomas de mascar, bebidas&lt;br /&gt;
reconstituídas, café e chá instantâneo, gelatina, flans e cremes, e para ser&lt;br /&gt;
vendido separadamente &lt;st1:personname productid="em pacotes. Em" w:st="on"&gt;em  pacotes. Em&lt;/st1:personname&gt; 1988, sua utilização foi permitida em uma&lt;br /&gt;
ampla gama de produtos alimentícios, como refrigerantes, por exemplo. Esse&lt;br /&gt;
adoçante artificial resulta da combinação química de carbono, nitrogênio,&lt;br /&gt;
oxigênio, enxofre e potássio.&lt;br /&gt;
É duzentas vezes mais doce que o açúcar. Nos portadores de diabetes severa e&lt;br /&gt;
entre os que tremem diante de uma colher de chá de açúcar, preenche um&lt;br /&gt;
importante nicho comercial. Além disso, ao contrário do aspartame, mantém a&lt;br /&gt;
doçura quando aquecido. Por isso é encontrado em tantos produtos de&lt;br /&gt;
confeitaria. &lt;br /&gt;
O Center for Science in the Public Interest observou que os testes de segurança&lt;br /&gt;
do acesulfame-K realizados na década de 1970 foram muito mal elaborados.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos posteriores sugerem que essa substância química produz&lt;/div&gt;câncer. O acesulfame-K é desmembrado em outra substância química, chamada&lt;br /&gt;
acetoacetamida, e soluções com &lt;st1:metricconverter productid="1 a" w:st="on"&gt;1  a&lt;/st1:metricconverter&gt; 5% desse produto acrescentado à dieta&lt;br /&gt;
durante 3 meses, é o suficiente para causar tumores de tireóides em animais&lt;br /&gt;
usados em experimentos de laboratório. Com base nesses e em outros dados, o FDA&lt;br /&gt;
vem sendo repetidamente solicitada a reconsiderar sua margem de segurança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ácido Fosfórico&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x0SLwqLU_uU/TicPMeomKDI/AAAAAAAABCE/w_AJR8KIxrU/s1600/gordura_trans.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-x0SLwqLU_uU/TicPMeomKDI/AAAAAAAABCE/w_AJR8KIxrU/s1600/gordura_trans.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ácido fosfórico pode ser produzido de 2 maneiras: a partir do processo&lt;br /&gt;
úmido ou do processo térmico (forno). No processo úmido, o minério de&lt;br /&gt;
fosfato minado é tratado com ácido sulfúrico e detergentes. No outro método,&lt;br /&gt;
o fósforo é reaquecido até se liquefazer e queimar, quando,&lt;br /&gt;
finalmente, adquire nova forma: o pentóxido de fósforo (P2O5). É misturado ao&lt;br /&gt;
ácido fosfórico em baixas concentrações e, depois de um processo de&lt;br /&gt;
purificação é armazenado para processamento futuro. O ácido fosfórico é&lt;br /&gt;
corrosivo para o concreto, para a maioria dos metais e para os tecidos.&lt;br /&gt;
É usado para acidificar o sabor dos refrigerantes, dos laticínios congelados,&lt;br /&gt;
dos produtos de padaria, das balas e dos produtos de queijo. É usado também&lt;br /&gt;
como sequestrante em tônicos capilares, esmaltes e substâncias para refrescar&lt;br /&gt;
a pele. Por mais estranho que seja, foi acrescentado recentemente à água&lt;br /&gt;
potável em Winnipeg - não porque a água potável necessitasse de um pouco&lt;br /&gt;
mais de travo, mas como forma de contornar o problema do acúmulo de chumbo nos&amp;nbsp;canos dos esgotos.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aparentemente, com o tempo, o chumbo se acumula nos canos e o&lt;/div&gt;ácido fosfórico retarda sua reação e liberação na água.&lt;br /&gt;
Pode retirar o cálcio, excretando-o do organismo. Quando o organismo perde&lt;br /&gt;
cálcio, retira o que precisa dos ossos. Ocorre a "Síndrome dos ossos&lt;br /&gt;
quebradiços" em mulheres, associada ao consumo de refrigerantes - essa&lt;br /&gt;
doença é considerada resultado da perda de cálcio devido ao ácido fosfórico&lt;br /&gt;
encontrado nos refrigerantes.&lt;br /&gt;
Os fosfatos são essenciais para a saúde, sobretudo o fósforo. As&lt;br /&gt;
vitaminas do complexo B, niacina e riboflavina, nem são digeridas na ausência&lt;br /&gt;
do fósforo. Ele também é necessário para a formação de ossos, dentes e&lt;br /&gt;
músculos saudáveis e faz parte do DNA e RNA. O fósforo regula o metabolismo&lt;br /&gt;
da energia, ajuda o organismo a absorver glicose e controla o equilíbrio do pH&lt;br /&gt;
no organismo.&lt;br /&gt;
Para obter fosfatos basta ingerir alimentos como peixes, ovos, aves,&lt;br /&gt;
feijão e nozes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aspartame&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EdV4tve4-xM/TicPQgbsnLI/AAAAAAAABCM/jTk61nYpkf0/s1600/poluicao.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="488" src="http://3.bp.blogspot.com/-EdV4tve4-xM/TicPQgbsnLI/AAAAAAAABCM/jTk61nYpkf0/s640/poluicao.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma substância química inventada acidentalmente no final da década de&lt;br /&gt;
1960. É de &lt;st1:metricconverter productid="180 a" w:st="on"&gt;180 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 200 vezes mais doce que o açúcar. O aspartame é sintetizado&lt;br /&gt;
a partir da 1-fenilalanina e do L-ácido aspártico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi aprovado pela FDA, mas retirado do mercado quando se descobriu&lt;br /&gt;
que a Searle, seu fabricante, ocultara indícios de danos gerados pelo produto.&lt;br /&gt;
Sua redenção veio alguns anos depois, por meio de ligações políticas do CEO&lt;br /&gt;
da empresa, Donald Rumsfeld. Hoje é usado como alternativa para o açúcar sob&lt;br /&gt;
a forma de pó e como um dos adoçantes mais comuns das bebidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando aquecido a 30 graus Celsius o aspartame se degrada, transformando- se em&lt;br /&gt;
ácido fórmico, metanos e formaldeído. Os efeitos químicos relatados do&lt;br /&gt;
aspartame foram tonteira, alucinações, urticária e dores de cabeça. Os&lt;br /&gt;
fenilcetonúricos, bem como gestantes e lactantes devem evitá-lo. Pessoas&lt;br /&gt;
sensíveis ao glutamato monossódico também podem ser sensíveis ao aspartame.&lt;br /&gt;
John Olney observou recentemente no Journal of Neuropathology and&lt;br /&gt;
Experimental Neurology que "o adoçante artificial aspartame é um&lt;br /&gt;
candidato promissor para explicar o recente aumento na incidência e no grau de&lt;br /&gt;
malignidade dos tumores cerebrais. Entre os indícios dos males do aspartame,&lt;br /&gt;
estão a altíssima incidência de tumores cerebrais em camundongos aos quais se&lt;br /&gt;
administrou aspartame, comparados à inexistência de tumores no grupo de&lt;br /&gt;
controle e a recente descoberta de que a molécula do aspartame tem potencial&lt;br /&gt;
mutagênico".&lt;br /&gt;
O aspartame provoca a ira dos cientistas que defendem veementemente seu caráter&lt;br /&gt;
letal; no entanto, um grupo também numeroso insiste que a substância é&lt;br /&gt;
absolutamente benígna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BHA e BHT&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j-32Gzh9PvY/TicWENt52eI/AAAAAAAABCY/SNbVHA8mC7s/s1600/agrotoxico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://2.bp.blogspot.com/-j-32Gzh9PvY/TicWENt52eI/AAAAAAAABCY/SNbVHA8mC7s/s320/agrotoxico.jpg" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Butil-hidroxianisol (BHA) e butil-hidroxitoluen o (BHT) são compostos&lt;br /&gt;
fenólicos que existem como cera sólida e são sintetizados pela reação do&lt;br /&gt;
p-cresol com o isobuteno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas substâncias químicas são adicionadas aos alimentos como conservantes, a&lt;br /&gt;
fim de impedir a rancificação da gordura. São usadas para o mesmo propósito&lt;br /&gt;
em cosméticos, produtos de borracha, produtos derivados do petróleo,&lt;br /&gt;
termoplásticos e materiais de embalagem. Nos rótulos dos alimentos, diz-se que&lt;br /&gt;
são usados para "manter o produto fresco". Seu uso porém é totalmente&lt;br /&gt;
desnecessário. Essas substâncias podem ser substituídas por antioxidantes&lt;br /&gt;
mais seguros, como a vitamina E, ou simplesmente não serem usadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser lipossolúvel, o BHT é armazenado nos tecidos por um longo período de&lt;br /&gt;
tempo. Essas duas substâncias químicas também interferem na coagulação&lt;br /&gt;
sangüínea e a International Agency for Research on Cancer as considera&lt;br /&gt;
carcinogênicas. Alguns dados científicos mostraram que causam câncer em&lt;br /&gt;
alguns casos,mas não &lt;st1:personname productid="em outros. Por￩m" w:st="on"&gt;em  outros. Porém&lt;/st1:personname&gt; o Dr. Saito e alguns colegas relataram&lt;br /&gt;
muito claramente no periódico Anticancer Research que BHA e BHT produzem grande&lt;br /&gt;
"citotoxidade (gera câncer) e indução de apoptose (causa morte celular)".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bisfenol-A (BPA)&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OMu1v16_WlY/TicTVrgaEHI/AAAAAAAABCU/_lq4jueZG2A/s1600/mamadeira-bisfenol-franca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://4.bp.blogspot.com/-OMu1v16_WlY/TicTVrgaEHI/AAAAAAAABCU/_lq4jueZG2A/s320/mamadeira-bisfenol-franca.jpg" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O bisfenol é um composto utilizado na fabricação do policarbonato para obter um tipo de plástico rígido e transparente. Além de ser usado em embalagens de alimentos é usado no revestimento de latas para evitar a ferrugem. As ligações químicas entre as moléculas de BPA são instáveis e no caso do aquecimento ou congelamento do plástico, a contaminação é maior. Mamadeiras de plástico, copos infantis, matérias médicos e dentários, garrafas reutilizáveis de água e garrafões contêm BPA. É tóxico mesmo em baixas quantidades e foi aprovado por pesquisas patrocinadas pela indústria que o utiliza. Provoca interferência no sistema endócrino e mimetiza hormônios, sendo mais prejudicial ao sistema reprodutivo.&lt;br /&gt;
Fetos e bebês são os mais vulneráveis aos efeitos do bisfenol. Estudos independentes da indústria realizados nos últimos anos associaram o bisfenol-A a uma maior incidência de obesidade, cânceres de mama e próstata, puberdade precoce ou tardia, anormalidades do fígado em adultos e problemas cerebrais e hormonais em crianças.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-adl6kJVNez4/TicPSUwyYzI/AAAAAAAABCQ/cCQ6ojlAa_I/s1600/POLUIO%257E1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-adl6kJVNez4/TicPSUwyYzI/AAAAAAAABCQ/cCQ6ojlAa_I/s640/POLUIO%257E1.JPG" width="532" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4e4e4e; font-family: 'Segoe UI'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-3616765716524484263?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/3616765716524484263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=3616765716524484263&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3616765716524484263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3616765716524484263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/07/comida-vide-bula.html' title='Comida: vide a bula'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EDq3aoPfMrI/TicPF2CUqlI/AAAAAAAABBw/CDLNdbHv5WE/s72-c/comida+trash+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-2458905737185775771</id><published>2011-07-08T11:49:00.006-03:00</published><updated>2011-07-13T20:12:37.148-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedaços íntimos'/><title type='text'>50 anos de casamento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bQEyp5zJ6nA/ThfgIdmVNlI/AAAAAAAABBk/8lCnSgcjBqc/s1600/Vov%25C3%25B4+e+vov%25C3%25B3-marca%25C3%25A7%25C3%25A3o+gado-1993.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="420" src="http://1.bp.blogspot.com/-bQEyp5zJ6nA/ThfgIdmVNlI/AAAAAAAABBk/8lCnSgcjBqc/s640/Vov%25C3%25B4+e+vov%25C3%25B3-marca%25C3%25A7%25C3%25A3o+gado-1993.bmp" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Durante minha vida inteira sempre imaginei que as famosas Bodas de Ouro não passavam de festejos para dois velhinhos encurvados, que mal sabiam o que estava de fato ocorrendo. Seria apenas uma grande festa organizada pelos filhos e netos para homenagear os anciões da família. Hoje tudo mudou, porque hoje, 8 de julho de 2011, Chiquinho e Marta, meus pais, estão completando 50 anos de casados. Eretos, alegres e sadios em toda a amplitude que esses termos conseguem alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dispensaram os festejos, as pompas, que poderiam bancar com recursos próprios, e se não foi por falta de recursos, muito menos foi por ausência de vitalidade de cada um ou do próprio casamento deles, que sempre foi e continua sendo, acima de tudo, vivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nascido em 1937, meu pai pilota uma moto 750, aviões de pequeno porte e aeromodelos. Adora ler, ir ao cinema e viajar. Toca teclado, que aprendeu sozinho aos 50 anos, assim de ouvido. Minha mãe, nascida em 1942, é uma mulher de mão cheia. Passa do fogão ao tricô, do tricô às costuras, pinta quadros e dirige, com maestria, a fazenda que herdou do pai. Viajam juntos ou separados &lt;st1:metricconverter productid="800 quilômetros" w:st="on"&gt;800  quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; e chegam como se tivessem ido ao parque, contando as novidades da viagem. São ligados no 220 do trem da alegria. Já os vi tristes, obviamente já os vi bravos, mas nunca entediados ou apáticos; amarguras e recalques jamais fizeram parte da vida terrena deles. Se arrependem de erros fazendo diferente, sem blá blá blás. &amp;nbsp;Amigos ou parentes doentes sempre puderam e podem contar com a ajuda de ambos, cada um a seu modo se transformam em moirões de solidariedade humana. Entendem a morte como parte da vida, mas não cultuam enterros se não se sentem necessários ou úteis de alguma forma. O mesmo vale para festas de batizados, casamentos, natais, finais de ano. Sem padrões repetidos de comportamento, em alguns anos organizam festas na fazenda, em outros viajam sozinhos ou passam nas casas dos filhos. Abertos, libertos, desapegados. Nunca cobraram presença dos filhos ou de amigos e nem gostam que cobrem deles. Festa para eles, com família ou amigos, é coisa espontânea, quando dá na telha, jamais por obrigação ou tradição. A vida que vivem, desde que me conheço por gente, é do tipo positiva e operante. Extremamente espontâneos, cada um a seu modo, sempre viveram as crises e dores da vida com lucidez, encarando-as de frente, sem meias verdades, sem mazelas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RCG9TF8u6m4/ThfebYzGIdI/AAAAAAAABBc/DiM1rs1_TpI/s1600/Copacabanaa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://3.bp.blogspot.com/-RCG9TF8u6m4/ThfebYzGIdI/AAAAAAAABBc/DiM1rs1_TpI/s320/Copacabanaa.jpg" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Uma vez decidiram se separar. Dona Marta aos 50 anos descobriu que não queria mais depender do Sr Chico para dirigir longas distâncias e foi à luta, aprendeu a dirigir na estrada. Ele, que sempre foi mais urbano do que rural, também não estava mais gostando de ir e vir da fazenda para Porto Alegre e muito menos ficar longos períodos no campo. A aposentadoria dele significou mais tempo para fazer o que gostava e a fazenda não era exatamente a primeira opção. Sem dramas, dando risadas de si mesmos pelo avançado da idade, anunciaram que iriam se separar; ela ficaria na fazenda e ele &lt;st1:personname productid="em Porto Alegre. E" w:st="on"&gt;em Porto Alegre.  E&lt;/st1:personname&gt; assim foi por algum tempo, até que começaram umas histórias de viagens e hotéis a dois. Voltaram, mas de um jeito diferente. Ao mesmo tempo em que cada um exercia bem a própria individualidade, houve um notável aumento de solidariedade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Incrível é que foi tudo sem terapia! Lógico que a metida aqui indicou terapia, os dois riram, não acreditam que problemas de geografia interior se resolvam com uma terceira pessoa. Ele não implicou mais com as gavetas dela, as pessoas todas que ela acolhe e recolhe para ajudar e ela não implicou mais com os aeromodelos dele. Ampliaram os espaços e voltaram a correr mundo juntos, eventualmente separados, mas telefonando um para o outro a cada duas horas. Adoram a independência conquistada. Ele não espera pela comida se está faminto, ela não cozinha se não tem vontade e desde então vivem mais juntos do que nunca, curtem hotéis na hora do stress e o que me faz corar para confessar: motéis. São reichianos e não sabem! Ele agora cozinha e lava a louça, ela agora freqüenta as festas no Aeroclube de Alegrete. Eles têm amigos de mais de 50 anos, amigos fiéis e solidários que chorariam de mais puro amor numa pompa de Bodas de Ouro, mas justamente por conhecê-los tão bem, mais do que entendem que Chiquinho e Marta não têm nada para mostrar ou demonstrar que não seja no cotidiano de quem sabe viver com amor e sem formalidades, sem representações.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu pai, minha mãe, tenho profunda honra de ter emergido desse amor que sobreviveu com dignidade, transparência e essa incrível vitalidade por meio século.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Parabéns para cada um e para os dois juntos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cláudia&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-2458905737185775771?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/2458905737185775771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=2458905737185775771&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2458905737185775771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2458905737185775771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/07/50-anos-de-casamento.html' title='50 anos de casamento'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bQEyp5zJ6nA/ThfgIdmVNlI/AAAAAAAABBk/8lCnSgcjBqc/s72-c/Vov%25C3%25B4+e+vov%25C3%25B3-marca%25C3%25A7%25C3%25A3o+gado-1993.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-378429025878223191</id><published>2011-07-04T12:29:00.001-03:00</published><updated>2011-07-04T12:37:26.624-03:00</updated><title type='text'>Como andarão os carvoeiros do Espírito Santo?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 36pt;"&gt;Vida no forno&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;Matéria originalmente publicada pela Revista &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Cadernos do Terceiro Mundo &lt;/i&gt;em março de 2000.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nxvKdo8xwVw/ThHa35uSgnI/AAAAAAAABBE/UUcil_kqaCo/s1600/carvoaria_unicef_clip_image002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-nxvKdo8xwVw/ThHa35uSgnI/AAAAAAAABBE/UUcil_kqaCo/s640/carvoaria_unicef_clip_image002.jpg" width="574" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O "problema" -- o trabalho infantil nas carvoarias --, que tanto escandalizou o país e o mundo, que rendeu prêmios a fotógrafos e a repórteres, não foi solucionado; foi mascarado com providências que puniram muito mais a classe carvoeira do que os empregadores e os diretamente envolvidos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sorrindo, depois de um dia de trabalho, Francisco Arruda Calda, de 45 anos, dono da carvoaria Córrego do Macaco, no município de São Mateus, no Espírito Santo, afirma que ser dono de carvoaria não é um bom negócio. Ele compra o metro cúbico da madeira por 2 reais do fazendeiro Laurindo Armani, dono da mata de eucalipto que circunda a carvoaria; paga 1,6 reais por metro cúbico de lenha processada nos fornos para cada um dos seus sete funcionários que no total produzem cerca de &lt;st1:metricconverter productid="300 metros c￺bicos" w:st="on"&gt;300 metros cúbicos&lt;/st1:metricconverter&gt; de carvão por mês. Vende a 15 reais cada metro cúbico. "Isso, em época de baixa no carvão, como agora", conta Arruda, sorrindo. Em alta, as siderúrgicas e churrascarias, principais compradoras de carvão, chegam a pagar 25 reais o metro. Mesmo tirando um lucro de pelo menos 10 reais por metro, ainda assim Francisco Arruda Calda não acha que a carvoaria seja um bom negócio. Por muitos motivos, segundo ele, que não se refere, obviamente, às finanças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;"Acontece de tudo aqui. Esse povo é muito difícil de lidar, bebe muito, briga demais. Um dia cheguei na carvoaria e encontrei um braço de homem no chão. Não sabia o que fazer, se enterrava, se varria para longe", conta, lamentando o lado difícil da vida de um pequeno empresário de carvão. O dono do braço já havia sido levado para um hospital e a a decepadora, uma mulher alta e forte, carvoeira de muitos anos, estava na labuta, sem um pingo de arrependimento. Livrara-se de um estupro com a ajuda de uma foice.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ao contrário do patrão, o empregado da Córrego do Macaco, Edson Borges, de 19 anos, que trabalha como carvoeiro desde os 8, acha a vida de carvoeiro muito boa. "O serviço está bom demais, recebo direitinho e tenho o final de semana de folga", conta, sempre encarando os pés descalços que pisam o chão, cheio de madeira queimada. Edson Borges já trabalhou de graça, já ganhou menos e, como agora, nunca pôde perder o emprego. Sustenta a mãe, viúva, e os cinco irmãos menores, que foram retirados do mercado de trabalho carvoeiro. Ele precisa trabalhar duro para ganhar menos do que conseguia com a ajuda da mãe e dos irmãos, mas não lamenta. Gosta de passar o final de semana com a família e seu programa predileto é assistir filmes na televisão. "Sendo filme pode ser qualquer um. Não tenho escolha, não, qualquer coisa serve, até novela", ressalta, antes de encher a pá de carvão novamente. Sem luvas, sem botas, sem capacete, fazendo duas refeições ao dia, ele ganha a cada três balaios cheios de carvão 1,6 reais. No final do mês consegue um salário e meio. No máximo. "Isso é bom, muito bom", conta o rapaz que dá para a família tudo o que ganha, exceto o que precisa para suas duas refeições diárias. Pela primeira vez na vida tem carteira assinada, motivo de orgulho para ele e para o patrão, uma conquista trabalhista costurada com vantagens pouco claras para alguns deles que preferem não ter carteira assinada para ganhar um pouco mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fdmbYbJmYiw/ThHa7XLLraI/AAAAAAAABBQ/u7XfTJUonPY/s1600/Carvoeiros+no+Rio+Doce+-+arquivo+Vale.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="409" src="http://1.bp.blogspot.com/-fdmbYbJmYiw/ThHa7XLLraI/AAAAAAAABBQ/u7XfTJUonPY/s640/Carvoeiros+no+Rio+Doce+-+arquivo+Vale.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;"Não faço questão da carteira assinada. Sem carteira ganho dois reais por metro", conta Antônio Cesário, que já foi operário de uma fábrica de tecidos no Rio de Janeiro e também eletricista. Ele lembra que gosta muito de ser eletricista, mas lamenta que o ofício tenha passado para as mãos dos alfabetizados. "Não sou letrado, só sei mesmo assinar meu nome e hoje em dia para ser eletricista precisa fazer curso, ter leitura, mesmo sendo bom na prática", lamenta Cesário, que é separado e cria os seis filhos, que até o ano passado frequentavam a carvoaria. "Os meninos não trabalhavam muito, não. Davam uma ajuda, iam aprendendo algum ofício, mas agora é do direito deles estudar. O mais novo, de oito anos, não queria sair daqui no começo, depois da lei. Vinha só para olhar, mas daí o Tucha disse que era problema e esse ano ele vai para a escola", promete Antônio, que atualmente trabalha com a ajuda do primogênito Antônio Marcos Cesário, de 17 anos, como prestador de serviço para um outro empresário de carvão, o Tucha, que possui várias pequenas carvoarias no Norte do Espírito Santo e no Sul da Bahia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;Pergunto o nome do Tucha e como faço para encontrá-lo. "O nome mesmo não sei, ninguém sabe e é difícil de encontrar com ele. Às vezes está aqui, às vezes nas outras carvoarias, mas aí para a frente tem mais uma que é dele", diz, apontando para a estradinha de terra no meio do campo, longe das florestas de eucalipto.&amp;nbsp; O Tucha, mais difícil de ser encontrado do que o proprietário da Córrego do Macaco, é um outro tipo de empresário. Paga mais caro, mas não assina a carteira. O universo do mundo do carvão, que se abastece das sobras -- os "fachos"--&amp;nbsp; de eucalipto que não são utilizadas pelas fábricas de celulose, e de algumas fazendas que plantam e vendem eucaliptos, é composto por uma multiplicidade de relações trabalhistas, que legais, arcaicas ou ilegais, lesam princípios básicos dos Direitos Humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;A Agrocon, única carvoaria que mantém relações com o Sintral, Sindicato dos Trabalhadores nas Atividades de Extração e Exploração de Madeira e Lenha, por exemplo, não mantém famílias nas carvoarias, não explora o trabalho infantil e também não possui refeitório e banheiros limpos. Os empregados tampouco utilizam qualquer equipamento de segurança. O dono da Agrocon, Francisco de Assis Devens, garante que a empresa oferece uniforme constituído por calça, camisa, botas e luvas. "Eles não gostam de usar, esse pessoal é difícil", conta o empresário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A empresa de Francisco Devens tem contrato com a Aracruz Celulose, que fabrica celulose para exportação. Um contrato de doação. A Aracruz doa os resíduos florestais, que segundo Devens são restos de árvores defeituosas, tortas, grandes demais e galhos, popularmente chamados de fachos, muito aproveitados pela indústria do chamado carvão leve. "O carvão pesado vem de árvores grandes, pedaços de troncos e da mata nativa", revela, confirmando que negócios com carvão pesado são mais lucrativos: "Veja bem, a Agrocon trabalha com madeira para lenha e carvoaria. Agora estamos em baixa no carvão e a lenha está equilibrando a situação. Na época de alta chegamos a trabalhar com 180 funcionários na carvoaria", afirma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ele explica que um hectare com muitas árvores pode chegar a render &lt;st1:metricconverter productid="500 m3" w:st="on"&gt;500 m3&lt;/st1:metricconverter&gt; de madeira e um só de resíduos florestais pode não passar de &lt;st1:metricconverter productid="30 m3" w:st="on"&gt;30 m3&lt;/st1:metricconverter&gt;. "Um bom &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;talhão&amp;nbsp; &lt;/i&gt;--&amp;nbsp; mata plantada com área equivalente&amp;nbsp; a um hectare --&amp;nbsp; pode vir de florestas que ultrapassaram o tamanho apropriado para o feitio da pasta da celulose, que é de &lt;st1:metricconverter productid="7 cm" w:st="on"&gt;7 cm&lt;/st1:metricconverter&gt; de diâmetro, ou também florestas rebrotadas, que eles também não aproveitam", conta Devens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A afirmação de que a Aracruz não utiliza árvores com mais de &lt;st1:metricconverter productid="7 cent￭metros" w:st="on"&gt;7 centímetros&lt;/st1:metricconverter&gt; de diâmetro foi desmentida pelo gerente de meio ambiente e relações corporativas da Aracruz, Carlos Alberto Roxo. "Utilizamos troncos, florestas rebrotadas e também árvores maiores e não precisamos doar os resíduos", ressalta. Carlos Alberto Roxo explica que a empresa não tem responsabilidade com o pessoal da carvoaria. "Nós só não deixamos de doar porque isso geraria desemprego e invasão de matas, mas dentro de um certo prazo, ainda em estudo, a empresa pretende aproveitar os resíduos", pontua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;NÃO SEI PARA QUE SERVE, NÃO CONHEÇO; LOGO, NÃO GOSTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Genilson Ferreira, de 28 anos, que trabalha na Agrocon, conta que o uniforme é desconfortável para trabalhar e afirma com veemência que não gostaria de usar máscara de proteção, equipamento necessário mas que não consta no acordo feito entre o Sintral e a Agrocon. "Gosto mais de trabalhar assim", diz ele, que veste calça arregaçada e tem os pés descalços. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Para Esmeraldo Vieira Muniz, 33 anos, secretário de divulgação do Sintral, a solução está na educação: "Os trabalhadores do carvão ainda vivem sem o mínimo de auto-estima e isso acaba sendo confortável para quem os explora. Somente com educação e conhecimento eles poderão reivindicar direitos humanos básicos que não foram ainda aprendidos", desabafa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O "problema" -- o trabalho infantil --, que tanto escandalizou o país e o mundo, que rendeu prêmios a fotógrafos e a repórteres, não foi solucionado; foi mascarado com providências que puniram muito mais a classe carvoeira do que os empregadores e os diretamente envolvidos. Segundo Marcelo Calazans Soares, sociólogo da FASE, organização não governamental&amp;nbsp; de assistência social e educacional, a realidade social e econômica das famílias carvoeiras não foi aliviada, questionada, avaliada e muito menos respeitada. "É certo que o trabalho infantil não pode ser tolerado, mas a retirada das famílias, que agora moram longe do local de trabalho do pai, aumentou o trabalho do chefe da casa e diminuiu seus rendimentos e a qualidade de vida, que já era precária".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i0VLXzWeC3c/ThHa457pWwI/AAAAAAAABBI/caGVy39VHEY/s1600/rua1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305" src="http://4.bp.blogspot.com/-i0VLXzWeC3c/ThHa457pWwI/AAAAAAAABBI/caGVy39VHEY/s400/rua1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O carvoeiro Joel Luiz da Silva, de 40 anos, casado e pai de dois filhos, que trabalha para a Agrocon, única carvoaria da região de São Mateus registrada no SINTRAL, lamenta o afastamento da família: "Vejo minha mulher e meus filhos de quinze em quinze dias, pois sou o zelador dos fornos, e tenho duas despesas; uma aqui e outra lá, mas o que mais me faz falta é a comida que a minha mulher fazia", conta Joel. Segundo ele, a esposa, que viveu a vida toda na carvoaria, não está gostando da cidade e sente falta do mato. "Ela era acostumada a viver mais junto de mim e dos meninos, gostava de fazer a comida, passar o dia aqui. Nós era pobre mas era perto um do outro. Ela não trabalhava pesado com o carvão e nem os meninos. Só ajudavam um pouco, mas o pesado sempre foi meu", relata Joel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A esposa de Joel, depois da intervenção do Ministério Público, foi morar no Braço do Rio, uma favela no Bairro de Santa Rita, próximo de São Mateus e de algumas das muitas carvoarias da região. Lá passa o dia a cuidar da casa e dos filhos, que continuam sem acesso à escola, já que morar perto ou dentro da cidade não dá garantia de estudo para as crianças brasileiras. Principalmente quando são filhas de analfabetos, porque suas mães vêm de uma realidade rural e sequer sabem como chegar em uma escola, como falar e o que dizer quando escutam a secretária da escola comunicando que não há vagas. Uma carvoeira não é como uma professora pobre que passa a noite em frente a uma escola pública para garantir uma vaga. E um filho de carvoeiro quer é crescer logo, atingir a maioridade, para se livrar de uma lei que lhe tirou o direito de aprender o ofício do pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Da briga entre o mar e o rochedo quem levou a pior, outra vez, foi o marisco. Se antes as famílias ganhavam por produção, ainda que pouco, agora com a legislação em cima dos gatos, os empresários do carvão, começa a haver uma oficialização da exploração. Alguns empreendedores estão pagando salário mínimo em troca de carteira assinada e uniforme, que os carvoeiros não usam, e botas, que eles detestam, pois causam calos. O uso de máscaras, provavelmente o equipamento mais importante, já que a maioria dos trabalhadores de carvão adquire problemas respiratórios, não faz parte da lista de equipamentos que o SINTRAL negociou com a Agrocon, e que possivelmente, como os demais, seria rejeitado por esses trabalhadores que vivem atrás dos nossos churrascos de domingo, queimam o que não serve para ser a pasta do papel em que escrevemos e acreditam, piamente, que para a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;picumã do purmão&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;o bom mesmo é a cachaça ou, na falta dela, o álcool puro, que limpa tudinho, tudinho e ainda dá alegria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A quem interessa a lei dura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-60D6FIy5cNE/ThHa6JS0YbI/AAAAAAAABBM/Ds0G0_NOj2M/s1600/carvoaria+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-60D6FIy5cNE/ThHa6JS0YbI/AAAAAAAABBM/Ds0G0_NOj2M/s320/carvoaria+2.jpg" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;A Lei nº 8666 de 21 de junho de 1993, que regulamenta o artigo 37 da Constituição Federal, proíbe o trabalho perigoso ou insalubre para menores de 18 anos e proíbe qualquer trabalho a menores de 14 anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Mas foi somente a partir de 1996 que denúncias mais profundas feitas pela imprensa começaram a tomar forma viva aos olhos da sociedade. De repente, aqueles que estavam dormindo nos postos de trabalho foram acordados por realidades que fingiam não ver. "O sistema de justiça brasileiro vive para prestar contas de escândalos sociais, políticos e econômicos, investindo pouco nos mecanismos que levariam, não a erradicação dos problemas -- problemas não se erradicam --, mas a transformações da realidade através da educação", desabafa Marcelo Calazans,&amp;nbsp; que estuda a vida dos carvoeiros desde 1996.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A irritação desse sociólogo nascido, criado e formado no Rio de Janeiro se justifica através de uma história contada por ele -- checada pela reportagem -- e por sua colega Alacyr Denadai, ambos funcionários da FASE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Os estudiosos levaram cerca de um ano para avaliar e projetar uma saída para o problema estrutural das carvoarias brasileiras, especialmente as da região de São Mateus. Apoiados pelo Departamento de Mestrado de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), elaboraram um projeto de carvoaria modelo, uma cooperativa que teria um retorno de 29,10%, o que caracteriza o negócio como economicamente rentável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;"A idéia inicial era reunir vários poderes como a Secretaria de Justiça e Cidadania, o Ministério do Trabalho, a Aracruz Celulose, o BNDES, as siderúrgicas, a sociedade civil, a Prefeitura de São Mateus e o Ministério Público, a fim de fazermos um pacto de solidariedade para sanar a tragédia social", conta Calazans, explicando que depois das primeiras reuniões os órgãos começaram agir coercitivamente através de leis imediatistas e multas, que, segundo o sociólogo, resolveram o problema apenas de maneira superficial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O escândalo das crianças trabalhadoras foi apaziguado. Os donos das carvoarias estão legalizando suas situações. Alguns estão ainda fugindo para o sul da Bahia, mas não tardará que algum repórter investigativo os descubra e faça novas denúncias. As empresas maiores, que fornecem os resíduos, estão agindo rapidamente para que leis e denúncias não maculem suas imagens. Quem doa resíduo está fazendo um favor. Quem compra produto final espera não se comprometer. Os consumidores mais conscientes estão começando a exigir selos que garantam a não utilização de mão-de-obra infantil no produto. A justiça respira aliviada: o Ministério Público tomou as providências e as mulheres e crianças foram retiradas das carvoarias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Resultado final: a ação punitiva dos órgãos públicos diminuiu o trabalho infantil nas carvoarias, mas isso não está garantindo a educação e a saúde das crianças ou ampliando horizontes para o profissional carvoeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Para quem vive na miséria a lei é uma nítida perseguição. Foi acuado, olhando para baixo e tentando se esconder que Edmar Borges, de 16 anos, recebeu a reportagem. Durante todo o tempo em que estivemos na carvoaria Córrego dos Macacos, ele não trabalhou. Afinal, menor de idade não pode trabalhar. "Eu dou uma ajuda para o meu irmão Edson", contou, escondendo o rosto. "Vou ficar uns dias, depois vou embora, acho que vou procurar trabalho na roça, pois preciso ajudar minha mãe e meus outros irmãos pequenos", justifica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sZG12w5X9xE/ThHa8uVHkoI/AAAAAAAABBU/alzeEI_WBaw/s1600/carvoarias.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" src="http://3.bp.blogspot.com/-sZG12w5X9xE/ThHa8uVHkoI/AAAAAAAABBU/alzeEI_WBaw/s640/carvoarias.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O drama de Edmar, aos 16 anos, revela a fragilidade, se não da lei, da forma como foi aplicada, sem levar em consideração o impacto social que geraria. "Agora fica mais difícil trabalhar para promover a união da classe carvoeira e garantir que as crianças frequentem a escola, sejam vacinadas e cuidadas, pois estão espalhadas. Se sabíamos que não estavam bem trabalhando, em péssimas condições de saúde, higiene, educação e alimentação, agora não sabemos nem onde estão", intensifica Calazans, que se posiciona a favor de um severo não ao trabalho infantil, mas lamenta a ineficácia da execução da lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Cooperativa, o carvoeiro gestando seu negócio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A carvoaria modelo projetada pelo COFEFAT, MTB, SEJUC/SINE, FASE e Departamento de Mestrado em Economia da Ufes,&amp;nbsp; para ser uma cooperativa&amp;nbsp; de tamanho médio, com trinta funcionários e 60 fornos, as sobras líquidas seriam de 7.328,46 reais antes do imposto de renda, IRPJ e contribuições sociais. E de 3.488,33 depois de pagos todos os direitos, incluindo equipamentos e manutenção, assim como bons banheiros e locais aprazíveis para comer. Essa quantia irrisória sustentaria 30 famílias, com o dobro de retorno financeiro a que estão acostumadas, além de garantir o acesso à educação, à saúde e melhores condições de trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Com lucros considerados irrisórios para qualquer pequena empresa brasileira, a cooperativa, para os carvoeiros, é um sonho de liberdade, direitos e cidadania. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;"Já fui garimpeiro, vaqueiro, trabalhei na construção civil, mas sonhava em ser&amp;nbsp; dono de uma carvoaria. Eu queria muito trabalhar e ganhar mais para virar gato, mas nunca conseguia. O dinheiro mal dava para comer e pagar as contas", conta Wanderley Félix dos Santos, 37 anos, casado e pai de seis filhos. Morador de um bairro na periferia de São Mateus, Wanderley se orgulha de sempre ter incentivado seus filhos a estudar. "Nunca fui de levar menino para a carvoaria, sempre sonhei que eles tivessem estudo", revela Wanderley, um dos 25 integrantes da cooperativa de carvoeiros projetada para servir como modelo organizacional para outros carvoeiros. Ele conta que quando conheceu Alacir De'nadai, técnica da FASE, e Esmeraldo Muniz Vieira, funcionário da Florestas Rio Doce (empresa pertencente à Cia Vale do Rio Doce) liberado para a atividade sindical, sua vida mudou. "Eles me convidaram para participar de uma reunião na COPRAVA, cooperativa dos sem-terra, e depois daquela primeira reunião eu gostei de todo mundo lá, do que eles explicavam, como funcionavam as coisas e acredito na força da cooperativa", revela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;As reuniões a que Wanderley se refere fizeram parte de um curso de capacitação promovido pela FASE. "Nós aprendemos como conversar, como nos comportar diante das pessoas, das autoridades, sem nos envergonhar da vida de carvoeiro", desabafa. Para Wanderley e seus vinte e quatro companheiros a cooperativa é uma saida digna. "Eu gosto de ser carvoeiro, mas como todo ofício, o nosso também precisa dar condição de sustento para nossas famílias e a gente não pode ser explorado, viver na miséria se trabalha o dia todo", encerra ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;A FASE,&amp;nbsp; a Secretaria de Ação Social, Educação, Saúde e Meio Ambiente de São Mateus, com apoio do SINTRAL e da Comissão Pastoral da Terra colocaram a mão na massa e fundaram o Laboratório de Políticas Públicas para a Carvoaria. Eles passaram juntos a efetuar um trabalho pedagógico, necessidade de colocar as crianças na escola; de saúde, através da vacinação -- até então as crianças não eram vacinadas --, e de emergências médicas para acidentes, principalmente com crianças, além de distribuirem cestas básicas para as famílias mais necessitadas. Promoveram cursos de capacitação; resgate da cidadania, de planejamento familiar e alimentação alternativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O investimento previsto para a implantação da carvoaria modelo é de R$ 143,824,00. Dois meses é o tempo necessário para que seja construída pelos próprios carvoeiros, que necessitariam de uma ajuda de custo durante esse periodo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Para que o projeto fosse viabilizado, economicamente, a FASE enviou, em março de 1998, o projeto completo para o BNDS, Banco Nacional de Desenvolvimento Social, com a solicitação de liberação de verba, mas a verba até agora ainda não foi liberada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Segundo&amp;nbsp; José Antônio Buffon, assessor da área social do BNDS, o projeto foi considerado prioritário pelo BNDS. "De todos os projetos que recebemos, o do carvoeiro cidadão foi, senão o melhor, um dos melhores, mas infelizmente recebemos um número muito grande de pedidos vindos do Espírito Santo e resolvemos mudar a sistemática, o que impediu a liberação de verbas", explica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Buffon ressalta que em dezembro de 1998, nove meses depois de ter recebido a solicitação de verba para o projeto carvoeiro-cidadão, o BNDS resolveu mudar a sistemática de operação devido a quantidade de pedidos. "Estamos analisando, já em reuniões informais, a possibilidade de recebermos os pedidos através dos&amp;nbsp; governos dos Estados e não diretamente das ONGS e outras instituições", pontua. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ele acredita que com os governos fazendo a triagem e a seleção dos pedidos será mais fácil liberar as verbas, acrescentando que nenhum dos projetos enviados no ano passado foi atendido. Segundo Buffon o BNDS deverá liberar verbas diretas somente quando os pedidos forem acima de 7 milhões de reais. "Pedidos de 3, 4, 5 milhões, a partir do ano de 1999, só serão liberados por via indireta, ou seja, através dos governos dos Estados", coloca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A partir de agora, portanto, a liberação de verbas que pode viabilizar o projeto carvoeiro-cidadão está nas mãos do governo do Estado do Espírito Santo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Apesar das dificuldades burocráticas, o núcleo formado pelos trabalhadores, FASE, SINTRAL, Prefeitura de São Mateus e Comissão Pastoral da Terra, está sólido e confiante, dando passos em direção ao tão sonhado projeto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A Prefeitura de São Mateus está doando um terreno e com os outros parceiros não desiste de acompanhar a vida dos carvoeiros, doando cestas básicas e tentando arranjar mais parcerias, como a que propuseram para a Aracruz Celulose. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;"Em agosto de 1998 contatamos a Aracruz na tentativa de garantir o suprimento de madeira para a cooperativa, bem como apoio financeiro para viabilizar projetos pedagógicos com os trabalhadores, que serviriam como alavanca para a cooperativa, mas até agora não obtivemos uma resposta formal da Aracruz", explica De'nadai, da FASE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xxZ7SbPZKyg/ThHa9QUktJI/AAAAAAAABBY/dVoxVdazV74/s1600/images+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://3.bp.blogspot.com/-xxZ7SbPZKyg/ThHa9QUktJI/AAAAAAAABBY/dVoxVdazV74/s320/images+%25281%2529.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Carlos Alberto Roxo, da Aracruz, contraria a versão de De'nadai, explicando que responderam ao pedido de liberação de resíduos, que poderiam ser doados por um prazo indeterminado, pois a empresa está estudando formas de aproveitar os próprios resíduos. "Dissemos a eles que poderíamos firmar um contrato por prazo limitado em que doaríamos os resíduos, mas não estou lembrado de qualquer pedido sobre verbas para a educação", evidencia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Segundo Roxo, a cooperativa deveria se preocupar em plantar seu próprio suprimento para não ficar dependendo de outras empresas. "Quando eles vieram com essa conversa de que somos co-responsáveis pelo destino dos nossos resíduos, explicamos que poderíamos parar de doar e então eles explicaram que essa não era uma boa política, pois geraria desemprego na região", acentua distanciando a empresa do envolvimento com os carvoeiros. "Não temos responsabilidade alguma pelo pessoal da carvoaria, mas de qualquer maneira, esse não foi um ponto de discussão", encerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-378429025878223191?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/378429025878223191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=378429025878223191&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/378429025878223191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/378429025878223191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/07/como-andarao-os-carvoeiros-do-espirito.html' title='Como andarão os carvoeiros do Espírito Santo?'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nxvKdo8xwVw/ThHa35uSgnI/AAAAAAAABBE/UUcil_kqaCo/s72-c/carvoaria_unicef_clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5299008367519785144</id><published>2011-06-26T23:23:00.002-03:00</published><updated>2011-06-26T23:32:56.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voz da Criança'/><title type='text'>Nasci pobre num imenso lar</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Dedico essa republicação ao amigo &lt;i&gt;&lt;b&gt;Oscar Krost,&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; que leu o livro e apontou como preferência esse texto&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lAQoGVEBI2k/TgfosBJhKrI/AAAAAAAABA0/MrX0EoLeEZ0/s1600/mulheres001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="508" src="http://1.bp.blogspot.com/-lAQoGVEBI2k/TgfosBJhKrI/AAAAAAAABA0/MrX0EoLeEZ0/s640/mulheres001.jpg" style="cursor: move;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois é, mamãe, moramos num lugar que foi apelidado de favela e aqui tem todo tipo de gente, inclusive e principalmente gente amiga e muito boa. Somos todos pobres.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É difícil explicar e entender porque se nasce pobre. Eu mesmo não percebo direito qualquer diferença entre pobres e ricos, papai tem certeza que pobreza se vence com muito estudo e trabalho honesto; ele lamenta que tenha ficado só com a parte do trabalho honesto e para mim planeja muito estudo. Há muitas teorias sobre a pobreza, muitos doutores escrevem sobre isso, mas de maneira geral doutores não são pobres, então papai deve estar com a razão. Como todos os pobres não temos automóvel, não compramos em shoppings e nossa comida é regulada, mas nunca passamos fome. Você é muito criteriosa e na gravidez comeu bem, abusou do que estava mais em conta, como frutas, legumes e verduras da estação, separava sempre uma porção de leite e carne e chegamos ao dia do parto com muita saúde. Isso porque você é pobre, né, mas não é ignorante e sempre soube o que devia ou não comer e fazer para que eu me desenvolvesse muito bem durante a gestação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu carrinho é usado, meu berço emprestado, meu enxoval foi de costureira e doação, mas quando dei sinal de que seria o dia tão esperado do parto tudo já estava preparado para minha chegada. A bolsa rompeu no meio da noite e como você não sentiu qualquer dor, resolveu esperar o dia amanhecer para avisar ao papai. Vocês tomaram banho, depois café com leite, pão com manteiga e às 8h estavam no ponto do ônibus, que chegou atrasado e ainda furou o pneu no meio do caminho. Você começou a sentir as tais dores do parto e avisou papai que a coisa estava apertando. Papai ficou muito nervoso, ele disse que queria ser rico nesse momento, só para te levar ao hospital de táxi. Você falou para ele sossegar e então ficaram abraçados esperando a troca do pneu; ele massageando sua barriga, suas costas. Eu na minha, mas já estava até entrando em sintonia com papai naquela história de táxis e ricos, eu queria nascer e merecia que o mundo se desdobrasse para que tudo saísse nos conformes. Pelo menos nos transformamos nas pessoas mais importantes do ônibus; o motorista avisou que não era possível mudar o trajeto, mas muita gente saltou antes, outras depois, tudo para a coisa andar a nosso favor. Só conseguimos chegar ao hospital quatro horas depois, já perto do meio-dia. Ainda ficamos numa fila e só quando você soltou um aiiiiii sonoro é que te encaminharam às pressas. Nasci quando deitaram você na maca e quem segurou minha cabeça foi a enfermeira. No aperto da situação ela acabou deixando que eu ficasse com você e mais do que depressa levei de brinde o seu peito. Papai ficou muito emocionado porque não contava com a possibilidade de me ver nascer. Ficamos ali por algum tempo, bem precioso para nós, depois nos separaram. Nada é perfeito nessa vida, mas dei conta e você também, até aproveitou para tirar uma soneca. Ganhei banho, touquinha, procedimentos da linha de montagem hospitalar e voltei para você cerca de duas horas depois, já faminto, pegando bem, como disseram as outras mães naquela sala lotada de mães com seus bebês. A enfermeira que me trouxe entregou a você um cartão que atestava minha nota:10. Nasci forte, grande e com todos os reflexos esperados para um recém-nascido. Oras, passei a sua gravidez toda escutando papai dizer que vou ser doutor, imagina se ia nascer dando uma decepção ao velho!&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mFzh4Y6A9cI/TgfotJR_HSI/AAAAAAAABA4/kG3Xg3vuANc/s1600/mamae_amamentando_pb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="486" src="http://1.bp.blogspot.com/-mFzh4Y6A9cI/TgfotJR_HSI/AAAAAAAABA4/kG3Xg3vuANc/s640/mamae_amamentando_pb.jpg" style="cursor: move;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hoje estou completando quatro meses, dia em que acaba sua licença-maternidade como doméstica na casa da Dona Laura. Mas você foi esperta, depois de trabalhar cinco anos com Dona Laura, não ignora que Dona Laura a empregou por não ter filhos e nesses meses de licença tratou de começar uma vida nova. Quando eu estava com um mês começou a prestar serviços para Dona Candinha, costureira que fez meu enxoval. Hoje seu trabalho já rende quase a mesma coisa que o trabalho como doméstica, só que você não tem que sair de casa, pegar ônibus, ficar horas longe de mim tendo que pagar para cuidarem de mim sem seu leite.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Além de inteligente, bebê nota 10, tenho ritmo, sei mamar e esperar, nunca fui chegado em cólicas e só entro numas quando você atrasa um pouco minha mamada por causa de um ponto a mais na agulha. Você é bem calma, herança da vovó baiana, deixa que eu chore um pouquinho e só me atende quando está inteira, com seu coração cheio de dó. Nunca com raiva, com pressa, prefere fazer o arremate do que lamentar o ponto mal feito comigo em seus braços. É, não sou o único inteligente aqui de casa, papai é pedreiro dos bons e você uma mãezona e tanto, costureira caprichosa, cheia de sabedoria ancestral. Os gastos com besteiras você corta todos. Não uso chupeta, não uso mamadeira e olha que estou batendo nos 7 quilos! Tomo meu banho diário no balde improvisado, mas exclusivo para mim, nunca tive assaduras, minhas fraldinhas de pano vivem voando ao sol no varal. Chique demais ser ecológico!&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VtnaqkrA6ic/Tgfoty1cnLI/AAAAAAAABA8/VNEDFB_lW5o/s1600/varal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-VtnaqkrA6ic/Tgfoty1cnLI/AAAAAAAABA8/VNEDFB_lW5o/s640/varal.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sabe de uma coisa mãe? Eu sou um rico de um bebê, poucos bebês ricos têm tanto quanto eu, e nem todos têm o fundamental para um desenvolvimento como mandam os melhores doutores: afeto, asseio, ritmo e todas as necessidades atendidas pela própria mãe. É um luxo ser seu filho e se um dia eu virar mesmo um doutor e porventura mudar da favela para um desses apartamentos de frente para o mar, levarei comigo todo a elegância que aprendi no nosso imenso lar, que óbvio, né, mãe, jamais foi medido pelo tamanho da nossa casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;* página 70 do livro &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Bebês de Mamães mais que Perfeitas - &lt;a href="http://www.centauroeditora.com.br/"&gt;Centauro Editora&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5299008367519785144?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5299008367519785144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5299008367519785144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5299008367519785144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5299008367519785144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/06/nasci-pobre-num-imenso-lar.html' title='Nasci pobre num imenso lar'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lAQoGVEBI2k/TgfosBJhKrI/AAAAAAAABA0/MrX0EoLeEZ0/s72-c/mulheres001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-6758539875852284302</id><published>2011-06-15T17:03:00.008-03:00</published><updated>2011-06-15T17:54:01.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-feminismo'/><title type='text'>O lado dark do pós-feminismo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YV8gQhaO7B0/TfkPhhXLcAI/AAAAAAAABAU/6KMikav7evw/s1600/vaidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/-YV8gQhaO7B0/TfkPhhXLcAI/AAAAAAAABAU/6KMikav7evw/s400/vaidade.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aDpWFTbyKOc/TfkVuqFc6VI/AAAAAAAABAg/b0zf1vl5qL0/s1600/feminismo%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-aDpWFTbyKOc/TfkVuqFc6VI/AAAAAAAABAg/b0zf1vl5qL0/s400/feminismo%25281%2529.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É difícil compreender exatamente como o movimento feminista conseguiu produzir à sua sombra e contra seus desejos mais profundos, essa fobia que a mulherada, de maneira geral, desenvolveu de envelhecer, adquirir rugas, cabelos brancos e alguma fofura. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esses dias, conversando com um amigo ginecologista, fiquei surpresa ao saber que uns quilinhos a mais, conforme se aproxima a menopausa, seriam ideais para evitar ressecamentos e atenuar outros sintomas causados pelo novo balanço hormonal do corpo feminino. Ele explicou que obviamente não é patológico ser uma senhora naturalmente esguia, mas demonstrou preocupação com a saúde das mulheres que batalham arduamente por parecerem eternas sílfides, privando-se de comida equilibrada para um corpo e um cérebro que necessitam alimentos, boa gordura, proteínas e açúcares a fim de manterem-se integralmente saudáveis. Conversamos ainda sobre a ligação entre esse novo comportamento &lt;i&gt;Light High Tech&lt;/i&gt; e suas prováveis associações com as doenças femininas que estão em alta, com índices &lt;st1:personname productid="em elevação. Foi" w:st="on"&gt;em  elevação. Foi&lt;/st1:personname&gt; uma bate-papo empírico e não teria como ser diferente. Os comportamentos atuais só terão seus efeitos colaterais reconhecidos após muitos anos de acordos entre laboratórios e seus comparsas de mercado. O que ditou a regra de nossa conversa foi o bom senso, um bom senso que não faz sentido algum para a verdade única da prática intervencionista, que hoje medicaliza as transformações naturais do corpo feminino segundo pensamentos desenvolvidos nos tempos de &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/cpa/n32/n32a09.pdf"&gt;Galeno&lt;/a&gt;.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-brzGo5h-GEc/TfkVfBDlrsI/AAAAAAAABAc/vBR-iRmtD-w/s1600/mulheres+de+burka.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-brzGo5h-GEc/TfkVfBDlrsI/AAAAAAAABAc/vBR-iRmtD-w/s400/mulheres+de+burka.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meninas de 14 anos tomam anticoncepcionais receitados por seus médicos para não sofrerem de cólicas. Exige-se do corpo delas um comportamento que só viria mais tarde. Da mesma maneira, mulheres de 50 anos são reguladas via reposição de hormônios artificiais para que seus corpos apresentem comportamento típico dos 30 anos. Nem ouso levantar o efeito no cérebro, que bem aos 50 anos está em franca ascensão do ponto de vista associativo. Aguardarei pacientemente as evidências, bem sentada no meu troninho empírico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É curioso que o balanço hormonal dos 50 anos femininos esteja estigmatizado como “queda” de hormônios, já que nem todos os hormônios entram em queda nessa fase. A adrenalina sobe sim, senhoras! O corpo feminino tratado como defeituoso, complicado, incompleto, faz parte da história da humanidade contada e vista pelos homens a partir de suas inseguranças em relação às mulheres. Os queridos peludos levaram séculos para perceber que eram pais de nossos filhos, se desesperaram para nos impedir de ter filhos com outros homens, tiveram as idéias que pareceram perfeitas: trancafiar, intimidar, impedir nossas liberdades mínimas. Logicamente desenvolveram uma visão bastante limitada, para não dizer apavorada, sobre o funcionamento dos corpos femininos. Nós, mulheres, de uma maneira ou de outra, sempre acabamos respondendo de maneira submissa a esses rótulos preconceituosos produzidos pela dor e pelo prazer do olhar masculino sobre nós.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-64c96pBZoxw/TfkNMdldGXI/AAAAAAAABAI/BsvEs2gv7U4/s1600/movimento-feminista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-64c96pBZoxw/TfkNMdldGXI/AAAAAAAABAI/BsvEs2gv7U4/s640/movimento-feminista.jpg" width="496" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí um dia, depois de alguns séculos de confusão e filharada a perder de vista que nos mantinha ocupadas na preservação e evolução da espécie com muito esmero, a gente foi lá e queimou sutiãs nas praças, gritou que queria dirigir, trabalhar, votar e ser gente igualzinha a eles. E não é que deu certo? Em parte e em muitos países deu certo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BemAMwA1jTk/TfkNNKdz83I/AAAAAAAABAM/d5N16LtBPCM/s1600/18426_905.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-BemAMwA1jTk/TfkNNKdz83I/AAAAAAAABAM/d5N16LtBPCM/s640/18426_905.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se por um lado conseguimos algumas vitórias técnicas com o feminismo, como votar, trabalhar e ter delegacia própria para registrar horrores domésticos, por outro não conseguimos literalmente dar conta dos nossos próprios corpos, hoje entregues ao mercado midiático, médico, dermatológico e técnico em geral sem qualquer reflexão, com um senso de preservação menor do que qualquer primucha primata. &amp;nbsp;Nos últimos anos viceja no mundo a mulher-objeto de desejo e de vontade do mercado. Para facilitar a linha de montagem, alcançar os números necessários ou simplesmente se deixar usar em nome da própria bandeira de liberdade, a mulher vem abrindo mão de direitos pessoais fundamentais. É duro reconhecer, mas o que arranjamos de fato foi um assalto com arma de plástico e o inimigo é nada mais, nada menos do que nossa auto-imagem de &lt;i&gt;femme fatale de papá&lt;/i&gt; refletida no espelho. Enganamo-nos ao pensar em um objeto puramente sexual, é uma ingenuidade não perceber que somos objetos de perversão mercadológica. E desta vez, ainda que abundem os machistas pelo mundo, a culpa não é dos homens se o feminismo está &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vc_NrlkW1p0"&gt;ao contrário e ninguém reparou.&lt;/a&gt; Fizemos tanta força para colocar o belo, o corajoso, o competente do lado de fora de nossos corpos, que boicotamos demasiado a delicadeza sábia de nossos corpos tão capazes. Entramos no lado avesso do feminismo. A imagem mascarada que viemos produzindo nos trouxe trabalho, salário, direitos, novos deveres e acabamos, nessa ânsia pelo que estava fora de nossos corpos, perdendo o contato com o interno. É uma pena porque essa simples inversão de premissas nos leva ao calabouço de onde saíram as primeiras colegas feministas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1FLUes3IbGk/TfkVzNkUkNI/AAAAAAAABAk/Gglm_5d1vto/s1600/1229022691.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292" src="http://4.bp.blogspot.com/-1FLUes3IbGk/TfkVzNkUkNI/AAAAAAAABAk/Gglm_5d1vto/s320/1229022691.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É preciso recomeçar do marco zero do feminismo: sermos donas de nossos corpos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-6758539875852284302?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/6758539875852284302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=6758539875852284302&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6758539875852284302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6758539875852284302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/06/o-lado-dark-do-pos-feminismo.html' title='O lado dark do pós-feminismo'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YV8gQhaO7B0/TfkPhhXLcAI/AAAAAAAABAU/6KMikav7evw/s72-c/vaidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-7500772899344022130</id><published>2011-06-01T19:42:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T20:42:53.797-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amamentação'/><title type='text'>Pirações do desmame</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2mPZaopRyiY/Tea38yNw0kI/AAAAAAAAA-4/Z_vYnqRmaaQ/s1600/desmame+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480px" src="http://3.bp.blogspot.com/-2mPZaopRyiY/Tea38yNw0kI/AAAAAAAAA-4/Z_vYnqRmaaQ/s640/desmame+2.jpg" width="640px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pegou, grudou, conseguiu vencer a ausência dos mililitros gravados nos seios, até curtiu, gostou, doou e pronto, caiu do outro lado; encafifação do desmame. Nada é perfeito e sobre desmame as respostas são vagas, a literatura é mínima, a pitacação máxima e de acordo com as crenças de uma mulherada que vem sofrendo todo tipo de preconceito e discriminação ao longo da história da civilização.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No passado recente se resolvia o desmame com autoritarismo ou requintes de crueldade: pimenta, tinta preta nos seios, esparadrapo. Hoje complicou geral. Além dos velhos métodos ainda sobreviverem, o caldo cultural trouxe novidades, como remédio para secar o leite, separação radical da tríade bebê/mãe e pai, quando o casal sai para uma merecida viagem de segunda lua-de-mel. Pois é, faz parte do imaginário contemporâneo encarar os filhos como atrapalhos na vida do casal.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oXTikVT56mk/Tea4TqwHJ7I/AAAAAAAAA_Y/2XA7jRXMXEI/s1600/desmame+11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-oXTikVT56mk/Tea4TqwHJ7I/AAAAAAAAA_Y/2XA7jRXMXEI/s1600/desmame+11.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-h4mZHR34p-4/Tea4ZqkDDGI/AAAAAAAAA_g/m8Tkq0iF7B8/s1600/desmame8.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-h4mZHR34p-4/Tea4ZqkDDGI/AAAAAAAAA_g/m8Tkq0iF7B8/s1600/desmame8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O término da licença-maternidade em 4 meses é um problema de fato, mas a piração-mór de muitas mães que desmamam abruptamente antes desse prazo para prevenir a chegada do final da licença é mais bizarra ainda, algo ao estilo: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vamos cortar pela raiz.&lt;/i&gt; Frases como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“o meu chorou três dias e três noites, mas deixou e ficou ótimo”; “melhor sofrer agora comigo do que depois sem mim”,&lt;/i&gt; são muito comuns e não tem sociólogo que explique porque a educação humana é baseada em punição, humilhação, fazer criança chorar, em minimização do choro da criança em nome do exibicionismo das habilidades adultas. A prática do consolo diante do sofrimento de um filhote está presente até nos primatas, mas curiosamente nossos excessos de zelo culturais nos levam contra os sólidos alicerces da vitória na luta pela sobrevivência. &amp;nbsp;Pelos excessos de zelo adultizamos as crianças, promovemos e compramos coisas que só satisfazem nossa vaidade de adultos e acabamos achando que prevenir a dor da separação aos 4 meses deve ser por desmame radical e mais precoce ainda. O apelo cultural é tão forte para separar mãe e filhote humanos, que muitas mulheres sequer entram em contato com os vários ângulos de uma separação precoce, que pode ser atenuada com maestria justamente por um desmame gradual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0YmKFDKQMC8/Tea4Dmn_0dI/AAAAAAAAA_I/6EE0reo8s-w/s1600/desmame+5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://4.bp.blogspot.com/-0YmKFDKQMC8/Tea4Dmn_0dI/AAAAAAAAA_I/6EE0reo8s-w/s320/desmame+5.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;Outras maelucas belezas de nós conseguem voltar ao trabalho e ainda esgotar leite algumas vezes ao dia para fazer estoques. Adoro essas, nunca fui capaz! Há as que apenas vão e voltam do trabalho e em casa sempre amamentam sem grilos maiores de quantidades, afinal os peitos não têm mililitros mesmo, para desespero dos pediatras que sempre suspeitam que vai faltar cálcio. Incrível, mas em pleno 2011, os pediatras ainda sofrem da Síndrome de Atlanta e só enxergam cálcio em leite de vaca industrializado para bebês. Alguns já receitam leite de vaca previamente, como se o retorno ao trabalho fosse necessariamente um caso de complementação absoluta e sem discussão, sem alternativas mais sensíveis e inteligentes. E claro, toda mãe tem o pediatra que merece porque se não dispara de um desses, merece-o.&amp;nbsp;Tá, vamos admitir que encontrar um pediatra realmente humanizado é mais difícil do que um obstetra humanizado. Pediatra bonzinho e assustado, que faz tudo conforme as evidências da década de 1970, temos aos montes. Agora, os que sabem orientar e fortalecer a autoestima da mãe para amamentar e ainda pescar os problemas do desmame e orientar caso a caso, são raríssimos. Ainda bem que temos liga &lt;personname productid="La Leche" w:st="on"&gt;La Leche&lt;/personname&gt; e enfermagem especializada no assunto &lt;i&gt;Amamentar&lt;/i&gt;. Sim, porque na hora do desmame a bagunça mental e prática é generalizada. Ah pois é, isso mesmo, existe um momento na vida da criança que desmamar é benéfico. Ah é? Mas não é assim quando a criança romanticamente quiser e decidir? Não é ela quem manda, quem decide sobre o desmame? Ah sim, os dois decidem democraticamente juntos, sem conflitos, em comum acordo? Hummm, essa lagoa de leite não seca jamais quando partimos do princípio de que para algumas mulheres amamentar está vinculado a sentimentos profundos de uma maternagem ideal e desmamar seria como abrir mão desse carinho, desse poder ou desse jogo de poder, para ser mais exata. É raro esse sintoma aparecer em mulheres representantes do status quo, que desmamam precocemente ainda no primeiro ano de vida do bebê, mas é bastante comum nas militantes pró-aleitamento.&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fFOz9og9Rjk/Tea4B2vC4YI/AAAAAAAAA_E/J93DtgWuGxs/s1600/desmame+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640px" src="http://2.bp.blogspot.com/-fFOz9og9Rjk/Tea4B2vC4YI/AAAAAAAAA_E/J93DtgWuGxs/s640/desmame+4.jpg" width="640px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desesperadas para aumentar o aleitamento humano para níveis dignos, o que é muito louvável, a mulherada mais que perfeita das técnicas pró-amamentação se enraivece e recomenda amamentação por uma estrada de vida a perder de vista, insistindo em paciência para as que não aguentam mais dividir o corpo com a criança e dourando a pílula das que vêem o desmame como uma espécie de velório da maternagem ideal.Tudo a fim de evitar- como se fosse possível - mais uma etapa de conflito nas fases do desenvolvimento infantil. E desmame é conflito, sempre foi e sempre será. Não é coincidência que o famoso &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terrible twos&lt;/i&gt; ocorra no segundo ano de vida. Atrás de uma crise de birra sempre tem uma criança exigindo mais autonomia e atrás de uma mãe reclamando que não agüenta mais as crises de birra sempre tem uma adulta com dificuldades de autocontrole que projeta essa falta controlando excessivamente o rebento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pode existir desmame sem dramas, separação sem dramas, mas na natureza não existe um lugar bege, neutro ou como ordena a moda semântica, “nude” para separações. Sem retirar o mérito das mães que lutam por um período minimamente digno de amamentação, que no Brasil é vergonhoso, menos de 4 meses na maior parte dos estados, é importante ressaltar que a negação do conflito traz seguramente uma amamentação excessivamente prolongada para as crianças em fase plena de autonomia e desembaraço. A contracultura do desmame precoce desceu de óculos cor-de-rosa sobre os alicerces do moralismo e dos bons (?) costumes e vem, nessa forma boa-moça de socializar a informação, projetando nos peitos com leite um mundo falso de purificação e proteção absoluta e sem fim. Aliás, não é porque a pesquisite está solta a favor da amamentação que as crianças amamentadas estão livres de doenças e as desmamadas serão eternas doentinhas. A saúde humana é muito mais complexa do que consegue atestar esse morrinho de pesquisas científicas. Mal lidas, essas&amp;nbsp;informações podem levar as mulheres com tendência purista a desenvolver má relação com a introdução dos alimentos, um dos sintomas do conflito negado e/ou mal-resolvido do processo de desmame. “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dá licença mamãe, mas dá para tirar os peitões da minha cara que eu quero brincar de Batman!!?”,&lt;/i&gt; diria um gurizinho de 4 anos. Infelizmente muitas militantes acreditam que a responsabilidade imensa sobre o desmame é decisão exclusiva da criança,&amp;nbsp;sem conflito algum, sem sinal de fadiga, sem crise de birra, sem uso abusivo do peito com mensagens quase subliminares de “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cala-te nenê, não enche, não vou te dar atenção de criança maior agora, mama aí moleque e fica quieto”&lt;/i&gt;. De novo, em nome do excesso de zelo cultural, vem a repressão. Dessa vez a repressão ao desenvolvimento natural do ser humano, que é mamífero sim, mas não um mamador a perder de vista.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ICUuRqgwCr0/Tea4IPHGLHI/AAAAAAAAA_Q/jos-TCCHrJU/s1600/desmame+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="464px" src="http://3.bp.blogspot.com/-ICUuRqgwCr0/Tea4IPHGLHI/AAAAAAAAA_Q/jos-TCCHrJU/s640/desmame+1.jpg" width="640px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Desmamar é conflito, encarando vem a solução e o desfrute da nova etapa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se a cor do parto é escarlate, a do desmame começa com um sinalzinho amarelo quando a criança começa a andar e a mãe reage naturalmente tornando-se também ela mais ativa. A criança vai e volta, busca objetos e os entrega à mãe, ela diz com seus gestos: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“eu também posso te dar, eu também posso ser seu dono, posso controlar você”. &lt;/i&gt;A mãe que entende essa linguagem não deixa de dar o peito, mas vai naturalmente parar de oferecer a cada solicitação de atenção da criança, afinal aquela criança já abre potes, armários, descasca uma banana, monta e desmonta e até pedala seu triciclo! Se essa criança toma mamadeira ou chupa chupeta, do mesmo modo a mãe deve nessa época parar de oferecer objetos orais como consolo porque a criança está nitidamente se desligando, em seu processo lento e gradual, de uma necessidade de consolo exclusivamente oral e se beneficiará muito mais de usar as próprias mãos para atingir seus objetivos, marcar sua presença no mundo e fazer-se sujeito de uma história assimbiótica. Ah é, esqueci, dá mais trabalho e o tipo de atenção que exige uma criança no segundo ano de vida é diferente, aceita menos manipulação, quer ser reconhecida em atos e fatos fisiológicos indubitáveis. Algumas mamas mais loucamente espertas sentem um certo prazer em afastarem-se dos seus rebentos por algumas horas ao dia quando eles começam a caminhar e interagir com outras pessoas. Outras, mais loucamente culturais, adiantam esse processo para ele casar direitinho com a licença-maternidade. E tem as belamamas, com filho bonzinho de dois anos que nunca reclama de nada, prefere mamar o tempo todo e detesta qualquer comida quando está perto da mãe. Com umas ou outras, o fato é que a dessimbiotização começa no parto (ou na cesariana) e começa doendo, só aliviada por longos consolos de leite nos primeiros meses, quando a livre demanda vai produzir um bebê calmo e alegre. O processo de separação do corpo da mãe continua em franca e notável evolução no desenvolvimento da criança, que passa a rir, comer, interagir mais com pais, irmãos, família. Como estará ao final de dois anos após o nascimento? E afinal, do ponto de vista psíquico, que raios faz um peito na vida de uma criança de 4 anos? Ah, sem essa de sexualização no sentido freudianamente mal-interpretado e doentio; a questão é de autonomia, de respeito a uma individualidade óbvia que uma criança de 4 anos tem, necessita e merece ter.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Manter a simbiotização com uma criança de 4 anos ou mais é seguramente um exagero, uma necessidade materna de aprovação e controle que nada tem a ver com o desenvolvimento natural dos pequenos. E é preguiça também, em muitos casos, vamos encarar sem delongas, sem panos quentes. Amamentar 15 vezes ao dia um moleque de 3 anos quer dizer que o bicho da neurose simbiótica está pegando, porque por volta dos dois anos já deu tempo mais do que suficiente para reparar a separação da barriga e apreender muito do mundo aqui do lado de fora da barriga da mamãe. Desmamar ao longo de um eventual terceiro ano, gradual e lentamente, é sem grandes dramas um bom acordo com as mamães mais apegadas. Agora, se pode dizer com segurança que uma criança amamentada até os dois anos não foi desmamada precocemente. &amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-e0H6fqYdTE4/Tea3-WrpTdI/AAAAAAAAA-8/55EJUnizkss/s1600/desmame+9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" src="http://1.bp.blogspot.com/-e0H6fqYdTE4/Tea3-WrpTdI/AAAAAAAAA-8/55EJUnizkss/s640/desmame+9.jpg" width="640px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E afinal, o leite deixa de nutrir depois dessa ou daquela idade? Não, não deixa, mesmo uma pessoa de 30 anos recebe nutrientes de leite humano se beber leite humano, ué. Leite é leite, se o de vaca tem nutrientes, se o de cabra tem nutrientes, o nosso também tem. Agora, é necessário beber leite, seja de que tipo for? Depende da sociedade, beber leite &amp;nbsp;na vida adulta é um hábito cultural, ter preconceito contra leites de outros bichos ou com o próprio leite humano também. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então era isso, o momento na corrente cultural atual é desmame precoce ou abrupto, muito mal feito e muitíssimo mal orientado pela maioria dos pediatras de plantão. Na contracultura viceja desconhecimento sobre os desmames legais o bastante, que seriam admitidos como conflitos de separação a serem vistos sem tapa-olhos psíquicos, não-romantizados e menos dramatizados.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-7500772899344022130?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/7500772899344022130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=7500772899344022130&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7500772899344022130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7500772899344022130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/06/piracoes-do-desmame.html' title='Pirações do desmame'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2mPZaopRyiY/Tea38yNw0kI/AAAAAAAAA-4/Z_vYnqRmaaQ/s72-c/desmame+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-6412469116857902932</id><published>2011-05-16T23:49:00.009-03:00</published><updated>2011-06-05T10:45:48.110-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amamentação'/><title type='text'>Amamentação e sexualidade</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7g3ZWibdLQ4/TdHg1G7P2pI/AAAAAAAAA-A/lRgMPaEoGps/s1600/PatologiasAmamenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="477" src="http://2.bp.blogspot.com/-7g3ZWibdLQ4/TdHg1G7P2pI/AAAAAAAAA-A/lRgMPaEoGps/s640/PatologiasAmamenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entre 50 e 100 nutrizes estiveram presentes numa manifestação batizada como "mamaço" na última quarta-feira numa galeria de exposição do Itaú Cultural, &lt;st1:personname productid="em São Paulo. O" w:st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em São Paulo." w:st="on"&gt;em São Paulo.&lt;/st1:personname&gt;&amp;nbsp;O evento&lt;/st1:personname&gt;, um protesto pacífico, ocorreu poucos meses depois de uma mãe ter sido impedida de amamentar ali mesmo. Casualmente ela colocou a queixa numa rede de relacionamentos, por coincidência a rede social vinha retirando fotos de mulheres amamentando em nome da moral e dos bons costumes. Foi o estopim para surgir um evento organizado com apoio do próprio Itaú Cultural. As belas fotos de mulheres amamentando estamparam as capas dos sites de jornais da capital e como era de se esperar, a cobertura ficou no básico sobre o evento; número de presentes, que cada site calculou de um jeito, uma ou outra palavra de manifestantes e só.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma pena que nenhum repórter de plantão se perguntou: mas como é mesmo esse negócio de preconceito contra os peitos das mulheres que amamentam? Eu tenho isso? O colega ao lado tem? De onde nasceu isso? Nham nham, teria aqui na redação umas boas fontes para responderem essas questões?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-veU2fwwzrgM/TdHgt7W1_sI/AAAAAAAAA94/dlJC3sLyV0Q/s1600/paratypeq+post.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="269" src="http://4.bp.blogspot.com/-veU2fwwzrgM/TdHgt7W1_sI/AAAAAAAAA94/dlJC3sLyV0Q/s320/paratypeq+post.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Não deu tempo nem para pensar, zarparam os repórteres para cobrir o óbvio. Os colunistas saíram correndo atrás comendo poeira da notícia mal coberta. Alguns, politicamente corretos, defendem o movimento, embora insistam em separar peito com leite de sexualidade.Outros literalmente talharam o leite das colunas, como João Pereira Coutinho, da Folha de São Paulo, ao comparar direito de amamentar com direito de se masturbar, tomar banho ou fazer sexo &lt;st1:personname productid="em público. Coitado" w:st="on"&gt;em público.  Coitado&lt;/st1:personname&gt; do rapaz, ficou assustado com as belas madonas, entrou fundo no buraco do que não teve e eureka: peito e sexo, algo a ver! Mas o quê exatamente? Fez uma salada russa do seu quase insight.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u_N1pXraiFc/TdHg18GbMLI/AAAAAAAAA-I/xCl1mD6uWvE/s1600/mamando+bebe.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-u_N1pXraiFc/TdHg18GbMLI/AAAAAAAAA-I/xCl1mD6uWvE/s1600/mamando+bebe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kAs4qivsBTc/TdHg1Z6qHlI/AAAAAAAAA-E/0s6z0Mcsznw/s1600/Amamenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-kAs4qivsBTc/TdHg1Z6qHlI/AAAAAAAAA-E/0s6z0Mcsznw/s1600/Amamenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;As militantes enraiveceram-se, a coluna do moço nunca foi tão visitada na vida, mas algumas delas, inconformadas com as comparações bizarras na coluna do João, enfiaram os pés pelos peitos e insistiram na premissa de que peito amamentando não tem nada a ver com sexualidade.&amp;nbsp; Uma pena, enquanto não enfiamos o dedo na ferida, ela não cura e a militância deveria saber que peito amamentando não perde sua função sexualizada, que o olhar dos homens para um par de peitos femininos, com ou sem bebê mamando, é um olhar sexualizado e pode ser confuso, mas tão confuso para um homem -- embora não seja para todos – ver um peito feminino exposto, sendo sugado, que ele desate a pensar, sentir, falar ou escrever besteirol infantilizado, mesmo quando tem uma boa formação, uma boa educação, como parece ser o caso do jovem colunista. Peitos de mulher sempre tirarão homens do sério levando-os para sonhos oníricos de tempos inconscientes. Mais do que isso, e quando entramos nas sombras, um par de peitos amamentando pode causar problemas na vida de muitos casais, impedindo o breve retorno&amp;nbsp;da vida sexual ou literalmente levando o sujeito a permanecer sexualmente descomprometido com a -santa- mãe dos seus filhos. Aconteceu com Elvis Presley, por exemplo, e acontece todos os dias, tudo porque peito é sexualidade, peito mexe com a sexualidade de homens e mulheres e peito é, para a sorte desses bebês que mamam, a primeira grande lição de sexualidade feliz, plenamente satisfatória. &amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Nu0oJDkKcFA/TdHc_pf_3dI/AAAAAAAAA9s/CcXuNtevlGQ/s1600/maes-organizam-mamaco-em-sao-paulo-4-54-236.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://3.bp.blogspot.com/-Nu0oJDkKcFA/TdHc_pf_3dI/AAAAAAAAA9s/CcXuNtevlGQ/s640/maes-organizam-mamaco-em-sao-paulo-4-54-236.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A militância pode e deve promover mamaços, mas que seja de cabeça feita, sem falsos moralismos de que esse nobre gesto é assexuado como uma pintura bem comportada. Amamentar tem cheiro, cor, prazer de ambos os lados, muita satisfação em esvaziar e ser esvaziada, parece muito com um ato sexual sim, é sexualidade primária, fundamental, de base e quem não viveu ou não processou esse &lt;i&gt;grounding &lt;/i&gt;da sexualidade humana de algum jeito, sofre, se confunde, não consegue ver, ouvir ou conviver com a amamentação de forma espontânea. Nas mulheres um dos sintomas, triste sintoma, é não conseguir amamentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a5kV2-RdrRI/TdHgyv0tGCI/AAAAAAAAA98/0xyGD3XB4-g/s1600/bebe-amamentando-0000000000000305.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-a5kV2-RdrRI/TdHgyv0tGCI/AAAAAAAAA98/0xyGD3XB4-g/s640/bebe-amamentando-0000000000000305.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Muitas fobias e transtornos relacionados à amamentação, ao desmame &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e até mesmo um eventual prolongamento da licença-maternidade, que no Brasil é escandalosamente curta justamente porque não leva em conta as necessidades de aleitamento do bebê, podem ser resolvidos com um melhor entendimento da sexualidade via amamentação. O conhecimento sobre o gesto ancestral que possibilitou a sobrevivência da espécie humana não se encerra no fisiológico. Somos seres culturais, padecemos e temos prazeres intensos via cultura e nosso caldo psíquico, ainda que rico e esclarecedor, continua sentado no cantinho do castigo moral. É preciso alongar o olhar sobre os bastidores internos do tema, afinal entre a visão equivocada de que amamentar é apenas candura assexuada e o nojinho sarcástico de quem não desfrutou das bases da sexualidade humana, tem chão a ser percorrido.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-huHp9UoB7gI/TdHbn6apA_I/AAAAAAAAA9M/O1z0CGbdOMw/s1600/195371_1500671826_2375497_q.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-huHp9UoB7gI/TdHbn6apA_I/AAAAAAAAA9M/O1z0CGbdOMw/s1600/195371_1500671826_2375497_q.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O rapaz que escreveu a coluna na Folha não mamou prazerosamente por meses a fio na própria mãe, sequer deleitou-se no corpo nu da mãe; posso afirmar isso sem conhecê-lo, sem que ele tenha mencionado e me arrisco a afirmar porque um homem que mamou prolongadamente em sua mãe ou que teve livre acesso ao corpo nu da mãe, ainda que não tenha mamado, não fica tão confuso diante da sexualidade emanada da amamentação. O homem que pôde desfrutar de um pele-a-pele com a mãe conhece bem o corpo de uma mulher, sabe que aquele mesmo par de peitos tem múltiplas funções e vê com naturalidade a função básica, a mais fisiológica dos seios femininos, sem que isso o cinda, sem separar o peito que amamenta do peito que dá prazer sexual. Sem nóias, sem perversões.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KAGiI3oDtYI/TdHbr59hecI/AAAAAAAAA9Q/utoZL9T4gL4/s1600/amamenta2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://3.bp.blogspot.com/-KAGiI3oDtYI/TdHbr59hecI/AAAAAAAAA9Q/utoZL9T4gL4/s640/amamenta2.jpg" style="cursor: move;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-6412469116857902932?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/6412469116857902932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=6412469116857902932&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6412469116857902932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6412469116857902932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/amamentacao-e-sexualidade.html' title='Amamentação e sexualidade'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7g3ZWibdLQ4/TdHg1G7P2pI/AAAAAAAAA-A/lRgMPaEoGps/s72-c/PatologiasAmamenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-3362528277586632836</id><published>2011-05-10T03:10:00.006-03:00</published><updated>2011-05-10T11:32:32.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maternidade'/><title type='text'>Maternidade na berlinda</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-78zj782yuTk/TcjTTu-wDWI/AAAAAAAAA8I/NDtmeiutx3E/s1600/mae_negra_g.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-78zj782yuTk/TcjTTu-wDWI/AAAAAAAAA8I/NDtmeiutx3E/s1600/mae_negra_g.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
De uns tempos para cá o exercício da maternidade, que esteve submetido aos desmandos da competição feminista desde o pós-guerra, começou a ser questionado. Jovens ou maduras, mulheres de todas as classes econômicas começam a questionar o distanciamento dos filhos diante do aperto de horas que o mercado de trabalho exige. Preocupadas com detalhes que vão da opção pelo parto, passando pelo tempo ideal de amamentação à educação dos primeiros anos, os mais importantes para a formação de personalidade, caráter e hábitos de alimentação da criança, elas vêm provocando a ira das mulheres que defendem o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;. Irritadas, as defensoras do sistema vigente, gritam que não são menos mães porque são mães à moda do mercado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O primeiro questionamento é em relação ao parto, esse detalhe. A nova geração exige direito de parir com dignidade, delicadeza e paciência por parte da assistência e dá de ombros para as representantes da velha guarda com sua antiga cantilena de que tanto faz se o bebê nasce de cesariana ou de parto normal. Elas querem mais do que respeitar o tempo do bebê e seu direito de nascer e salvar-se vigorosamente na luta pela sobrevivência; se possível buscam parir em águas mornas, sentindo o prolongado prazer de um ritual que resgata com requintes de inteligência e sensibilidade, o velho ato de parir. Rejeitam intervenções pediátricas desnecessárias no recém-nascido, exigem braços livres de sondas para abraçarem seus bebês nos primeiros minutos de vida.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qhZNgYmw7KM/TcjTWNeqGqI/AAAAAAAAA8Q/F_Fz5KnKLgo/s1600/M%25C3%25A3e%25252Be%25252Bfilho__.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-qhZNgYmw7KM/TcjTWNeqGqI/AAAAAAAAA8Q/F_Fz5KnKLgo/s640/M%25C3%25A3e%25252Be%25252Bfilho__.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não querem mais abrir mão de amamentar nem quando optam por adotar. Sim, mães adotivas modernas amamentam e andam brigando por uma licença- maternidade cada vez maior, a exemplo dos países desenvolvidos. Não acham normal, nem natural, nem bonito e sabem que não é útil o uso intenso de objetos adaptadores. Chupetas, mamadeiras e carrinhos começam a ser trocados por peito em livre demanda, comidas naturais e &lt;i&gt;slings&lt;/i&gt;, aquelas sacolinhas de carregar bebês, que além de práticas e bonitas têm função e é de aproximar o corpo da mãe do corpo do filhote.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Elas não querem se distanciar dos seus bebês, entendem a maternidade como prazer, não como fardo. Elas não vêem o trabalho de cuidar dos filhos pequenos como algo menor, mas sob uma nova nomenclatura: maternagem.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gPS8k_aUX1s/TcjTYVt2tdI/AAAAAAAAA8U/ZwdkwpgUoW0/s1600/m_e+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="444" src="http://1.bp.blogspot.com/-gPS8k_aUX1s/TcjTYVt2tdI/AAAAAAAAA8U/ZwdkwpgUoW0/s640/m_e+1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Enganam-se as mulheres da velha guarda quando chamam essas pioneiras de burras que querem voltar ao passado perdendo a competitividade no mercado de trabalho ou quando fazem piadas sobre ser o parto natural um ato pré-histórico. Essa nova geração estuda profundamente seu momento histórico dentro da sociedade e mais do que isso, pratica uma maternidade menos vaidosa, menos egoísta, menos egotista, mais voltada para o desenvolvimento dos bebês e de seus próprios corpos, seus hormônios, a fase da vida em que estão – ou em que se meteram por desejo de fecundação. Elas vêem com olhos bem abertos e mente oxigenada que a terceirização da maternidade em tempo integral desde tenra idade tem causado problemas já apontados pela neurociência. Elas não têm medo de saber mais, estudar mais, entender melhor de que tecidos são feitos os links entre corpo e psiqué. Preferem investir num novo &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt;, recusando-se a repetir os velhos padrões de comportamento que se acirraram nos últimos 60 anos. A mídia e a média das mulheres continua apontando a culpa&amp;nbsp;como regente-mor da mãe que acompanha o desenvolvimento do bebê e da criança pequena. É um discurso tolo, mofado. A culpa só aparece na ausência de responsabilidade e nessas mulheres que recebem a maternidade literalmente no peito, a responsabilidade dita as regras de um amor suado, de uma relação com bebês deleitada em quantidade e qualidade, com história, sob as bases de um convívio que sabe dizer sim e não, corpo a corpo, sem subornos afetivos via objetos e guloseimas.&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-b-Sx0eodKx8/TcjTcly39cI/AAAAAAAAA8c/v1HAKesLr4w/s1600/dia-das-m%25C3%25A3es.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="596" src="http://1.bp.blogspot.com/-b-Sx0eodKx8/TcjTcly39cI/AAAAAAAAA8c/v1HAKesLr4w/s640/dia-das-m%25C3%25A3es.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É um amor libertador, marcado pelas necessidades de autonomia e independência da criança, que um dia cresce e sob bases sólidas vai embora, feliz e sem culpa, deixando para trás uma relação repleta de vitalidade, sem traços neuróticos do que deixou de ser vivido, sem bateção de porta na cara, sem insultos, sem cobranças de ambas as partes. Não há nada mais normopata e desconstrutivo na relação das mães com filhos do que grudar nos jovens para obter o que já passou, o que não foi vivido. Nada mais cruel do que chorar a distância do filho adulto, feliz em sua vida de adulto.&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-icge_-iPT9A/TcjTgYs3SXI/AAAAAAAAA8g/o1C6jZXNnG8/s1600/mae-e-filha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="430" src="http://1.bp.blogspot.com/-icge_-iPT9A/TcjTgYs3SXI/AAAAAAAAA8g/o1C6jZXNnG8/s640/mae-e-filha.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cada fase da maternidade pode ser transitada sem ansiedade, com a intensidade natural e gradual de separação e isso nem de longe quer dizer parar de trabalhar, elas sabem disso e buscam novas formas de comportamento profissional, adaptando a vida à maternidade e não a maternidade à vida de um adulto sem filhos. Finalmente, não há nada mais prazeroso na plenitude da maternidade do que sentir a sobra de energia da separação quando ela se faz, naturalmente, necessária, pronta, com pernas fortes, cabeças feitas para ambos os lados. Os filhos definitivamente não precisam de tantos estímulos, nem tantas providências e coisas; desde pequenos até adultos necessitam mais do que tudo respeito à fase em que vivem. E as mulheres, por sua vez, podem se libertar do papel cultural da maternidade, do filho-troféu que as remete a esse lugar de sentimentos persecutórios de menos mãe, afinal a ordem dos dias atuais não é ser mãe em tempo integral, mas mãe em tempo visceral.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5iU0YmkLgGU/TcjToP_ez-I/AAAAAAAAA8s/ap7_0TgiRgo/s1600/foto-pessoas-Fotos-Gratis---TrA-s-jovens-adolescentes-5169816.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="http://1.bp.blogspot.com/-5iU0YmkLgGU/TcjToP_ez-I/AAAAAAAAA8s/ap7_0TgiRgo/s640/foto-pessoas-Fotos-Gratis---TrA-s-jovens-adolescentes-5169816.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-3362528277586632836?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/3362528277586632836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=3362528277586632836&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3362528277586632836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3362528277586632836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/maternidade-na-berlinda.html' title='Maternidade na berlinda'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-78zj782yuTk/TcjTTu-wDWI/AAAAAAAAA8I/NDtmeiutx3E/s72-c/mae_negra_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-8967437086397662588</id><published>2011-05-03T14:30:00.004-03:00</published><updated>2011-05-03T16:15:43.433-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência e Mercado'/><title type='text'>Corpo e autonomia</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Cláudia Rodrigues&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-c4UO9zEeRCI/TcA5yTVDppI/AAAAAAAAA74/lJuF43M1TRs/s1600/blog+medi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-c4UO9zEeRCI/TcA5yTVDppI/AAAAAAAAA74/lJuF43M1TRs/s640/blog+medi.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Os primeiros conhecimentos a respeito de doença e cura baseavam-se em curandeirismo e misticismo. A partir desses métodos intuitivos surgiram experiências e relatos cada vez mais precisos e finalmente, no último século, estudar a doença tornou-se uma obsessão, bastante bem exemplificada pelas teorias e práticas acadêmicas que investem potência máxima na arte de pesquisar uma questão mínima em seu conteúdo máximo de extensão e compreensão.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Seria perfeito demais para dar certo e as conseqüências desse pensamento cartesiano, separado em blocos, é que a ciência não se satisfez com a possibilidade de encontrar a cura das doenças num processo contínuo. Está numa luta frenética pela cura da morte e o mais patético: da velhice. Como um Édipo errante, esse caminho para desvendar a morte, encontrar a imortalidade, cada vez se afasta mais da pulsão vital e vai de encontro a novas e mais complicadas patologias, inclusive psíquicas.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Influenciadas pela mídia -- altamente envolvida com o setor de marketing da medicina --, as pessoas antes mesmo de completarem 50 anos já estão querendo evoluir para trás, manter eterno o funcionamento de hormônios de um corpo adulto jovem. E o que acontece com o cérebro de uma pessoa de cinquenta anos que bloqueia o funcionamento natural de seus hormônios? Deixa de acessar a capacidade associativa altamente desenvolvida nessa fase, mas a velocidade dos raciocínios, típica da fase dos 30, 40, também foi perdida. O que ela ganha? Aparência mais jovem e talvez um outro risco maior de câncer. Mas câncer tem cura e aparência, ah a aparência é coisa séria.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;As parturientes que o digam. Não podem chegar apavoradas no hospital, com medo de dar conta do recado, precisando de ajuda humana, consolo, massagem, conselho. Devem manter as aparências e surgir calmas, de preferência antes da hora, antes das dores; devem perguntar o que fazer, deitar na maca e esperar anestesia e corte, além de uma explicação qualquer sobre uma indução mal-sucedida, um bebê mal encaixado, uma ausência de dilatação e outras pressas para manter as aparências.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GxgelEc9-c4/TcA52ai_z-I/AAAAAAAAA78/fb8ZJhGDMOc/s1600/blog+medicos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="406" src="http://2.bp.blogspot.com/-GxgelEc9-c4/TcA52ai_z-I/AAAAAAAAA78/fb8ZJhGDMOc/s640/blog+medicos.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;A capacidade nata que as mulheres têm de gerar e parir vai contra nossa cultura de aparências. A cura e o restabelecimento da saúde têm sido ignorados pela medicina, tanto que vivemos no mundo das prevenções. Prevenções perigosas que vão desde as antigas doenças benígnas das crianças, curáveis com tratamentos caseiros e responsáveis por uma maior imunidade; até as mais modernas doenças da civilização, como cânceres, alergias, rinites e recentemente, nos últimos 30 anos, essa prevenção ao nascimento, essa espécie de asco social que estamos desenvolvendo a respeito do ato espontâneo do nascimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;O raciocínio é todo muito lógico, o médico existe para extirpar a expressão da dor, os medicamentos para mascarar os sintomas; os encaixes são perfeitos e as conseqüências continuam surpreendentes. A talidomida foi só um exemplo famoso de doença causada por um medicamento que alterou genes, mas existem os antibióticos e as crises persistentes e crônicas de infecções, as cirurgias e os desdobramentos que exigem mais cirurgias e mais medicamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Não se pode radicalizar e acreditar que chazinho resolve tudo, que reza cura infecção, como faziam nossos antepassados. Mas talvez estejamos em cima da hora de perceber o quão medievais estão nossas relações com a saúde. Nos apropriar da medicina em vez de deixar que a medicina se aproprie de nossos corpos indevidamente, como temos deixado acontecer seria um ato pós-moderno. A medicina deve ser ferramenta de cura, não ato de tortura.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;O médico tem que ser levado de volta para seu lugar, de pessoa capacitada acompanhante de nossos processos. É necessário retirar dele a coroa de rei, o mito de um Deus que todo mal é capaz de extirpar, porque nenhuma relação entre homem-mulher, mulher-mulher, homem-homem, pais-filhos pode dar certo com graus elevados de subserviência e subjugação. Respeitar o conhecimento de alguém nada tem a ver com perder o interesse por nosso núcleo pulsante, pensante. Nos desumanizamos quando idolatramos do mesmo modo que nos desumanizamos quando subjugamos; são posições sub-contrárias que servem ao mesmo propósito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JCl_SFyxyLo/TcA1mtWdJ8I/AAAAAAAAA7w/ujmAgUY62lg/s1600/girbaud_cene_a_tribute_to_women_site.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="http://1.bp.blogspot.com/-JCl_SFyxyLo/TcA1mtWdJ8I/AAAAAAAAA7w/ujmAgUY62lg/s640/girbaud_cene_a_tribute_to_women_site.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Humanizar uma rede de atendimento ao parto é nivelar o olhar do profissional ao da parturiente. E cabe a ela uma parte importante desse processo. Questionar, pensar sobre a resposta dada, ler sobre o assunto, encorpar-se diante dos desafios que seu corpo impõe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Não podemos falar de humanização se não falarmos de igualdade. Não podemos falar de igualdade se não exercitamos a fraternidade e não podemos ser fraternos se não somos livres para expressar nossos sentimentos e conhecimentos. Todos nós, profissionais ou pacientes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-8967437086397662588?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/8967437086397662588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=8967437086397662588&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8967437086397662588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8967437086397662588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/corpo-e-autonomia.html' title='Corpo e autonomia'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-c4UO9zEeRCI/TcA5yTVDppI/AAAAAAAAA74/lJuF43M1TRs/s72-c/blog+medi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-922999859702078565</id><published>2011-04-27T16:28:00.002-03:00</published><updated>2011-04-27T16:31:11.275-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voz da Criança'/><title type='text'>No meio das minhas pernas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uzJk_mO3DFs/TbhtUF_SYGI/AAAAAAAAA7k/SPnRgKOp6HM/s1600/menina+brincando.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-uzJk_mO3DFs/TbhtUF_SYGI/AAAAAAAAA7k/SPnRgKOp6HM/s640/menina+brincando.jpg" width="427" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando estava com 18 meses aprendi a pedir para fazer xixi. Raro, bem raro isso aos 18 meses. Sou um tipo esperto de bebê na questão consciência corporal, desde muito novinha desenvolvi saberes sobre meu corpo e não foi culpa sua, nem do papai, nem de ninguém, é coisa minha, da minha personalidade e isso não é feio, não faz mal, não tem nada a ver com sexualidade precoce, é natural e normal. Com um aninho, quando era colocada no cadeirão eu sentia a pressão do cinto de segurança e brincava com o sacolejo do carro a fazer-me uma espécie de cócegas. Você e papai ficaram preocupados e indecisos se deveriam retirar o cinto dali, distrair-me com conversas..&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-x-fJibCYswg/TbhtPxeeGDI/AAAAAAAAA7c/b0AgjoMVh2g/s1600/menina-dancando-com-estatua_1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-x-fJibCYswg/TbhtPxeeGDI/AAAAAAAAA7c/b0AgjoMVh2g/s640/menina-dancando-com-estatua_1.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;.Depois desencanei do cinto, mas agora, com 23 meses, perto de fazer dois anos, você notou que eu tiro a fralda só para ficar mexendo no meio das minhas pernas. Santa Maria Madalena, mamãe! Você está vinculando o meu gesto natural e curioso à sexualidade porque para você a sua vagina tem outra conotação, a sexual, mas para mim a piriquita, como você chama, é uma parte do meu corpo como outra qualquer. Sabe quando estou com sono e esfrego os olhos? É mais ou menos isso, eu vivo bastante envolvida com as sensações do meu corpo. Agora, vou te pedir por favor para não fazer como a mãe da Elenara, que ficou de tal maneira desesperada que inventou uma história de passar pomada na piriquita dela, sempre melecando bem os dedos e dizendo que aquela meleca era nojenta e o melhor era que Elenara não passasse a mão ali para não ficar melequenta. Coitada da Elenara, agora está achando que a vagina é um lugar nojento e melequento onde não se deve passar a mão porque fica dodói. Que loucura heim, mamis? Esse tipo de atitude em relação ao corpo das crianças pode desenvolver patologias incríveis, tanto em meninas quanto em meninos, afinal se desde pequenos somos levados a acreditar que nossos corpos são tão delicados que ao toca-los podemos nos machucar, que machucados são tão severos que precisamos usar remédios melecados e nojentos, imagine o que estamos fabricando em nossas mentes? No momento a Elenara foi apenas reprimida, mas será que isso não vai atrapalhar quando ela realmente precisar tirar prazer sexual daí? E nos partos? Será que imaginar a vagina como algo dodói e intocável não pode atrapalhar seu desempenho para colocar os próprios filhos no mundo? É, pode sim, mamãe, não quer dizer que vai acontecer porque a Elenara tem a vida pela frente para descobrir-se, ainda chegará aos cinco anos, passará pela fase de latência, mas não é bom para bebês da nossa idade entrar nessa de vincular nosso aparelho de fazer xixi e aquele outro de trás, o de fazer cocô, que ainda não descobri muito bem onde é, a coisas feias, sujas e proibidas. Eu sei, você se preocupa com a agressividade do mundo, a violência urbana, os abusos, mas não é reprimindo a exploração natural que preciso fazer em meu corpo que as coisas vão se resolver. Pelo contrário, a consciência do corpo, dos limites do corpo, quando naturais e espontâneas, nos dão segurança, nos fazem sentir mais donos de nossos corpos. Se vinculamos nosso próprio corpo ao proibido, aí sim a coisa pode ficar preta, até porque, como no caso da mãe da Elenara, o adulto fica de dono absoluto do corpo da criança e a criança é que perde a autonomia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Lvxe4WSmzAI/TbhtOLmPRUI/AAAAAAAAA7Y/2aOZBfo0cKc/s1600/blog+menino-menina.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-Lvxe4WSmzAI/TbhtOLmPRUI/AAAAAAAAA7Y/2aOZBfo0cKc/s400/blog+menino-menina.jpg" width="358" /&gt;&lt;/a&gt; Agora, nesse momento da minha vida, não há nada o que reprimir ou explicar, mas conforme eu for crescendo, você vai poder introduzir no meu vocabulário a palavra intimidade, que é um direito que todas as crianças e adultos precisam desenvolver. Quando eu descobrir que meu corpo me pertence, vou saber que nenhum adulto pode relar em mim de jeito estranho, já vou estar semi-vacinada para abusos, embora ninguém nesse mundo possa ser vacinado contra a violência. Óbvio, né mãe, que se eu tentar mexer no meu corpo utilizando o seu corpo, o do papai ou de outra pessoa, isso deverá ser pontuado suavemente e eu terei que conhecer o significado da palavra mágica: intimidade. Posso ser semi-vacinada contra abusos também não sendo obrigada a ser excessivamente boazinha e educada com adultos; eu não tenho que rebolar, nem me exibir ou dançar feito uma macaquinha, não tenho que usar roupas de mini-adulta ou chamar meu melhor amigo de namoradinho. São esses comportamentos sociais adulterados que podem atrapalhar a doce ingenuidade de curtir o meu corpo, entender que ele é só meu, um espaço sagrado que eu aprenderei a cuidar e proteger, mas jamais esconder, reprimir ou banalizar. Fica com medo não, mamãe, convida eu para brincar, beija eu, abraça eu, confia em mim, sou uma molequinha feliz da minha vida e plena de meu corpo para a fase em que estou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5tYozviiOy8/TbhtRvF0N0I/AAAAAAAAA7g/mtc_hmH6eQE/s1600/menina_negra_menina_branca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://2.bp.blogspot.com/-5tYozviiOy8/TbhtRvF0N0I/AAAAAAAAA7g/mtc_hmH6eQE/s640/menina_negra_menina_branca.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do livro Bebês de Mamães mais que Perfeitas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-922999859702078565?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.centauroeditora.com.br' title='No meio das minhas pernas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/922999859702078565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=922999859702078565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/922999859702078565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/922999859702078565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/04/no-meio-das-minhas-pernas.html' title='No meio das minhas pernas'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uzJk_mO3DFs/TbhtUF_SYGI/AAAAAAAAA7k/SPnRgKOp6HM/s72-c/menina+brincando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-8035699496499803269</id><published>2011-04-09T00:24:00.001-03:00</published><updated>2011-04-09T00:29:46.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olho na mídia'/><title type='text'>Sociedade de analfabetos emocionais</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Nesse momento histórico mundial vencemos muitos desafios deixados por nossos antepassados, mas fomos com muita sede ao pote do tecnicismo, sem intensidade humanista equiparável e sem a reflexão necessária em áreas importantes das ciências humanas. Chegamos ao sec. XXI despreparados para lidar com os buracos existenciais que criamos. Fazendo uma analogia com a matemática estamos ainda na primeira operação. Só sabemos somar. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Hpf_RneuYZw/TZ_PPBtdkcI/AAAAAAAAA7I/j27DBz0fmeE/s1600/IMG_8499.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Hpf_RneuYZw/TZ_PPBtdkcI/AAAAAAAAA7I/j27DBz0fmeE/s640/IMG_8499.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Nesta semana, apenas no Brasil, tivemos dois exemplos do caos social que vivemos nesse período da história. Um casal que fez inseminação artificial, ao saber que três embriões estavam se desenvolvendo, liberou para adoção um deles, ainda na barriga da mãe. Eles queriam muito um filho, aceitavam dois, mas não desejavam o terceiro, não era uma questão de renda, mas de planejamento familiar. Poder técnico sobre a vida. O outro caso, uma tragédia ocorrida numa escola municipal do bairro do Realengo, no Rio de Janeiro; um rapaz de 23 anos matou impiedosamente mais de uma dezena de crianças, ferindo outras tantas e depois se matou. Poder técnico sobre a morte. Tudo o que temos é o levante de vozes de ódio e desprezo pelos párias sociais e piedade das vítimas. Como se não matarmos e não sermos capazes de abandonar um bebê na barriga, nos livrasse de qualquer responsabilidade pela “peste emocional” que nos circunda. O casal, pária social do excesso de tecnicismo e sobra de dinheiro, sem o amadurecimento ético e emocional. O cidadão, assassino de última hora, sem ficha na polícia, até então um trabalhador desempregado desde agosto por não atender aos anseios de produtividade da empresa em que trabalhava, pária em soma no Brasil, raro apenas pelo tipo de crime cometido. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lBYw4snTiMo/TZ_QLnpWT3I/AAAAAAAAA7M/cmtiJIExD7Q/s1600/e+la+nave+va.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-lBYw4snTiMo/TZ_QLnpWT3I/AAAAAAAAA7M/cmtiJIExD7Q/s640/e+la+nave+va.jpg" width="416" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Em comum entre os crimes, além do poder técnico sobre a vida e a morte, a má cobertura da mídia, também por excesso de tecnicismo. Sobre o casal, nenhuma linha sobre os mais de cinco mil embriões congelados que o Brasil mantém a espera da legislação, nenhum debate sobre o caso inserido no contexto caótico de um país que tem sobra de crianças vivas e abandonadas pelas ruas e orfanatos, para além da excentricidade dos que produzem bebês ardentemente desejados, desde que sejam em número e no sexo escolhido e desde que muita gente das ciências médicas e biológicas fature com isso. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RYOGUdv_7aY/TZ_N7R1aqAI/AAAAAAAAA7A/tEDqORk4jNk/s1600/iceberg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-RYOGUdv_7aY/TZ_N7R1aqAI/AAAAAAAAA7A/tEDqORk4jNk/s640/iceberg.jpg" width="470" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;A mídia cobre mal esses casos de polícia, esses casos de humanidade mal-resolvida. Os maiores jornais de São Paulo e do Rio Grande do Sul conseguem entrevistar psiquiatras que confundem os termos básicos, atribuindo a nomenclatura psicose, que é vasta e não tão incomum como patologia, em vez de usarem o termo correto para assassinos em série: sociopatas. Não seria um preciosismo, mas uma consideração aos 30% da humanidade que não são neuróticos, mas psicóticos e que nascem, vivem e morrem sem jamais atacar alguém. Sociopatas não somam 1%. Isso é apenas um problema na cobertura, nem de longe é o mais grave.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O maior buraco da cobertura da mídia é apelar para o sadismo, com detalhes sórdidos sobre os fatos. Voilá precisa a mídia apelar para vender mais, ossos do ofício, mas daí a congelar apenas nisso e no pretensioso estudo do caráter do criminoso é muito primário. Muito antiético os psiquiatras e outros psis convidados, aceitarem dar diagnóstico baseados em fofocas de jornalistas, pedaços de cartas escritas sem datação, relatos da polícia e histórico apresentado pela família do infeliz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O pior mesmo dessa banalização via apelo ao sadismo é que rapidamente os crimes são esquecidos, ficamos com as velhas máximas judaico-cristãs de que foi coisa de Deus, fatalidade, hora certa de cada um. No máximo culpa-se o governo, nunca, nunca mesmo a sociedade é levada a tratar seus problemas sociais, debater eticamente, buscar soluções. Nas escolas, nos clubes, nas ruas, a notícia acaba girando em torno da novelinha apresentada pelos jornais, telejornais, fotos nos sites; dramas particulares, uma espécie de big brother tristeza e só. Fica a mídia a esperar mais uma grande sensação com a desgraça alheia para alimentar-se da operação em voga no mundo: a soma. Deter a informação, jogar com ela, saber jogar a fim de atingir o sentimentalismo, exatamente como faz um noveleiro, é arte no jornalismo marqueteiro de hoje, focado na soma monetária. Com uma mídia mais comprometida com o conhecimento, com a informação e seus contextos sociais, muitas coisas poderiam, lentamente, mudar. Do jeito que vai, só ajuda a produzir mais poder. Fazer morrer e fazer viver, dois exemplos de poder máximo são o microretrato antagônico de uma sociedade emocionalmente analfabeta. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d5gbTBMtvzs/TZ_OejDiXHI/AAAAAAAAA7E/wRoALR5bi48/s1600/Jellyfish.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-d5gbTBMtvzs/TZ_OejDiXHI/AAAAAAAAA7E/wRoALR5bi48/s640/Jellyfish.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-8035699496499803269?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/8035699496499803269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=8035699496499803269&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8035699496499803269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/8035699496499803269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/04/sociedade-de-analfabetos-emocionais.html' title='Sociedade de analfabetos emocionais'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Hpf_RneuYZw/TZ_PPBtdkcI/AAAAAAAAA7I/j27DBz0fmeE/s72-c/IMG_8499.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5629812123171384294</id><published>2011-03-25T15:10:00.012-03:00</published><updated>2011-04-01T18:37:25.684-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parto'/><title type='text'>Como na década de 1940, ainda a perseguição às parteiras</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marcelo Min&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3wEJzDBDNXs/TY9xDwihkBI/AAAAAAAAA6g/orFQJQybwA8/s1600/militancia+do+parto+6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-3wEJzDBDNXs/TY9xDwihkBI/AAAAAAAAA6g/orFQJQybwA8/s640/militancia+do+parto+6.jpg" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LPjVNeG_V9E/TY9xOzDXNxI/AAAAAAAAA6o/ddtIdyxuoFk/s1600/milit%25C3%25A2ncia+do+parto+5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-LPjVNeG_V9E/TY9xOzDXNxI/AAAAAAAAA6o/ddtIdyxuoFk/s640/milit%25C3%25A2ncia+do+parto+5.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Parir com médicos no Brasil virou um caos desde o início da década de 1970, quando os índices de cesariana começaram a subir espantosamente, chegando a bater em 90% no sistema privado de saúde na década de 1990.&amp;nbsp;Os médicos obstetras&amp;nbsp;têm muitas outras ocupações e acompanhar partos, que de maneira geral demoram muitas horas, às vezes noites e dias inteiros, sem que haja qualquer risco para a parturiente ou o bebê, é algo praticamente impossível, a não ser que o médico seja humanista convicto e&amp;nbsp;não ligue tudo para a conta que tem no banco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acompanhar mulheres em trabalho de parto não é um bom negócio do ponto de vista econômico, afinal passam-se longas horas em que diversos outros trabalhos na área ginecológica podem render mais do que um parto.&amp;nbsp;Quando demora&amp;nbsp;um tempo considerado básico, 8 horas, bem raro em primíparas, rende pelo menos 5 cesarianas. Trabalhos de parto podem demorar 24h, 48h e até mais. Sempre foi assim, é da natureza humana elaborar&amp;nbsp;com o tempo os&amp;nbsp;rituais de separação, embora algumas mulheres, bem raras, tenham partos rápidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O parto também não é um bom negócio emocional para um médico, a menos que o profissional seja um tipo &lt;em&gt;roots&lt;/em&gt;, que curte ficar horas ouvindo mulher gemer, marido&amp;nbsp;ir e vir, sogra e mãe ligando.&lt;br /&gt;
Estamos já faz mais de 3 décadas com defasagem de profissionais para a área especifica do parto, que entenda de espera e massagens, humildade e técnicas que facilitem a expulsão espontânea do bebê por meio do corpo da mãe. Médicos que não fazem partos, mas assistem partos são raríssimos.&amp;nbsp;É que no parto não há muito a fazer, a não ser acompanhar, auscultar, esperar sem invadir, sem machucar, sem deitar a mãe na maca, sem cortá-la, sem puxar o bebê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Médicos que&amp;nbsp;defendem e praticam a cesariana sem recomendação científica são maioria no país e chefiam os principais departamentos de saúde pública e privada. Mentem para as mulheres, burlam direitos, desafiam recomendações da Organização Mundial de Saúde. Mulheres que gostam desses procedimentos e relações egóicas&amp;nbsp;também existem: algumas por ignorância, outras por achatamento cultural e/ou psíquico.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-z0i6lFT8iKY/TY9xKtIc2NI/AAAAAAAAA6k/eu8WjEM1zKo/s1600/militancia+do+parto+3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-z0i6lFT8iKY/TY9xKtIc2NI/AAAAAAAAA6k/eu8WjEM1zKo/s320/militancia+do+parto+3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9orWHFmFaQI/TY9w_0MRsrI/AAAAAAAAA6c/Px5niACy4J4/s1600/miltancia+do+parto+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-9orWHFmFaQI/TY9w_0MRsrI/AAAAAAAAA6c/Px5niACy4J4/s320/miltancia+do+parto+4.jpg" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz alguns anos que redes de mulheres começaram a se formar&amp;nbsp;em movimentos contrários a esse status quo. Pioneiras, ainda na década de 1980, começaram a buscar alternativas ao sistema pasteurizado e de linha de montagem hospitalar em direção às velhas parteiras, médicos humanistas e&amp;nbsp;enfermeiras obstetras. São poucos profissionais para atender a essa demanda contracultural específica&amp;nbsp;e enquanto isso milhares de parturientes têm seus trabalhos de partos cortados por falsas indicações de cesariana,&amp;nbsp;apenas pela&amp;nbsp;pressa do sistema operacional de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2005 foi criado pela USP um curso de formação de obstetrizes. Salvo raras exceções, elas vêm enfrentando problemas no mercado de trabalho, como difícil acesso a clínicas, hospitais e maternidades, mas abrindo espaço em trabalhos de parto domiciliares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por problemas políticos, econômicos e por guerras de vaidade, o curso da USP, único no Brasil a resgatar do fosso uma profissão que na década de 1940 foi rechaçada pela classe médica com perseguições e prisões, está para ser fechado. Não é definitiva e&amp;nbsp;comprovadamente uma luta contra os eventuais riscos do parto assistido por obstetrizes, a ameaça do fechamento do curso (&lt;em&gt;acesse pesquisas em &lt;/em&gt;&lt;a href="http://parirenatural.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;http://parirenatural.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;), é um golpe político pela manutenção dos altos índices de cesariana, é uma&amp;nbsp;defesa de reserva&amp;nbsp;do mercado que vem sendo aumentado arbitrariamente; a do direito dos médicos de fazerem cirurgias sem indicação, desnecessárias e que colocam em risco a saúde da mãe e do bebê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De um jeito&amp;nbsp;moderno, hipócrita,&amp;nbsp;como nos cai tão bem hoje em dia, viceja a perseguição às parteiras, em pleno século XXI.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cf4fP4TSx4Y/TY9xgXQScNI/AAAAAAAAA60/MUjeM80xsH4/s1600/militancia+do+parto+11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-cf4fP4TSx4Y/TY9xgXQScNI/AAAAAAAAA60/MUjeM80xsH4/s640/militancia+do+parto+11.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;CARTA DE APOIO AO CURSO DE OBSTETRÍCIA DA EACH-USP&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;"Nós, mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), mães, profissionais das mais variadas áreas e entidades afins declaramos nosso apoio ao Curso de Obstetrícia da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – EACH-USP, que terá seu número de vagas reduzido e corre o risco, inclusive, de ser fechado, visto que o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) não reconhece a categoria e a USP por pressão e intimidação se posicionou em seu Relatório Estudos das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da USP considerando reduzir mais de 300 vagas, de diversos cursos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Com indignação clamamos e lutamos contra esta ação, visto que o curso é o único no País a formar obstetrizes centradas nos cuidados integrais relacionados à saúde da mulher, especialmente em um momento único como o parto e nascimento de um filho, que é visto pelos atuantes deste ofício como algo fisiológico, próprio do corpo feminino, tendo a mulher como protagonista.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Uma formação desta magnitude é uma inovação, dado que o Brasil apresenta elevadas taxas de cesarianas eletivas, alcançado patamares como o 2º País com os mais altos índices, seja no sistema público de saúde (cerca de 45%), ou no privado (cerca de 90%), mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendando um percentual de 15%. assim, uma profissão centrada nas especificidades que uma gestante necessita é um ganho para a sociedade e para as futuras gerações, além do mais que já é uma vitória ter o Curso de Obstetrícia reaberto após 30 anos de sua exclusão, ocasionando cenários de violência institucional no atendimento ao parto e nascimento em várias regiões brasileiras, tratando os corpos femininos como templos do saber médico.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Pela continuidade do Curso de Obstetrícia da EACH-USP, pelo reconhecimento de nossas obstetrizes e pela arte de partejar!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Abaixo-assinamos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Nome das entidades/grupos/coletivos/sites/blogs:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;- Blog Buena Leche – Cláudia Rodrigues&lt;br /&gt;
- Blog Parto no Brasil – Ana Carolina A. Franzon e Bianca Lanu&lt;br /&gt;
- Cia das Mães&lt;br /&gt;
- Hugo Sabatino&lt;br /&gt;
- Kika de Pano – Bruna Leite&lt;br /&gt;
- Mamíferas – Kalu Brum&lt;br /&gt;
- What Mommy Needs – Carolina Pombo&lt;br /&gt;
- Yoga para Gestantes – Anne Sobotta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;- Mães Empreendedoras - Vanessa Rosa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
﻿﻿﻿ &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RFXjH9ofyOE/TY9xUxxKGfI/AAAAAAAAA6s/eOxF4NtHOKY/s1600/militancia+do+parto+10.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="425" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-RFXjH9ofyOE/TY9xUxxKGfI/AAAAAAAAA6s/eOxF4NtHOKY/s640/militancia+do+parto+10.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;﻿﻿﻿ &lt;em&gt;Brasil, 24 de março de 2011.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5629812123171384294?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/03/carta-de-apoio-ao-curso-de-obstetricia.html' title='Como na década de 1940, ainda a perseguição às parteiras'/><link rel='enclosure' type='' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/03/carta-de-apoio-ao-curso-de-obstetricia.html?spref=fbhttp://' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5629812123171384294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5629812123171384294&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5629812123171384294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5629812123171384294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/03/carta-de-apoio-ao-curso-de-obstetricia.html' title='Como na década de 1940, ainda a perseguição às parteiras'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3wEJzDBDNXs/TY9xDwihkBI/AAAAAAAAA6g/orFQJQybwA8/s72-c/militancia+do+parto+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5159530541873006477</id><published>2011-03-22T21:55:00.005-03:00</published><updated>2011-03-23T17:20:45.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto Alegre'/><title type='text'>Mudei para a cidade do atropelador de ciclistas que...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-nbHcNNnx8LQ/TYlDM3wmmRI/AAAAAAAAA5w/Piy9NbN9NVo/s1600/porto+alegre+verde+6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-nbHcNNnx8LQ/TYlDM3wmmRI/AAAAAAAAA5w/Piy9NbN9NVo/s640/porto+alegre+verde+6.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;...é também repleta de árvores nativas e imigrantes antigas: jacarandás,&amp;nbsp;tipuanas, guarapuvus, abacateiros, goiabeiras, pitangueiras, palmeiras, flamboyants, cinamomos, sibipirunas, alfeneiros, salsos-chorões. Seus habitantes têm especial apreço também pelo cultivo de flores. Em pedaços minúsculos de terra no meio do asfalto vicejam gerânios, beijos, beijinhos, azaléias, rosas, margaridas, petúnias. As flores não definem status social ou econômico, aparecem nas janelas humildes tanto quanto nos abastados varandões. Uma grande água, como diriam os antigos chineses,&amp;nbsp;abraça essa urbanidade faceira de laços feitos&amp;nbsp;por vias que unem os bairros. Bem, unir de verdade não unem, em qualquer capital, bairro é como time para os moradores nativos ou imigrantes antigos. &lt;personname productid="Em Porto Alegre" w:st="on"&gt;Em Porto Alegre&lt;/personname&gt; não é diferente, difícil é escolher entre tantos bairros charmosos um, apenas um, para viver, especialmente se o vivente é do tipo estrangeiro em qualquer lugar, filho pródigo sem &lt;em&gt;pedigree.&lt;/em&gt; &lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-_DfSZvGNCQA/TYlC9TLMQOI/AAAAAAAAA5o/xBRkWGZPRHM/s1600/porto+alegre+verde+7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="634" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-_DfSZvGNCQA/TYlC9TLMQOI/AAAAAAAAA5o/xBRkWGZPRHM/s640/porto+alegre+verde+7.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Floresta não, gritavam os jornais do dia. Crimes hediondos estavam surpreendendo o local conhecido como pacato, um antigo bairro residencial de fácil acesso ao centro. Deixei para lá, Floresta não! Mas esse nome tão simpático para um bairro ficou escondido em algum canto do meu cérebro. Estaria eu em processo de auto-sabotagem achando simpático um bairro que de repente virara capa policial dos jornais? Definitivamente risquei dos itens de procura o simpático nome Floresta, que pouco freqüentei na década de 1980 para além de uma ou outra peça alternativa no teatro que virou igreja pentecostal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-oFZbhrwP8vg/TYlDIONj2MI/AAAAAAAAA5s/yaTVBo8Wmdc/s1600/Porto+Alegre+verde+10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-oFZbhrwP8vg/TYlDIONj2MI/AAAAAAAAA5s/yaTVBo8Wmdc/s640/Porto+Alegre+verde+10.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Centro? Poluído? Barulhento? Perigoso? Que nada. Perguntei a três amigos que moram no centro e lá estava um dos mais apaixonantes times do coração. Tem o pessoal que só ama lá, às margens do Guaíba, o velho Porto dos Casais, assim não abre mão do Gasômetro, do Parque Marinha do Brasil, segundo eles incomparável ao da Redenção ou ao Parcão. Muita vida no Centro. É calmo à noite, pacato à moda antiga com seus casarões, muitos reformados pelos próprios moradores, outros sendo levados na pazinha, já que a manutenção de casarões não é café pequeno para orçamentos domésticos. &lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-mb62kb9783E/TYlDQt8WY7I/AAAAAAAAA50/zjTeWn6KGBQ/s1600/porto+alegre+verde+5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-mb62kb9783E/TYlDQt8WY7I/AAAAAAAAA50/zjTeWn6KGBQ/s640/porto+alegre+verde+5.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Que jogue a primeira pedra quem nunca sonhou em morar ou abrir um negócio num casarão no coração de Porto Alegre. Como desprezar uma vista para o Guaíba? Em direção à Cidade Baixa vida noturna garantida e exceto na Lima e Silva, que ferve noite e dia, as transversais são cheias de calmo charme, apartamentos antigos, amplas salas, frondosos janelões, sobradinhos simpáticos. Ali dá para ter sossego de dia e agitação à noite. Aliás, Cidade Baixa e Bom Fim disputam com classe a turma da boemia, que não se faz de rogada e circula pelos dois com sinceridade. Não é bem o caso de vestir camiseta de dois times, mas admirar times campeões seja com a camiseta que for. &lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-p3gQVhlDGsE/TYlDT164IBI/AAAAAAAAA54/AVZGiz_LNYk/s1600/porto+alegre+verde+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-p3gQVhlDGsE/TYlDT164IBI/AAAAAAAAA54/AVZGiz_LNYk/s640/porto+alegre+verde+4.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O Bom Fim, como o Partenon, concentra povo da UFRGS e da PUC, o ônibus fácil, direto, é logo ali. O bairro nasce no Parque da Redenção, o mais antigo da cidade, vem dali debaixo, da Cidade Baixa, bem &lt;em&gt;roots&lt;/em&gt;, e morre lá no Moinhos, o bairro dos aristocratas da década de 1960 que em termos econômicos, pelo menos, jamais perdeu a majestade, nem quando a nata migrou para Petrópolis e Três Figueiras. Pela Ipiranga, tomando cuidado para não cair no Dilúvio, à esquerda o famoso Menino Deus, imortalizado pela música de Caetano. Bem lá em baixo perto da água, a zona Sul, que cerca o Guaíba, a rua Silvério, o Morro Santa Tereza, Ipanema e as chácaras com praias do lago, que aqui todos chamam de rio. A natureza lá para baixo sempre foi abundante e nos últimos 30 anos ela avançou pelas ruas da cidade. É raro, bem raro mesmo, encontrar &lt;personname productid="Em Porto Alegre" w:st="on"&gt;em Porto Alegre&lt;/personname&gt; alguma rua sem vegetação.&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-elx1-8WOP0s/TYlDW8atSSI/AAAAAAAAA58/Qs7RDz07_O8/s1600/porto+alegre+verde+3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="442" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-elx1-8WOP0s/TYlDW8atSSI/AAAAAAAAA58/Qs7RDz07_O8/s640/porto+alegre+verde+3.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Curioso nessa paixão dos gaúchos pelo cultivo do verde, que o bairro Jardim Botânico, aos pés de Petrópolis, tenha sido durante tantos anos um bairro humilde e que só agora esteja despertando os olhos do interesse imobiliário. Visitei um apartamento com vista para o Jardim Botânico, aquela garantia de eterno verde, e apaixonei-me completamente, mas era pequeno demais para as necessidades dos livros e papelada do meu lar. O Jardim Botânico é uma espécie de Baixo Petrópolis, assim como Santa Cecília e nesse quesito, salvo algumas exceções, Porto Alegre não é diferente de muitas outras cidades; destina as áreas medianamente altas como redutos para a população economicamente privilegiada. Sim, há diferenças sociais e econômicas como em qualquer cidade brasileira; crimes, disputas, máfias do tráfico, gente agressiva, maus tratos a crianças e animais, altos índices de cesarianas e desmames abruptos, mas nesses dias de muita curtição no meu humilde apartamento com fogão a lenha, na divisa entre o bairro Floresta e o Auxiliadora, estou assim quase alienada dos problemas do mundo; &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;jogo a toalha por alguns dias. Que me desculpem as mazelas do mundo, mas preciso ficar na paz, afinal a mocinha do 302, que gosta de cuidar das flores do jardim do prédio, veio em pessoa na minha porta trazer um pedaço de bolo de boas vindas. Achei tão “qualidade de vida da capital”. Sinto-me no incrível direito de passear pelas ruas sob a imensidão das tipuanas, tomar uma cerveja no barzinho bacana como uma turista feliz, descabelada e de chinelos de dedo. Sinto a sombra das dores da guerra e da tragédia japonesa, me importo bastante com a ameaça de fechamento do curso de obstetrícia da USP, mas o skate me chama e eu voo com a pequena pela cidade que pouco se importa se uma mulher de cabelos brancos andando de skate é bizarra ou não. &lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-mpFrDZXu4M0/TYlDboDC7NI/AAAAAAAAA6A/VpuV6Z9E5N0/s1600/porto+alegre+verde+9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="476" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-mpFrDZXu4M0/TYlDboDC7NI/AAAAAAAAA6A/VpuV6Z9E5N0/s640/porto+alegre+verde+9.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parabéns para Porto Alegre, que completa nesta semana&amp;nbsp;239 anos de vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5159530541873006477?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5159530541873006477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5159530541873006477&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5159530541873006477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5159530541873006477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/03/mudei-para-cidade-do-atropelador-de.html' title='Mudei para a cidade do atropelador de ciclistas que...'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-nbHcNNnx8LQ/TYlDM3wmmRI/AAAAAAAAA5w/Piy9NbN9NVo/s72-c/porto+alegre+verde+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-2484353622306699077</id><published>2011-02-05T20:31:00.003-02:00</published><updated>2011-02-05T20:40:48.248-02:00</updated><title type='text'>Fashion bullying na volta às aulas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3O4Dn5tsI/AAAAAAAAA5c/EyskhvTSCdM/s1600/criancas1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="303" src="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3O4Dn5tsI/AAAAAAAAA5c/EyskhvTSCdM/s400/criancas1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esses dias coloquei na página do facebook declaração da minha filha de 8 anos sobre o fato de ter sofrido rejeição na escola.&amp;nbsp;Recebi alguns e-mails de apoio, dicas de livro sobre como lidar com &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, como protegê-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Achei engraçado porque ela não se sente vítima de &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, está apenas tentando entender comportamentos sociais, aliás ela tem opinião sobre isso e não faz o jogo das amizades por interesse, ela mesma rejeita amigos que ora se achegam, ora se afastam por interesses imediatos, como um lanche diferente, um doce, um convite para ir em casa. Ela mesma se recusa a fazer o jogo de simpática a perder de vista, dos cochichos, excluindo-se do grupo que grita “&lt;i&gt;Nuñes&lt;/i&gt;” para um colega.&lt;i&gt; “Eu não gosto, mãe, quando eles chamam meu colega de Nuñes, não acho certo, meu colega não gosta, fica triste, então não dou risada junto, não acho graça e pronto”. &lt;/i&gt;Ela não é uma vítima, é uma pessoa de opinião.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3OqqktbsI/AAAAAAAAA5Q/WuevCRO89-o/s1600/crianca-brincando1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3OqqktbsI/AAAAAAAAA5Q/WuevCRO89-o/s400/crianca-brincando1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Li recentemente o livro &lt;i&gt;Bullying&lt;/i&gt;, resumo da tese de mestrado de Marcos Rolim. O assunto é sério, existe, precisa ser tratado, mas na outra ponta, a ponta de quem ouviu o termo via orelhada, começa a surgir a banalização do significado real do &lt;i&gt;bullying,&lt;/i&gt; que se caracteriza por atitudes ligadas a perseguições físicas, psíquicas ou morais e não por rejeições, escolhas e preferências.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A rejeição é um sentimento natural no ser humano. Todos nós rejeitamos e somos rejeitados, faz parte do livre arbítrio, do direito de escolha e nem na idade adulta é fácil lidar com a rejeição, mas existe uma regra &amp;nbsp;básica de conduta racional que podemos praticar desde cedo e que faz parte do investimento na humildade: não agradamos gregos e troianos e podemos desfrutar do mesmo sentimento sem culpa; não nos agradam todas as pessoas sem distinção.&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3Olc57bPI/AAAAAAAAA5M/jyXJRjTNqUo/s1600/brinacdeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3Olc57bPI/AAAAAAAAA5M/jyXJRjTNqUo/s400/brinacdeira.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não devemos perseguir, sozinhos ou em grupos, um indivíduo ou um grupo e se isso ocorrer conosco devemos nos afastar do mal-estar e buscar o bem-estar entre os nossos amigos antigos ou novos. Cedo podemos ensinar às crianças que não devem ficar presas em implicâncias e antipatias, mas em alegrias e simpatias. Se não conseguem, se não conseguimos, um bom terapeuta pode ajudar no alívio dos sintomas oriundos de traços masoquistas de caráter.&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3OubPK6bI/AAAAAAAAA5U/pJIj8MyA_3k/s1600/Crin%25C3%25A7as+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3OubPK6bI/AAAAAAAAA5U/pJIj8MyA_3k/s400/Crin%25C3%25A7as+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Faz parte da vida de nossos filhos lidar com algum nível de adversidade na escola, tomar posições e, eventualmente, inevitavelmente e até felizmente, sofrer. Que sofram por serem rejeitados e se fortaleçam de fato, de dentro para fora. Que desde cedo possamos ser sensíveis o bastante para ajudá-los a sofrer mais por serem os rejeitadores do que os rejeitados, que cedo descubram os valores da solidariedade e da humildade para evitar as grandes humilhações que o ser humano colhe com a soberba.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que não está certo e abunda nas escolas privadas é a superproteção; não ajuda a criança que está rejeitando, ao contrário afasta-a dos valores humanistas inflando mais e mais as sensações egóicas. A superproteção leva a criança que está rejeitando a deprimir o contato com as próprias vísceras, os sentimentos genuínos; ela passa a viver sem desejos em prol de vontades e vai inflando, inflando o ego sem encontrar alívio para sua ansiedade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Superproteger só faz mal também para a criança que está sendo rejeitada; ela sente-se cada vez mais frágil se não pode encontrar forças e valores próprios para crescer de dentro para fora, não consegue criar corpo, entrar em contato com seu mesoderma, seus músculos, suas defesas egóicas.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3Ozl92tXI/AAAAAAAAA5Y/2oD2a0eOLOU/s1600/irmaos_brigando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="347" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3Ozl92tXI/AAAAAAAAA5Y/2oD2a0eOLOU/s400/irmaos_brigando.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Educação se faz orientando eticamente as crianças desde pequenas, com todos os "nãos" que elas têm direito, com amor e sem culpa, sem excesso de zelo, sem agressões, sem insultos, mas acima de tudo confiando e libertando para a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa história de indagar a criança cada vez que ela sai da sala de aula é uma grande prova de desconfiança na capacidade dela de ser um sujeito da própria história, tanto quanto é falsa a ingenuidade da mãe que vê seu filho, sempre envolvido em brigas e acusações, como a eterna vítima em potencial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-2484353622306699077?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/2484353622306699077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=2484353622306699077&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2484353622306699077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/2484353622306699077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/02/fashion-bullying-na-volta-as-aulas.html' title='Fashion bullying na volta às aulas'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TU3O4Dn5tsI/AAAAAAAAA5c/EyskhvTSCdM/s72-c/criancas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-19401535614537191</id><published>2010-12-30T14:32:00.005-02:00</published><updated>2010-12-30T15:21:32.277-02:00</updated><title type='text'>PAZ &amp; AMOR, BICHO</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;Utopias para 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzM-jjuaI/AAAAAAAAA4o/GIA6zxld4Sc/s1600/john-lennon-peace.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzM-jjuaI/AAAAAAAAA4o/GIA6zxld4Sc/s400/john-lennon-peace.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;por Cláudia Rodrigues&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Se é para refletir e parar de trabalhar no meio da festa religiosa dos comerciantes, então vou logo fazendo meus votos de renovação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Que no próximo ano mais mulheres deixem de cair no conto da maternidade, coisa que não é para todas e nem realiza toda e qualquer mulher. O mundo está cheio de distrações e um bebê para cuidar, amamentar e acalentar não é desejo genuíno de muitas mulheres e não há nenhum problema nisso, é só não ter filhos. Mais do que na hora das gentes pararem de colocar crianças no mundo para terceirizar cuidados, afetos e educação. Está dando literalmente muita M esse monte de crianças abandonadas e já não é mais uma questão de classe econômica faz tempo. Aliás, criança pobre bem amada vira gente mais ética e feliz do que criança rica terceirizada. Mimação em $ e pouca companhia é uma das piores combinações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Também gostaria de parar de ver os aposentados mendigando direitos adquiridos no mundo inteiro. Ninguém merece ter que trabalhar com a energia de 30 aos 60 e ainda por cima ser discriminado porque já não rende tanto desde os 50. Ou seja, do jeito que está a próxima máxima dos governos vai ser exterminação em massa dos que já não “rendem” o suficiente para as demandas do mercado capitalista, cego para os significados da experiência, da profundidade e da memória associativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzar3Ld9I/AAAAAAAAA4w/ihey_-xozHc/s1600/Miseria+em+dubai.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="387" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzar3Ld9I/AAAAAAAAA4w/ihey_-xozHc/s640/Miseria+em+dubai.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;3- Desejo muito, mas muito mesmo, que se juntem as forças do entendimento e ação de que o dinheiro investido em lugares como Dubai e em luxos excessivos é diretamente proporcional ao dinheiro não investido na solução da miséria e da fome na Terra. Façamos as contas, tenhamos vergonha na cara e capacitemo-nos para a ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4- Faço votos de que a paz entre na meta da indústria bélica de alguma maneira. Que façam melhor uso da tecnologia em cima do aço e do ferro porque já temos arsenal suficiente para destruir a Terra várias vezes, o que é uma ignorância ainda maior do que largar dejetos na água que bebemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5- Espero que o humanismo abra mais frentes em todas as tribos, em todas as labutas e que nenhum ecologista; da biologia ou da engenharia, da física, da mídia ou do direito, da obstetrícia ou do recolhimento de lixo seja chamado de ecochato por defender a vida, o curso dos rios, o equilíbrio entre os animais e todas as formas de vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6- Desejo que as máscaras da corrupção e da hipocrisia caiam uma a uma e que assumam seu lugar no mundo, sem serem chamadas de tolas e otárias, as pessoas de boas ações, de transparências e franquezas. Que esse climinha fazer média, dizer a coisa certa, fazer a cara certa com o pano certo no corpo, mesmo quando tudo é mentira e preconceito, caia em desuso, deixe de ser &lt;i&gt;in, fashion e&lt;/i&gt; vire &lt;i&gt;out; &lt;/i&gt;que desça de cima para baixo, de baixo para cima, invada por todos os lados&amp;nbsp;a prática das boas intenções transformadas em ações de fato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7- Finalmente desejo, a partir de um balanço pessoal nesse ano, melhorar ainda mais, devagar e sempre, os hábitos preservacionistas sem que isso me cause sensação de sacrifício ou desprazer. Ser tolerante o bastante com os tecnicistas, os consumistas, os deslumbrados pelo cartão crédito, mas sem deixar de entender que entre nós, por maiores que sejam outras afinidades, existe uma chaga intransponível que não permite intimidade. Jamé.Sou &lt;i&gt;roots, bicho-grilo, alternativa, hippie, loser,&lt;/i&gt; sei lá em quantos apelidos carinhosos ou pejorativos eu caibo, mas sou da banda B, um tipo de gente que se tirasse na mega-sena - nem jogo – a última coisa que iria fazer seria sair por aí realizando “sonhos de consumo” em algum shopping. Sou velha o suficiente para entender que no quesito consciência ambiental só vou me aprofundar, então não terei nem tempo para ficar discutindo com os divergentes, quero mais é agregar os semelhantes, aumentar a turma e fazer melhor.  Pretendo ler ainda mais, meditar mais, trabalhar mais, adquirir sabedoria, afinar mais minha intuição e segui-la sem hesitar porque ela sempre tem razão, desde pequena ela nunca me enganou, foi sempre minha melhor companheira. Já a minha teimosia em desafiá-la trouxe problemas sempre que ocorreu. Mais do que na vida profissional, onde ela é usada por necessidade e naturalmente, quero utilizar melhor a intuição na vida pessoal real e virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAZ, SAÚDE &amp;amp; AMOR desejo fortemente para todos os buenos amigos que isso desejam como prioridade!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzklBsTQI/AAAAAAAAA40/0-_KdEONnmQ/s1600/Gandhi+e+a+Marcha+do+Sal_thumb%255B3%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="443" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzklBsTQI/AAAAAAAAA40/0-_KdEONnmQ/s640/Gandhi+e+a+Marcha+do+Sal_thumb%255B3%255D.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cláudia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-19401535614537191?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/19401535614537191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=19401535614537191&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/19401535614537191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/19401535614537191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/12/paz-amor-bicho.html' title='PAZ &amp; AMOR, BICHO'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRyzM-jjuaI/AAAAAAAAA4o/GIA6zxld4Sc/s72-c/john-lennon-peace.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-3668126795910592067</id><published>2010-12-26T14:11:00.001-02:00</published><updated>2010-12-26T14:12:58.525-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voz da Criança'/><title type='text'>Meu primeiro Natal</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Cláudia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRdnLuuRBJI/AAAAAAAAA4g/wszCqhkPiz0/s1600/Imagem+032.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRdnLuuRBJI/AAAAAAAAA4g/wszCqhkPiz0/s640/Imagem+032.jpg" style="cursor: move;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Na manhã do dia 24 acordei cedinho e fui dar uma volta com papai na fazenda do vovô, o local escolhido para o Natal da família. Papai montou em um cavalo grandão e você foi logo me tomando nos braços para impedir que eu montasse também, mas fiquei doido ao vê-lo lá em cima e não teve jeito: ele me pegou e fomos andar a cavalo, passamos debaixo da parreira de uvas, vimos as galinhas lá de cima, você lá embaixo, menos poderosa do que eu, e foi mesmo divertido sentir o cheiro do cavalo, puxar com força as crinas do bicho. Os cavalos parecem cachorros gigantes, nunca tinha visto um. Aos onze meses, já passei da primeira fase dos medos e começo a ficar esperto para as aventuras da vida, desde que o adulto seja um companheirão, o que é o caso do meu pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Depois do almoço estava cansado; além do passeio a cavalo, brinquei com os primos que me fizeram engatinhar pelo gramado sem parar. Ganhei um banho e a prima Juliana penteou meu cabelo, comi e adormeci no berço preparado pela vovó. Mãe, acordei somente no final da tarde, o que não é meu costume, e por isso fiquei bem aceso na noite de Natal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRdnfR48lWI/AAAAAAAAA4k/GDLXpDLfuS4/s1600/Cl%25C3%25A1udia+e+Gaia-piscina1000l-1993.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="520" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRdnfR48lWI/AAAAAAAAA4k/GDLXpDLfuS4/s640/Cl%25C3%25A1udia+e+Gaia-piscina1000l-1993.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;As pessoas estavam felizes e as crianças ganhando muitos brinquedos antes da meia-noite, de tanto que imploraram. Havia um monte de papéis pela sala e eu engatinhava entre eles, rasgava-os e ninguém se importava com minhas peraltices. Quando o cuco da vovó começou a bater as doze badaladas, as pessoas começaram a se abraçar, algumas choravam e riam ao mesmo tempo, outras comiam e, mais ou menos por aí, peguei no sono com tia Consuelo. Ela viu quando caí, numa das minhas inevitáveis tentativas de dar os primeiros passos, e me acalantou na rede da varanda debaixo de um céu que nos olhava cheio de estrelas. Só os grilos e sapos faziam uma orquestra para nós. Dali ela me levou ao berço. Despertei na madrugada só para mamar em você, me assegurar de que tudo estava bem; depois voltei a dormir profundamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje acordei mais tarde. Fomos ao pomar e comi o primeiro figo de minha vida. Achei delicioso, já estava meio entediado do trio banana, mamão e maçã. Agora estamos na cozinha, você ajudando a vovó a preparar o almoço e eu aqui, brincando em solo firme. O primo Francisco acabou de passar correndo e eu tentei alcançá-lo engatinhando. Não consegui, ele desapareceu e eu chorei. Vovó me deu uma panela e uma colher de madeira. Fiz um barulhão e três primos vieram ver. Me senti muito importante e comecei a rir. Aos onze meses, sou assim: ora estou chorando, ora rindo; por enquanto é só uma questão de ser consolado. Mas já observo as pernas das pessoas e algo me diz que não vai longe essa fase de só engatinhar para me locomover.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ah mamãe, nossa rotina é tão boa, mas como é gratificante sair dela, ter uma família, ser cuidado por outras pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Texto do livro "Bebês de mamães mais que perfeitas", veja gadjet ao lado com remissão para Centauro Editora e livrarias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-3668126795910592067?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/3668126795910592067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=3668126795910592067&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3668126795910592067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3668126795910592067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/12/meu-primeiro-natal.html' title='Meu primeiro Natal'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRdnLuuRBJI/AAAAAAAAA4g/wszCqhkPiz0/s72-c/Imagem+032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-6676829463439645832</id><published>2010-12-21T17:10:00.002-02:00</published><updated>2010-12-21T17:14:31.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedaços íntimos'/><title type='text'>Vó, parabéns pelos teus 101 anos muito bem vividos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRD6u-oD3pI/AAAAAAAAA4I/WJqqOiiw3Pg/s1600/set-2010+093.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRD6u-oD3pI/AAAAAAAAA4I/WJqqOiiw3Pg/s640/set-2010+093.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha avó materna completa hoje 101 anos. Nasceu Aurora em 21 de dezembro de 1909, contou-me em 2008, aos 99, muito lúcida, que quando conheceu meu avô trajava um vestido amarelo e se recusou a dançar com qualquer outro moço por estar enamorada do rapaz que tocava violino naquela festa do CTG. Ele também enamorou-se e numa folga do baile foi conversar com ela demonstrando suas sérias intenções. Contou-me no mesmo dia que vive um sonho repetido em que ele chega a cavalo e a convida para subir na garupa; ela se aproxima e antes de montar, o cavalo sai em disparada. Ainda lúcida, com lapsos de memória recente, mais do que normais para a idade, mas lembranças muito nítidas da juventude, da infância e das coisas boas da vida. Não gosta de falar de coisas ruins, nunca gostou, sempre foi uma pessoa positiva a Dona Aurora. Quando mais nova, ali pelos seus 60 anos, lembro de assisti-la reprimindo as pessoas que se referissem aos outros como pobrezinhos, coitadinhos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Diga riquinho, sempre diga riquinho, se machucou, se está chorando, diga riquinho, não fale pobrezinho”&lt;/i&gt;. Nasceu na fazenda do pai, mas acabou sendo criada por um padrasto e pela mãe, após a morte do pai. Quando casou com meu avô herdou sua parte em terras e foi com ele tocar a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sociedade&lt;/i&gt;, fazenda que meu avô comprara junto com os irmãos. Na antiga sede, de piso de madeira e altos janelões, criaram os três filhos, que em idade escolar precisaram entrar em internatos na maior cidade da região, Santa Maria. Nas férias ela buscava as crianças na estação de trem numa charrete. Perguntei um dia se essa viagem, que cansei de fazer tão bem acomodada em carros várias vezes, não era penosa, num banco duro de charrete. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Não, às vezes chovia e não era bom sentir frio e os pingos da chuva no rosto, mas eu ia buscar meus filhos, ia feliz, só pensava em reencontrá-los.” &lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRD6VC446rI/AAAAAAAAA4E/zrAx7PTRfE4/s1600/set-2010+640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRD6VC446rI/AAAAAAAAA4E/zrAx7PTRfE4/s640/set-2010+640.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um dia chegou pelo rádio a notícia de que minha mãe, aos 13 anos, estava hospitalizada por uma crise de apendicite. Ela conta: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Eu não levei roupa alguma, cheguei em Alegrete e entrei no primeiro trem para Santa Maria, nem escova de dentes peguei, só queria estar lá com ela.” &lt;/i&gt;&amp;nbsp;Em Santa Maria comprou o que precisava depois de passar uma noite e ver que a filha Marta estava bem. Minha avó nunca foi mulher de queixar-se ou expressar maus ou bons sentimentos, sempre foi prática, das providências. Uma política, embora nunca tenha se candidatado ou assumido qualquer cargo público, passou a vida envolvida com política; foi grande apoiadora do famoso padre que largou a batina para virar prefeito em Alegrete. Nunca acreditou em Natal, na época de final de ano estava sempre muito ocupada com as lidas da fazenda, comprava um saco de balas para cada neto e fim. Presenteava quem queria, quem achava que estava precisando mais no momento e esse momento nada tinha a ver com datas. Me deu um anel de ouro com brilhantes aos 16 anos e mandou um bom dinheiro quando me estabelecia em São Paulo; foi suficiente para comprar a vista uma máquina de lavar roupas e um aparelho de som. Ela gostava de dar cheques, um dinheirinho extra, era seu jeito de demonstrar sentimentos. Não é de beijos, abraços ou palavras doces, nunca foi, mas isso nunca quis dizer desamor. Por ter sido criada longe dela, mantínhamos uma relação especial; eu não me sentia totalmente íntima, nunca a critiquei, nem teimei, eu era a que obedecia, a que nunca pedia nada e não fazia malcriações. Sentada passando amendocrem numa fatia de pão para minhas primas Sandra e Elcy e para mim, em sua casa em Alegrete, ela perguntou o que queríamos que ela nos deixasse no dia em que morresse. Minhas primas, mais espontâneas pela intimidade de viverem perto dela, falaram algumas coisas que crianças falam nessas horas, não lembro o que disseram. Eu corei, não sabia o que pedir. Ela então definiu: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“para ti, Cláudia, vou deixar o relógio cuco, porque tu és a que mais gosta desse relógio”&lt;/i&gt; Gostava muito mesmo, desde pequena eu chegava e pedia para ela fazê-lo cucar. Ela ia lá e dava um jeito só para eu ver, desregulava a hora só para me contentar. Algumas vezes dizia para eu esperar que já ia acontecer e então eu ficava lá debruçada sobre o sofá de veludo amarelo e achava muito chato quando ele só cucava uma ou duas vezes porque nem dava tempo de observar. O tempo passou, fui ao mundo, me perdi, me achei em novas querências, nunca mais voltei, mas ela nunca esqueceu. Um dia, já faz uns 10 anos, minha mãe apareceu com uma caixa e disse: “ &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tua avó mandou para ti, disse que te prometeu, está aqui o cuco dela, coitada, está quebrado, mas ela fez questão e como tu gostas dessas velharias, aqui está”.&lt;/i&gt; Abrimos a caixa, o cuco todo empoeirado, mofado e enferrujado não funcionava. No centro de Florianópolis, onde eu vivia na época, havia um senhor relojoeiro que faria o concerto. Ficou perfeito, só para de funcionar se pegar vento. Ainda não tenho netos ou netas, mas já está decidido, o cuco, que era da avó da minha avó, irá para as mãos da criança que se encantar por ele. Hoje entendo e dou graças a esse entendimento, que ser a favorita neta ou a favorita filha não é o que importa; ser favorito nas famílias às vezes é só contingência dos acontecimentos e das necessidades que algumas pessoas têm mais de ficarem no colo, na mesma casa, na mesma cidade, no entorno de suas raízes. Os solitários, inadequados, aventureiros, todos são riquinhos, cada um de maneira especial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Feliz aniversário, vó Aurora! Estou aqui na máquina, mas a alma está aí contigo nos festejos de Alegrete, a nossa cidade natal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cláudia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-6676829463439645832?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/6676829463439645832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=6676829463439645832&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6676829463439645832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6676829463439645832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/12/vo-parabens-pelos-teus-101-anos-muito.html' title='Vó, parabéns pelos teus 101 anos muito bem vividos'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TRD6u-oD3pI/AAAAAAAAA4I/WJqqOiiw3Pg/s72-c/set-2010+093.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-6171665921196623995</id><published>2010-12-06T11:15:00.004-02:00</published><updated>2010-12-06T12:00:42.905-02:00</updated><title type='text'>Gravidez, Parto &amp; Simbiose em Florianópolis</title><content type='html'>Em 11 de dezembro, próximo sábado, encerramos o ano de oficinas em Florianópolis com um evento exclusivo para profissionais. Até agosto, em Brasília, Gravidez, Parto &amp;amp; Simbiose foi ministrado para grupos mistos de profissionais da humanização, gestantes e curiosos. Pois foi ali em Brasília que se estabeleceu um novo rumo para a oficina com uma aula extra exclusiva para profissionais, que naturalmente têm outras demandas. Em São Carlos, em outubro último, essa vocação do GP&amp;amp;S fluiu e verificamos que seria necessário aumentar a carga horária. Encerramos o ano inaugurando a nova fase do GP&amp;amp;S para profissionais com carga horária aumentada de 9 para 12 horas de duração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPzhhlMLmOI/AAAAAAAAA2A/I3OrMmpUJWc/s1600/Oficina+Florian%25C3%25B3polis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPzhhlMLmOI/AAAAAAAAA2A/I3OrMmpUJWc/s1600/Oficina+Florian%25C3%25B3polis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://soldaterra.com.br/"&gt;http://soldaterra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Programa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;strong&gt;Fecundação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Quando corpos sadios não se deixam fecundar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;A separação entre o desejo e a vontade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;A mãe mal vista – a mulher ressentida&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;strong&gt;Gestação&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Os três primeiros meses – a implantação&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Sentimentos Ambivalentes&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Danças dos hormônios – os sintomas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Simbiose e Rejeição&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;strong&gt;Os três meses do meio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;– o desenvolvimento&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;O rei na barriga – ou seria uma rainha?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Tornar-se mãe – deixar de ser filha&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;strong&gt;Os três meses finais&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;- ansiedade de separação&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;O medo do parto: grande mestre ou vilão&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;strong&gt;Trabalho de parto&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;O medo de expulsar - fantasias de dilaceração&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;A expulsão vista como tragédia&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;A expulsão sentida como solução&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Dar a passagem – dar à luz&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Cortar a simbiose ou continuidade somática?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;b&gt;Os seis padrões básicos durante o TP&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Leitura corporal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Tendências de cada caráter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Busca de soluções singulares&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;strong&gt;Amamentação&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;A agressividade da expulsão reparada pela amamentação&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;A agressividade da expulsão e a euforia do parto&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Transtornos da amamentação após o parto&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Transtornos da amamentação após a cirurgia&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Amamentação e simbiose do bebê&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Amamentação sentida como prisão&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Amamentação: uma viagem rumo à autonomia do bebê&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;Corpo, Arte e Conclusão&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #c94093; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-6171665921196623995?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/6171665921196623995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=6171665921196623995&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6171665921196623995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/6171665921196623995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/12/gravidez-parto-simbiose-em.html' title='Gravidez, Parto &amp; Simbiose em Florianópolis'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPzhhlMLmOI/AAAAAAAAA2A/I3OrMmpUJWc/s72-c/Oficina+Florian%25C3%25B3polis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-1894417977810929901</id><published>2010-12-02T00:36:00.007-02:00</published><updated>2010-12-02T10:24:51.783-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedaços íntimos'/><title type='text'>Inteligência e sensibilidade na voz de Rubem Alves</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcCzyboeLI/AAAAAAAAA1o/_8sQhjxzhZ4/s1600/rubem+alves+4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcCzyboeLI/AAAAAAAAA1o/_8sQhjxzhZ4/s1600/rubem+alves+4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
No meio do desencanto e da desesperança que me causa o ufanismo bélico dos últimos dias no Brasil, de repente me vejo envolvida pela pequena &lt;a href="http://aeln.org/programacao-25-%C2%AA-feira-do-livro-de-osorio/"&gt;Feira do Livro de Osório&lt;/a&gt;, a cidade em que vivo. O grupo da Vivi, nosso teatro local, numa adaptação de Fabiana Linhares, conta em esquetes com balé, tecido e música ao vivo uma linda história de Rubem Alves: &lt;b&gt;A menina e o pássaro encantado&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;E ali está ele, aos 77 anos, muitos livros depois, em carne e osso, dizendo que não sabe a idade em que está porque 77 anos já se foram e ele não tem a menor idéia de quantos faltam, mas sabe que não faltam muitos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;A menina e o pássaro encantado&lt;/b&gt; ele inventou para consolar a filha Raquel quando ela estava com 4 anos e não se conformava que o pai iria viajar de avião para longe. Raquel estava muito assustada com um acidente, cismou que o avião poderia cair e o pai nunca mais voltar. Ele então, baseado em seu próprio desejo de voar, criou a história da menina que queria trancar o pássaro e &amp;nbsp;mais tarde, no ocaso da vida do pássaro, ela surgiria com asas para liberdade e aí o pássaro é que não poderia mais voar.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcDB9y40gI/AAAAAAAAA1w/UXGLUbnedzE/s1600/Rubem+Alves+foto+livro.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcDB9y40gI/AAAAAAAAA1w/UXGLUbnedzE/s400/Rubem+Alves+foto+livro.JPG" width="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Contou que essa história foi amante de seus amigos adultos alguns anos depois porque também serve para elaborar as piores fantasias de castração de liberdade entre cônjuges. Um dia ele recebeu sobre a mesma fábula uma estranha interpretação, de que o pássaro seria Deus, o eterno presidiário das religiões. Arrasou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falou ainda de educação e sobre esse tema remeteu-me às lembranças do saudoso professor José Ângelo Gaiarsa, que se foi no mês passado. Grande surpresa porque nos textos sobre educação Rubem Alves é firme, mas muito doce e ali ao vivo ele botou para quebrar, como eu só havia assistido Gaiarsa fazer. Pulava de alegria internamente porque penso exatamente como ele, que a morte da literatura está nos excessos de teoria sobre a literatura e a língua portuguesa. Os professores que não entenderam o que ele quis dizer, não estão preparados para o tipo de relacionamento humanista que ele propõe; muito menos conseguem alongar o pensamento sobre o que Rubem Alves enxerga como literatura, que é a arte de colocar o nosso eu para fora, sem amarras, sem repressão, sem moldes.&lt;br /&gt;
Exemplificou muito bem citando Murilo Mendes e a antropofagia fantasiosa do escritor, que afirmava ser possível comer os autores por meio da leitura. Foi mais longe, nos falou da antropofagia real dos Ianomâmis e da lógica sensível dela. Mas entender o que quer dizer, por melhor que se explique e se demonstre com exemplos porquê e como os sentimentos são mais inteligentes do que os pensamentos, é difícil para nossa sociedade ocidental, cartesiana e que só vê eficiência no enquadramento e na repressão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois é, ele falou de um livro chinfrim que leu e tirou grande proveito(por causa dos sentimentos), Xogum –também li quando morava em Tóquio— e isso me levou à associação de corpo e mente para os orientais, visto de maneira tão diversa do que percebemos aqui no Ocidente. Para os orientais a inteligência está na barriga, nasce no sistema límbico, não na cabeça. Enfim, se dependesse dos meus 46 anos já comidos pelo tempo passaria a noite falando com ele sobre os textos que nascem da barriga e como podemos evitar traumas de&lt;i&gt; “ruim de português”&lt;/i&gt; implantados em crianças e levados para uma vida inteira, como um carimbo, apenas facilitando a livre expressão dos sentimentos e pensamentos pela escrita nos primeiros anos de cátedra escolar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O cinema imita a vida, mas livro cinema não imita. Penso que filmes precisavam sempre ganhar outros nomes, nunca os nomes dos livros, tamanha a decepção que sentimos ao não vermos as nossas cenas escolhidas na tela. Mas ver aquele que lemos e apreciamos ao vivo, falando, trazendo sua alma até nós, ainda que não tenha a profundidade das palavras bem costuradas como ficam quando bordadas, cravadas no texto, é uma experiência anímica sem comparação com qualquer um entre seus melhores textos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcC8XaOraI/AAAAAAAAA1s/-2u7Rm8pmHk/s1600/Rubem+Alves.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcC8XaOraI/AAAAAAAAA1s/-2u7Rm8pmHk/s1600/Rubem+Alves.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E foi assim, por esse belo encontro, que minha alma ficou leve e já penso que o narcotráfico, o narcofutebol e a narcomídia podem ter solução. De repente tenho esperanças e estou cheia de amor para dar. Bem, agora, depois de uma semana de pesadelos e insônia com as crianças do Rio que ficaram sem o sustento vindo de seus pais, vou renovada e de alma leve para perto do meu escritor particular; sábio, calmo e profundo, que jamais se abala em ciúmes dos homens normais, mas exibe um sorriso de canto de boca, para lá de maroto, quase uma confissão de ciúme, diante dos seus semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Momento cara-de-pau: &lt;/b&gt;dei um “Bebês de mamães mais que perfeitas” autografado com letras trêmulas para Rubem Alves. Foi no impulso, mas convenhamos, teria sido pior se eu tentasse vender para ele, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Momento cara-rachada&lt;/b&gt;: ele disse que vai ler com muito carinho e aí morri de vergonha, porque só então me dei conta do abuso de alugar os olhos do homem com histórias para gestantes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;Tá, sei lá, pouco importa se Rubem Alves vai me comer ou não, o importante é que agora posso comê-lo com voz, gestos e especiarias.&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-1894417977810929901?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/1894417977810929901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=1894417977810929901&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/1894417977810929901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/1894417977810929901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/12/inteligencia-e-sensibilidade-na-voz-de.html' title='Inteligência e sensibilidade na voz de Rubem Alves'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPcCzyboeLI/AAAAAAAAA1o/_8sQhjxzhZ4/s72-c/rubem+alves+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-4516041530691671609</id><published>2010-11-29T22:48:00.005-02:00</published><updated>2010-12-01T10:30:06.717-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidadania'/><title type='text'>Dor eterna, multiplicada</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"Utopia é não conseguirmos um mínimo de empatia para imaginar nossos filhos, tão amados, cuidados e celebrados numa situação assim."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRHz1zCuXI/AAAAAAAAA1U/j5IAia2C8Sw/s1600/blog+rio+3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="417" src="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRHz1zCuXI/AAAAAAAAA1U/j5IAia2C8Sw/s640/blog+rio+3.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRH_SZqHEI/AAAAAAAAA1Y/x2lLOwH6xus/s1600/blog+rio+6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="420" src="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRH_SZqHEI/AAAAAAAAA1Y/x2lLOwH6xus/s640/blog+rio+6.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Nov. 26, 2010. (AP Photo/Felipe Dana)&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/11/rios_drug_war.html?camp=localsearch:on:twit:rtbutton#photo30" style="color: white; cursor: pointer; text-decoration: underline;"&gt;#&lt;/a&gt;No6, 2010. (AP Photo/Felipe Dana)&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/11/rios_drug_war.html?camp=localsearch:on:twit:rtbutton#photo30" style="color: white; cursor: pointer; text-decoration: underline;"&gt;#&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRIQknGilI/AAAAAAAAA1c/kJz5wlThrPw/s1600/blog+rio+5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="438" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRIQknGilI/AAAAAAAAA1c/kJz5wlThrPw/s640/blog+rio+5.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRIamARc7I/AAAAAAAAA1k/BL41n6y_RuY/s1600/blog+Rio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRIamARc7I/AAAAAAAAA1k/BL41n6y_RuY/s640/blog+Rio.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="440" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRIWmxMY4I/AAAAAAAAA1g/zNqHIQb1OnY/s640/blog+rio+2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/11/rios_drug_war.html?camp=localsearch:on:twit:rtbutton#photo30"&gt;http://www.boston.com/bigpicture/2010/11/rios_drug_war.html?camp=localsearch:on:twit:rtbutton#photo30&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Para saber mais:&lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4819411-EI16410,00-O+problema+no+Rio+e+a+falta+de+direitos+nao+o+excesso+deles.html"&gt;http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4819411-EI16410,00-O+problema+no+Rio+e+a+falta+de+direitos+nao+o+excesso+deles.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=618JDB011"&gt;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=618JDB011&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2010/11/30/interna_brasil,225436/mulheres-de-traficantes-contam-ao-correio-mudancas-apos-ocupacao.shtml"&gt;http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2010/11/30/interna_brasil,225436/mulheres-de-traficantes-contam-ao-correio-mudancas-apos-ocupacao.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/ate-a-vitoria-sempre/o-teatro-do-governo-do-rio-e-sua-midia.html?utm_content=sociable-wordpress&amp;amp;utm_medium=awe.sm-facebook-post&amp;amp;utm_"&gt;http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/ate-a-vitoria-sempre/o-teatro-do-governo-do-rio-e-sua-midia.html?utm_content=sociable-wordpress&amp;amp;utm_medium=awe.sm-facebook-post&amp;amp;utm_&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-4516041530691671609?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/4516041530691671609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=4516041530691671609&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/4516041530691671609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/4516041530691671609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/11/dor-eterna-multiplicada.html' title='Dor eterna, multiplicada'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPRHz1zCuXI/AAAAAAAAA1U/j5IAia2C8Sw/s72-c/blog+rio+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-7779114867274538874</id><published>2010-11-27T17:35:00.005-02:00</published><updated>2010-11-28T16:01:01.295-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nota esquizofrênica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;'Os moradores clamam por PAZ, vestem-se de branco. A legenda diz que eles apoiam as armas.'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 5px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1569-violencia-no-rio-de-janeiro#foto-29326"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1569-violencia-no-rio-de-janeiro#foto-29326&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-7779114867274538874?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/7779114867274538874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=7779114867274538874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7779114867274538874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7779114867274538874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/11/nota-esquizofrenica-os-moradores-clamam.html' title=''/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-124995328632526939</id><published>2010-11-26T19:58:00.006-02:00</published><updated>2010-11-26T20:39:51.303-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-feminismo'/><title type='text'>Brasília, Sede do Universo Paralelo do Nascimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPApBUm6GgI/AAAAAAAAA0A/eDcgQjHyrYg/s1600/lele.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPApBUm6GgI/AAAAAAAAA0A/eDcgQjHyrYg/s640/lele.jpg" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A partir de hoje, 26 de novembro, até o dia 30 o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília-DF- vai estar lotado de mulheres e homens que lutam pela redução da morbimortalidade materna e perinatal, pela redução dos índices de cesarianas desnecessárias, pela garantia dos direitos sexuais reprodutivos e pela humanização da assistência ao pré-natal, parto e pós-parto.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Presidida por Daphne Rattner, coordenadora do Ministério da Saúde da Mulher e Marcos Leite dos Santos, obstetra carioca radicado em Florianópolis, realiza-se a&amp;nbsp;&lt;b&gt;III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;A primeira, realizada em Fortaleza por iniciativa da Rehuna, Rede para Humanização do Nascimento, ocorreu em 2000 e agregou cerca de 1800 pessoas. Em 2005, no Rio de Janeiro, foram mais de 2.100 pessoas. Estima-se que esse ano o número seja ainda mais elevado com a escolha estratégica da Capital Federal para sediar o evento. Segundo Marcos Leite dos Santos, também presidente da Rehuna “&lt;i&gt;a III Conferência se propõe a apontar novos caminhos para as políticas públicas, para as práticas profissionais e para a atuação do movimento social”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPApmauHTwI/AAAAAAAAA0E/A7eXMCRj69w/s1600/blog+mam%25C3%25A3e+amamentando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPApmauHTwI/AAAAAAAAA0E/A7eXMCRj69w/s640/blog+mam%25C3%25A3e+amamentando.jpg" style="cursor: move;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Parteiras nacionais e internacionais, obstetras, pediatras, enfermeiras, psicólogas, terapeutas, e doulas dividirão seus conhecimentos científicos e práticos com o foco em um melhor atendimento para um importante ritual humano: o nascimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPAxFAvMhXI/AAAAAAAAA0Q/1A4K4yLXDLU/s1600/Mam%25C3%25A3e+e+Tami+rec%25C3%25A9m+nascida-2002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="419" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPAxFAvMhXI/AAAAAAAAA0Q/1A4K4yLXDLU/s640/Mam%25C3%25A3e+e+Tami+rec%25C3%25A9m+nascida-2002.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Descaracterizado como ritual familiar, o nascimento no Brasil foi banalizado nos últimos 50 anos, entrou para a linha de montagem hospitalar submetendo as mulheres a maus tratos via parto normal ou riscos desnecessários por meio de cirurgias eletivas sem indicação baseada em evidências, o que tem aumentado os índices de complicações materno-fetais e nascimentos de bebês prematuros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Na pauta do encontro, além de variadas oficinas, estão previstos os seguintes temas:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="textonavegacao" style="line-height: 15.75pt;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #4c4c4c; font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;Humanização na legislação de países latino-americanos e Caribe: o que existe e como avançar&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A importância da atenção à interculturalidade nos sistemas de saúde&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A judicialização da atenção ao parto&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Violência Institucional na Atenção Obstétrica&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Atenção ao parto domiciliar&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Estudos comparativos de local de parto&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Participação da(o) parceira(o) no processo de cuidado da gestação e parto&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Formação de profissionais para o novo modelo&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Aspectos psicológicos da gestação e no parto normal&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Atenção humanizada ao RN patológico&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A importância das práticas de atenção ao parto na amamentação&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Infantil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;No blog&amp;nbsp;&lt;a href="http://partonobrasil.blogspot.com/"&gt;http://partonobrasil.blogspot.com/&lt;/a&gt;, Ana Carolina, já em Brasília, promete uma cobertura completa. De saída deve trazer as novidades apontadas pela Professora Dra representante da USP, Simone Diniz, além dos bastidores do maior evento da área desse ano Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;b&gt;O mundo da humanização está em festa e nós brindamos a ele!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPAtO62Z4tI/AAAAAAAAA0M/nQGtF8TLk-o/s1600/OgAAABEVo3Zw26zAiCz1-NaxAIPQ4_65XrJs2IyQ1d1rpUQFB7H78S28e_rO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPAtO62Z4tI/AAAAAAAAA0M/nQGtF8TLk-o/s640/OgAAABEVo3Zw26zAiCz1-NaxAIPQ4_65XrJs2IyQ1d1rpUQFB7H78S28e_rO.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Helena e Gaia, que nasceram em suas casas, em 2009 - SC &amp;nbsp;e 1993 -ES&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-124995328632526939?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/124995328632526939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=124995328632526939&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/124995328632526939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/124995328632526939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/11/brasilia-sede-do-universo-paralelo-do.html' title='Brasília, Sede do Universo Paralelo do Nascimento'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TPApBUm6GgI/AAAAAAAAA0A/eDcgQjHyrYg/s72-c/lele.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-853622222984045992</id><published>2010-11-23T11:36:00.007-02:00</published><updated>2010-11-25T15:34:18.475-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voz da Criança'/><title type='text'>Cromossomos felizes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TOvFQ43QDDI/AAAAAAAAAz4/InUexf4yiqk/s1600/blog%2Bdown%2B3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542740660342230066" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TOvFQ43QDDI/AAAAAAAAAz4/InUexf4yiqk/s400/blog%2Bdown%2B3.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 229px; margin: 0 0 10px 10px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TOvFBkZxMHI/AAAAAAAAAzw/PVQE9xOowmE/s1600/blog%2Bdown2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt; &lt;/a&gt;   &lt;i&gt;&lt;b&gt;Cláudia Rodrigues *&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconteceu comigo. Em vez de 46 cromossomos fui formada com 47 e isso faz de mim uma portadora da Síndrome de Down. Você, papai e meus irmãos Caio, de 12 e Jonas, de 10 anos, levaram o maior susto quando nasci. O Caio ficou até com vergonha de mim, olha só que safado, mas agora, depois de nove meses, todos se orgulham do meu jeito. O Jonas sempre me avisa quando esqueço a língua para fora. Ele me leva para frente do espelho e ficamos brincando de por a língua para fora e para dentro. O Caio não sossegou enquanto não me fez sentar e passa falando para todo mundo que é o maior responsável por eu ser uma Down que aprendeu a sentar antes de completar nove meses. Bobagem dele, eu ia mesmo sentar nessa data. Papai sempre quis ter uma filha e isso faz de mim alguém ainda mais especial; a Síndrome de Down é mais comum em meninos. É papai também quem faz aula de natação comigo duas vezes por semana. Esse cuidado é para que eu desenvolva meus músculos; nós, pessoal dos 47 cromossomos, temos tendência a engordar quando não praticamos exercícios.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TOvFBkZxMHI/AAAAAAAAAzw/PVQE9xOowmE/s400/blog%2Bdown2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é você mamãe, por enquanto, a pessoa que passa o maior tempo ao meu lado. Os bebês, os que vêm ao mundo com os tais 46 cromossomos, aprendem por imitação e experimentação, desde a linguagem até os movimentos e raciocínios, dos mais simples aos mais complexos. Para mim é quase a mesma coisa, só que um pouco mais demorado. Hoje, por exemplo, acordei com a maior preguiça, não queria sentar de jeito algum. Você me colocou em frente à caixa de brinquedos, mas fui logo deitando sem interesse por qualquer coisa. Foi quando chegou o Jonas e resolveu sentar na minha frente e cantar agitando um caminhãozinho. Despertei como num passe de mágica e comecei, não somente a brincar com o caminhão, como também a cantar, imitando perfeitamente, com meus próprios sons, a cantilena de Jonas. Foi demais mãe! Todos pararam para me ver e me senti muito esperta. Agora estou jantando em meu cadeirão com a família toda. Você me dá uma colherada e depois come um pouco no seu prato, exatamente como fazia com meus irmãos. E o que mais vale na minha vida, sabe mãe, é que apesar de eu ser diferente da maioria das crianças e precisar de muita motivação, não sou um peso nessa família, ao contrário, sou a menina que faltava, uma companheirinha sua, a garotinha do papai que despertou um sonho esquecido. Não sou perfeita, ninguém é, e o susto que preguei em vocês ao nascer é hoje um fato velho e esquecido que tinha ranço de preconceito. Sou a Bruna, uma figura, como diz o Caio, uma princesa como me chama o vovô, uma peça como fala o tio Léo. Por essas e por outras é que você, papai, e nossa família toda não fazem o gênero coitados, os que foram castigados pelo destino. Não sou castigo de ninguém e ninguém por aqui é meu castigo. Vocês já eram felizes antes de eu nascer e a minha chegada só trouxe mais união e alegrias, sem contar com o alívio divino que todas as pessoas sentem quando se libertam de preconceitos. Sou Down sim,  e em meus olhinhos amendoados cabe todo mistério do mundo e ainda sobeja vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-853622222984045992?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/853622222984045992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=853622222984045992&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/853622222984045992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/853622222984045992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/11/cromossomos-felizes.html' title='Cromossomos felizes'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TOvFQ43QDDI/AAAAAAAAAz4/InUexf4yiqk/s72-c/blog%2Bdown%2B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-7925373532037481523</id><published>2010-11-14T12:56:00.007-02:00</published><updated>2010-11-14T13:21:45.510-02:00</updated><title type='text'>Prevenção e combate à pedofilia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TN_5LvkU_jI/AAAAAAAAAxw/3oS1IdIKQOo/s1600/bater-filhos-grande.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 328px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TN_5LvkU_jI/AAAAAAAAAxw/3oS1IdIKQOo/s400/bater-filhos-grande.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539420046831713842" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;Cláudia Rodrigues&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;Acaba de ser deletado da loja virtual da Amazon o livro digital “The Pedophiles to Love and Pleasure; a Childlover´s Code of Conduct”. O guia para pedófilos, da autoria de Philip R. Greaves II, estava sendo comercializado online. Disponível desde 28 de outubro estava entre os 100 mais vendidos. A Amazon chegou a defender a venda com base no direito individual à escolha apelando que seria censura, mas cedeu à pressão de milhares de usuários que ameaçaram boicote à loja. &lt;a href="http://www.xn--espaovital-r6a.com.br/"&gt;www.espaçovital.com.br&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;Combater é preciso, prevenir é fundamental.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;O veneno da pedofilia não está no ar, é contraído nos lares, nos vícios das relações familiares que diminuem os direitos da criança. Bater nos filhos, insultar e humilhar as crianças, ao contrário do que se defende e temos feito ao longo do processo civilizatório, no Oriente e no Ocidente excetuando-se alguns comportamentos familiares tribais e pontuais, abre uma chaga de carência que facilita o acesso dos pedófilos às crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;Engana-se quem acha que   ao elevar o ego dos filhos por meio da violência, vai ajudar a fortalecer a dignidade, a determinação e a unidade da personalidade. Piora muito quando&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;culpa se transforma em mimos, dinheiro e regalias do consumo. A criança instigada a ter um comportamento violento e invasivo é aquela que é submetida a isso por meio da educação. A criança imita o adulto, aprende a imitá-lo desde tenra idade e tenderá a passar adiante aquilo que aprendeu. Praticar a chantagem como um valor nas relações pode ser evitado, mas retirar a violência doméstica de circulação é essencial para a prevenção à pedofilia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TN_8Pu93j4I/AAAAAAAAAyI/EdtJyhZ3waE/s400/crian%25C3%25A7a%2Bvidro.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;Ensinar dignidade é tratar com dignidade. Todo ser humano busca por princípio básico de sobrevivência o prazer e o reconhecimento por ser quem é. Se a criança aprende que prazer e reconhecimento têm alguma ligação com a violência, o desrespeito e a humilhação, passa a ser natural para ela sentir-se atraída por um adulto afável. Inicialmente ela acredita que esse adulto, sedutor e bonzinho, vai redimi-la e então ela poderá vingar-se, ser má com ele, por isso começa a ceder aos prazeres sexuais. A sexualidade é um impulso agressivo em nós. A criança, por meio desse impulso, permite o acesso do adulto abusador, que nem sempre é agressivo e pode passar anos abusando sem matar ou machucar, apenas submetendo. Ao permitir o acesso ela está, de certa maneira, vingando-se dos pais. É claro que fica presa à submissão, ainda maior, da qual fugia inicialmente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TN_9HKets_I/AAAAAAAAAyQ/pwFRmGL-m9E/s400/mtg%2Bjhst.bmp" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;A criança que desde tenra idade vive seu corpo como unidade, íntimo, que não sente carícias sexualizadas, não apanha, não é insultada e conta com a companhia e o afeto genuíno dos pais, não será pega por um abusador, ela não terá links com ele, o rejeitará como uma comida ruim porque já desfruta de relações melhores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;Infelizmente os abusadores não são os únicos pedófilos com quem devemos nos preocupar, existem os pedófilos assassinos, aqueles que buscam prazer e morte imediata de suas vítimas, mas são mais raros e também impossíveis de serem detidos pela alma de qualquer criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;Em tempo: no combate à pedofília e na prevenção de neuroses não pode haver lugar para a homofobia. Seria um erro crasso esse tipo de confusão. Pedófilos não são heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Pedófilos são doentes sexuais, pessoas incapazes de encarar a sexualidade adulta com prazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-7925373532037481523?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/7925373532037481523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=7925373532037481523&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7925373532037481523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/7925373532037481523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/11/prevencao-e-combate-pedofilia.html' title='Prevenção e combate à pedofilia'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TN_5LvkU_jI/AAAAAAAAAxw/3oS1IdIKQOo/s72-c/bater-filhos-grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-3895737314934565259</id><published>2010-11-03T12:15:00.010-02:00</published><updated>2010-11-03T12:59:47.505-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marketing'/><title type='text'>Celular no avião. Vamos refletir?</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cláudia Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNF2uVWY8PI/AAAAAAAAAxo/tixT3UAZTLo/s1600/celular_aula2.jpg"&gt;
&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFy_S6FGRI/AAAAAAAAAxY/2fX3ODFQxJo/s1600/celulares-zumbis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFy_S6FGRI/AAAAAAAAAxY/2fX3ODFQxJo/s400/celulares-zumbis.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535331848747817234" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFxHACm4iI/AAAAAAAAAxQ/96evE1iYQ_E/s1600/celular+loco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 375px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFxHACm4iI/AAAAAAAAAxQ/96evE1iYQ_E/s400/celular+loco.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535329782099010082" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFw8x4LPEI/AAAAAAAAAxI/KJJ0BqvxcHs/s1600/celular+mercedez.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 361px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFw8x4LPEI/AAAAAAAAAxI/KJJ0BqvxcHs/s400/celular+mercedez.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535329606498466882" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFwzas11aI/AAAAAAAAAxA/VSH92DBml5M/s1600/celular+loucura.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFwzas11aI/AAAAAAAAAxA/VSH92DBml5M/s400/celular+loucura.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535329445658088866" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFwn8ZXFfI/AAAAAAAAAw4/8RhelH-ricU/s1600/celular+lixo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFwn8ZXFfI/AAAAAAAAAw4/8RhelH-ricU/s400/celular+lixo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535329248544757234" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;A entrada dos telefones celulares em nossas vidas tem pouco mais de 20 anos. Eles chegaram no início da década de 1990 robustos, pesados, caros, eram sinônimo de breguice tecnológica. Na época eu vivia em São José do Rio Preto, interior de São Paulo e não aderi à moda, que me parecia risível, indelicada e pouco prática. Passava vergonha alheia de ver aquele povo falando de sua vida pessoal aos berros -- o sinal não era bom e às vezes as pessoas precisavam se agachar, retorcerem-se e subir rampas para escutar o interlocutor -- mas o pior mesmo era estar falando com um amigo pessoalmente e de repente ser interrompida por uma ligação. Jantares, reuniões de trabalho, absolutamente em todas as situações o celular se impunha como o rei do status em comunicação tecnológica e todos os demais presentes ficavam ali à espera do final da conversa do escolhido da hora. Não havia ainda a regra social de desligar o aparelho, bacana era ele tocar e interromper o que fosse. No começo foi difícil retirar os celulares até dos cinemas. Nunca faltava um tipo sem noção para falar de sua vida no meio de um filme, mas aos poucos, conforme foi se expandindo, estabeleceram-se as regras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;Faz relativamente pouco tempo que o aparelho começou a ser banido das escolas, mas ainda existem escolas mais comerciais e coniventes com a neurose de controle dos pais modernos, que permitem o uso do celular dentro do território escolar. E sim existem mães que ficam ligando para a professora no meio de um passeio escolar para saber se o filho está vestindo o pulôver. Os celulares entraram na educação pela porta dos fundos e passaram a ser um meio de controle, desconfiança maquiada de cuidado, das crianças e adolescentes. Oh sim, os celulares já salvaram vidas, graças aos celulares assaltos foram evitados, pessoas livraram-se de pesares por meio dessa tecnologia, que é mesmo indispensável à vida moderna; isso não se discute. O que se discute é a não discussão do celular como extensão do corpo humano em todo e qualquer lugar, sem distinção, sem exceções. Temos de lembrar que embora haja atualmente até certa civilidade no uso, uma discrição no layout e sinais ótimos, a voracidade do mercado em cima do povo possotudocomdinheiro está nos levando à nova banalização do uso dos celulares, já permitido em vôos nacionais. É a volta da breguice, da deseducação, a perda dos limites da utilidade, da necessidade em prol do mercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;Nem questiono a falta de segurança do uso de aparelhos celulares em aviões, até então usada e bem argumentada por físicos, como motivo para a proibição irrestrita de uso a bordo. Ok, eles reavaliaram e agora pode, pagando bem pode. A TAM deu a largada e oferece o serviço de telefonia móvel o bordo do Airbus A 321 para até 8 passageiros ao mesmo tempo. O minuto deve custar R$7,00. Esse dinheiro todo deve ser para garantir a segurança dos demais passageiros. Talvez seja para pagar os eventuais riscos a médio ou longo prazo ou apenas uma traquinagem para preencher o buraco econômico das cias aéreas. Nem de longe é um serviço prioritário, parece mais um dos golpes de marketing direcionado ao público do possotudocomdinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;Que tipo de contrato social é esse que estamos construindo de mal cumprimentarmos as pessoas ao nosso redor ao mesmo tempo em que desandamos a falar de intimidades profissionais e pessoais para todos dentro de um tubo lotado de estranhos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;Que tipo de gente é essa que não consegue fazer uma viagem sem falar ao celular?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;E finalmente, o que foi que mudou nas leis da física a respeito do uso de celulares que tornou seguro o uso de 8 aparelhos ao mesmo tempo no caos aéreo, ainda em reforma e transtornos, no Brasil?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana; color:#5C5751"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-3895737314934565259?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/3895737314934565259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=3895737314934565259&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3895737314934565259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/3895737314934565259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/11/celular-no-aviao-vamos-refletir.html' title='Celular no avião. Vamos refletir?'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TNFy_S6FGRI/AAAAAAAAAxY/2fX3ODFQxJo/s72-c/celulares-zumbis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5410952168845190686</id><published>2010-10-21T16:14:00.009-02:00</published><updated>2010-10-21T16:49:45.048-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voz da Criança'/><title type='text'>Carta a meu pai</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Cláudia Rodrigues&lt;/span&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCHqgR-lMI/AAAAAAAAAvI/bEAq6EWJlHE/s1600/Geraldo-lendo+Gaia-1993.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 270px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCHqgR-lMI/AAAAAAAAAvI/bEAq6EWJlHE/s400/Geraldo-lendo+Gaia-1993.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530569506700563650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;








Sempre fico aqui falando com mamãe e apenas cito sua presença na minha vida. Falha minha pai, é porque sou bebê ainda e bebês são muito apegados com suas mães nos primeiros meses de vida. Logo depois que nasci fiquei em estado de semi-simbiose com ela e agora, aos nove meses, ainda sou todo derretido por aquela cheirosa.
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCGsiGuaaI/AAAAAAAAAu4/gFqkne_PfL4/s1600/Geraldo+e+Tami+rec%C3%A9m+nascida.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCGsiGuaaI/AAAAAAAAAu4/gFqkne_PfL4/s400/Geraldo+e+Tami+rec%C3%A9m+nascida.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530568442038348194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas cá para nós dois, é bem verdade que já somos amigos e não posso negar que quando mamãe fica estressadinha, tudo que quero é você, seu colo forte e protetor por natureza que dispensa os excessos de cuidados que as mamães tanto prezam. Afinal,  já sou um bebezão!
Gosto dessa sua simplicidade de homem, dessa coisa de não complicar com roupas, babadores, presilhas, enfeites. Também não ligo muito para esses detalhes, não prefiro, não mesmo!
Dia desses mamãe deixou tudo arrumadinho para você me dar um banho, mas na hora de pegar todas as coisas, comigo no colo, acabou esquecendo a toalha de nenê de ursinho dobrada em cima da cama. Daí, com medo que eu passasse frio, me enrolou na sua gigantesca toalha que estava no banheiro. Adorei, me senti até importante, mas acontece que  mamãe nos pegou no flagra bem no meio do corredor. Ela deu a maior bronca em você e ficou um tempão falando. Fiquei solidário, só lambendo a água que escorria das minhas bochechas e não dei um pio. Sou seu amigo nessas horas difíceis também, pois sei bem como é complicado entender as mulheres, estou sacando a luta. Elas são umas gracinhas, cheirosas, lisinhas, têm intuição, mas observam tudo nos mínimos detalhes, até uma diferença de toalha! Às vezes observam tanto que se estressam, falam várias vezes a mesma frase, franzem as sobrancelhas, é incrível como conseguem passar de fadas a bruxas em um minuto. Na semana passada, depois de muita conversa, ela com cara de maluca, vocês decidiram que eu já estava levado demais para ficar com a vovó enquanto vocês trabalham e então resolveram me colocar na escolinha por meio período. Mamãe me levou todos os dias e todos os dias abri o maior berreiro na porta da escola. Não é ruim lá, diga-se de passagem, é bem legal e passa rápido porque eu só fico na parte da manhã. Tem uns bebês até menorzinhos, que nem sabem engatinhar. Eu já sei engatinhar e faço mil gracinhas para as professoras. Elas vivem me chamando de lindo, mas eu dou o maior trabalho para elas. Sempre tem uma correndo atrás de mim.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCHSagl0AI/AAAAAAAAAvA/7W_skR6FhAg/s1600/V%C3%ADtor+e+Fuks.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 272px; height: 374px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCHSagl0AI/AAAAAAAAAvA/7W_skR6FhAg/s400/V%C3%ADtor+e+Fuks.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530569092834381826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Firmeza mesmo eu senti hoje de manhã, primeiro dia em que não chorei para ficar na escola. Mamãe se enrolou com o secador de cabelos, o cabelo ficou virado de lado e ela tinha uma reunião importante com um chefe novo, um tal de Espanhol. Para tranquilizá-la você disse que me levaria à escola. Pôxa, pai, valeu! Foi mesmo muito diferente dos outros dias. Você foi conversando comigo, com sua voz calma e grave. Eu ia olhando seus braços peludos dirigindo e ouvindo você contar sobre as escolas de antigamente, como você brincava com seus colegas, que um dia eu iria até jogar futebol, que encontrasse uma bola de pano para ir treinando. Quando chegamos lá você achou tudo bonito e até deu um passeio comigo pelo quintal para conhecer a escola que mamãe havia escolhido, depois achou uma bola de pano e deu para eu segurar falando que aquela era a tal bola que havia falado no carro. Nos distraimos e você percebeu que precisava ir embora e então falou assim, curto e reto: “Filhão, segura a bola, agora vou trabalhar e depois a vovó vem buscar você”. Sabe pai, eu senti uma segurança dentro de mim, uma coisa que só pai pode dar pra gente.  E assim, como se fosse a coisa mais fácil e natural do mundo, você me entregou para a professora e se foi. Eu também achei tudo muito natural e ainda dei tchauzinho arrancando um último sorriso seu.
Pois é, paizão, têm coisas que nós dois juntos damos conta como ninguém. Esse negócio de separação, de eu ser eu e você ser você, já nasceu resolvido para nós dois. Ai, ai, ainda bem que pais existem. Um mundo só de mães seria um vexame de explosões amorosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5410952168845190686?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5410952168845190686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5410952168845190686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5410952168845190686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5410952168845190686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/10/carta-meu-pai.html' title='Carta a meu pai'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TMCHqgR-lMI/AAAAAAAAAvI/bEAq6EWJlHE/s72-c/Geraldo-lendo+Gaia-1993.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-5065592402441058465</id><published>2010-10-16T19:45:00.010-03:00</published><updated>2010-10-17T14:55:05.652-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lógica econômica'/><title type='text'>Terceira Idade, esse termo turbinado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo65bAUx1I/AAAAAAAAAug/peTiJicZqeM/s1600/velha+com+vergonha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 397px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo65bAUx1I/AAAAAAAAAug/peTiJicZqeM/s400/velha+com+vergonha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528796250726778706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por Cláudia Rodrigues&lt;/span&gt;


&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A funcionária da companhia aérea chama: &lt;i style=""&gt;“gestantes, pessoas acompanhadas de crianças de colo, pessoas com deficiências e idosos com mais de 60 anos têm preferência no embarque.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rapidamente um bando de mulheres e homens apressados – normalmente os que têm entre 18 e 50 anos – salta na frente e chega primeiro à fila. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Algumas gestantes e mulheres com crianças encostam ao lado do balcão e são encaminhadas, sob a pressão dos adultos inquietos. Os tais “idosos” costumam ficar esperando sentados porque são inteligentes e sabem que caso resolvam se enfiar na frente dos truculentos executivos – ou fantasiados de – que andam em grupos; podem é sofrer empurrões. Essa cena se repete diariamente centenas de vezes nos aeroportos do país.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como muitas outras coisas, em muitos outros setores da sociedade moderna, a marquetagem de apelidar as pessoas maiores de 60 anos de Terceira Idade, Melhor Idade, Mais Idade só serviu para aumentar a exploração comercial em cima desse público e submetê-lo ainda mais aos desígnios do mercado; não para honrá-lo. A consideração nas palavras da comissária não têm significado prático, exatamente providência alguma é tomada, com exceção para os idosos cadeirantes ou visivelmente doentes. O termo, essa brincadeirinha semântica que parece ingênua, serve para manter tudo nas aparências, palavras apenas, que retiram a consciência real sobre as razões pelas quais quem tem mais de 60 anos merece um atendimento prioritário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ignoro e prefiro continuar ignorando a pessoa que inventou esse termo turbinado: Terceira Idade. Achei pior quando rebatizaram de Melhor Idade. Não entendo porque adultos com mais de 60 anos precisam ter apelido sobre a fase da vida em que estão. Em primeiro lugar uma pessoa depois dos 60 não permanece na mesma fase, nesse bloco “Terceira Idade”, “Melhor Idade” até morrer porque continuamos sempre em desenvolvimento. Não é uma única fase, nenhuma fase na vida dos humanos é assim tão longa e estática, como acabamos entendendo quando resumimos as pessoas maiores de 60 anos, os antigos idosos ou velhinhos, à Terceira Idade, Melhor Idade. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo6iSan6iI/AAAAAAAAAuQ/ZOc1c1QKVrg/s1600/velha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 360px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo6iSan6iI/AAAAAAAAAuQ/ZOc1c1QKVrg/s400/velha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528795853284174370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Embora as fases &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a partir dos 30 anos do desenvolvimento causem essa espécie de mal-estar social, que além de gerar comportamentos bizarros, como o desespero coletivo para esconder o tempo inscrito no corpo, seja mentindo sobre o número de anos ou travando verdadeiras guerras hormonais e estéticas contra o organismo; ele tem aí seu ritmo e o que perde em desgaste físico e em memória recente, ganha em capacidade associativa e memória histórica. Naturalmente não nos tornamos incompetentes, física ou mentalmente, e já se sabe que a prática diaria de exercícios mantém qualquer pessoa, em qualquer idade, mais saudável e bem disposta.
&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que pega é justamente a ignorância sobre a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; terceridade,&lt;/span&gt; a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;melhoridade&lt;/span&gt;, a idade em que naturalmente passaríamos a ligar menos para as banalidades e mais para as profundidades Bem nessa fase, em nome de "demonstrar" disposição  não fica bem ter rugas, engordar um pouco ou ter cabelos brancos, é preciso continuar usando fantasia de adulto jovem, portar-se, postar-se em sucessos e jamais ceder ao apelo de um prazer maior, muy interno como pede o corpo mais maduro. Tem que ainda aparentar, aparentar, aparentar e perder tempo deixando de ser. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo6vjtPbDI/AAAAAAAAAuY/zFx5CE7tVcI/s1600/velha+fones.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 306px; height: 251px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo6vjtPbDI/AAAAAAAAAuY/zFx5CE7tVcI/s400/velha+fones.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528796081263963186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Irritante o mercado perverso de consumo e exploração em cima das pessoas que passaram dos 60 anos. Nada contra as viagens em turmas de amigos com interesses comuns e por coincidência, fases próximas, idades semelhantes, está tudo certo e ainda tenho 46 anos, mas espero sinceramente que até chegar aos 60 tenha saído de moda esse apelido turbinado, massificado para toda e qualquer pessoa que passa dos 60 anos. Tomara que mais pessoas se rebelem e assumam  seus cabelos brancos, suas carecas, suas rugas e nem por isso deixem de amar, fazer sexo, viajar e viver bem até o último suspiro. E tomara, tomara mesmo que se imponham mais e ganhem da sociedade os bônus que merecem, saindo desse lugar de bem comportadas disfarçadas de menor idade.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tom podia ser &lt;i style=""&gt;“Ei, você chegou lá, bônus para você, agora terá um atendimento preferencial”&lt;/i&gt;. A idéia que acabamos tendo atualmente é: &lt;i style=""&gt;Ei , não levante e venha para fila para não dar bandeira, disfarce, finja que ainda tem os mesmos olhos, a mesma audição, a mesma força muscular e espere sentado para não levar um empurrão de um apressadinho de 30. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A realidade nua e crua é que o apelido de “Terceira Idade” não é um bônus, ainda que tenha aliviado a pecha de incompetência que estava grudada no termo “idoso”. É um ônus turbinado, até porque vai ficar para sempre. O sujeito pode fazer 65, 78, 84, 91, sempre vai estar na mesma turma da Melhor Idade. E já que é melhor a idade, que se danem os velhos, fiquem por último ali fingindo que não são vividos o bastante para merecerem uma atenção especial. Os Super Idosos que se ferrem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É claro que pessoas com 60 anos ou mais merecem esperar menos numa fila, mesmo quando muito saudáveis, por motivos óbvios e inerentes às características que vamos adquirindo: visão menos aguçada, musculatura mais frágil, ossos mais desgastados, capacidade auditiva reduzida... Pois justamente por isso os maiores de 60 não precisam do termo Melhor Idade. Melhor Idade deve ter a conta bancária do marqueteiro que inventou essa balela. Terceira idade? Como assim, se não existe primeira idade, segunda idade?&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo-01hFzDI/AAAAAAAAAuw/waSi_7O2Ja8/s1600/blog+velhos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 282px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo-01hFzDI/AAAAAAAAAuw/waSi_7O2Ja8/s400/blog+velhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528800569990695986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os apelidos que já chegaram com um cifrão na ideologia apostando nas vantagens da idade, ignoram o que há de verdadeiramente bom e útil em sermos mais velhos. O desenvolvimento humano não termina por volta dos 25 anos, vamos nos tornando menos aptos fisicamente, mas mais bombados no cérebro com aumento de capacidade associativa e de reflexão. Se elegância também vale como sabedoria, mais um ponto aí para o pessoal da “terceridade”. Além de terem inteligência suficiente para evitar o confronto com os bombadões do terninho e as cansadas do salto alto, primam pelo raciocínio lógico de que o voo não vai sair antes para os que entrarem primeiro e acabam tendo a vantagem de dispensarem um enorme tempo em pé na fila.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo7VgOC_RI/AAAAAAAAAuo/c5bJUgg_bso/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 256px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo7VgOC_RI/AAAAAAAAAuo/c5bJUgg_bso/s400/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528796733162847506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora, que seria beleza se os adultos jovens entendessem que por trás dos termos pejorativos existem pessoas que merecem nossa reverência por estarem ali viajando, vivendo, trabalhando, se divertindo apesar dos inevitáveis sintomas da idade, isso seria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3803501690737178614-5065592402441058465?l=buenaleche-buenaleche.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/feeds/5065592402441058465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3803501690737178614&amp;postID=5065592402441058465&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5065592402441058465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3803501690737178614/posts/default/5065592402441058465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/10/terceira-idade-esse-termo-turbinado.html' title='Terceira Idade, esse termo turbinado'/><author><name>Buena Leche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16211442327221640427</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/Sn2HOh6zT5I/AAAAAAAAAAU/1R9OjVIYbps/S220/tentativa+013+P%26B.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TLo65bAUx1I/AAAAAAAAAug/peTiJicZqeM/s72-c/velha+com+vergonha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3803501690737178614.post-8194722983260499522</id><published>2010-10-02T14:56:00.018-03:00</published><updated>2010-10-05T19:27:34.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedaços íntimos'/><title type='text'>A superioridade das galinhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TKd3WPl_JEI/AAAAAAAAAt4/giY90Ppk9zY/s1600/galo-e-galinhas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 245px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PuNh8P5G0ts/TKd3WPl_JEI/AAAAAAAAAt4/giY90Ppk9zY/s400/galo-e-galinhas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523514692019889218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Por Cláudia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;



&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w
