segunda-feira, 13 de abril de 2015

A criança de dois anos e os terríveis adultos que cuidam dela


Cláudia Rodrigues
A criança de dois anos ainda é, em parte, um bebê, o mais esperto e apto dos bebês. Do segundo para o terceiro ano de vida ela vai deixando o jeitão de bebê para trás e tornando-se o que consideramos de fato uma criança, em plena fase social e lúdica. Quando os adultos respeitam e aceitam o desejo de autonomia que surge na criança a partir dos dois anos, ela sai das fraldas, desmama, larga a chupeta, dorme mais facilmente sem embalo apreciando uma história, uma conversa de fim de dia. É apta para ser uma companheirinha, já consegue esperar, entende o que falamos, responde, pergunta, imita nossos gestos e afazeres.

Mas o que mais se vê é criança de dois anos sendo apelidada de terrível, existe a expressão terrible twos para dar referência à fase de desejo e aptidão por autonomia, muitas vezes confundida pelos adultos como teimosia.

Afinal, o que perdem os pais com a criança maiorzinha?


Perdem controle e são exigidos em musculatura e criatividade, isso irrita alguns adultos que se engalfinham em brigas com as pequenas criaturas.
A criança de dois anos acha divertidíssimo vasculhar a casa, pesquisar, abrir torneiras, desembolar meias, puxar rolo de papel higiênico, subir em cadeiras, bancos, armários, mexer com água, terra, farinha. Se ela não for levada para brincar em uma praça, um parque, fará da sua casa o seu "playground"e se for também fará, talvez apenas com um pouco menos de intensidade. Cabe aos pais ensinar como se folheia livros sem rasgar, como pintar tal parede forrada com papel e não outra, como carregar por alguns metros um copo de vidro sem quebrar, aliás essa última é uma façanha que toda criança de dois anos ama fazer, mas que fará muito mal com cuidadores nervosos, ansiosos e pré-prontos para um drama de escadaria.


A maior parte dos bebês ao completar dois anos já dorme a noite inteira justamente porque o dia é alucinante em desfrutes depois da longa jornada de 24 meses em que se dedicaram a ver melhor, ouvir melhor, decodificar a linguagem, além de arrastarem-se até engatinhar e andar. Foi um baita trabalho, o adultos têm o dever de compreender isso!

Aos dois anos a criança está comemorando o gran finale da primeira parte do seu desenvolvimento e fica irritadíssima ao ser tratada como idiota, alguém sem "opinião". Ficam frustradas se as arrancam do chão para o colo em caso disso não ter sido minimamente compreendido e da mesma forma ficam furiosas se pedem colo e não ganham, em caso de tédio ou cansaço. O adulto, irado, muitas vezes acha que a criança é apenas folgada e "cheia de vontades", mas ela é somente um bebezão e os raciocínios mais complexos estão iniciando.

Ela absolutamente não entende que está na hora de ir embora se isso for feito de supetão, ela precisa de duas ou mais vezes de uma mesma frase de repetição para elaborar e aí sim pode ser uma colaboradora melhor. Por exemplo, no parquinho: "olha, nós vamos encher o balde mais três vezes e e depois vamos". Ela pode não entender matematicamente o que são três vezes, mas vai ficar fascinada em ouvir e ver o que são três vezes e vai colaborar. Agora, quando o adulto diz "vamos, está na hora!" ela é capaz de surtar nos tais terrible twos  simplesmente porque sua autonomia é seu calcanhar de aquiles. Ela aceita aprender, aceita e gosta de imitar o adulto, mas há uma linha tênue aí na hora do adulto tratá-la como se ela estivesse com um ano. Bebês de um ano aceitam melhor a engambelação feita pelos adultos, protestam por poucos minutos e logo se distraem com outra coisa, mas crianças de dois anos simplesmente não aceitam engambelação, exigem respeito, são pequenas cidadãs.

A boa nova é que se bem tratada e compreendida no funcionamento de seu cérebro, a criança de 3, 4 anos chega a essa fase sem ataques de birra e capaz de conversar, até mesmo argumentar. Agora, se foi pouco ouvida, se o que ela queria valia uma vez e outra não, se pais, mães ou cuidadores não tiveram critérios e nem paciência para entendê-la, ela chegará um monstrinho aos quatro anos porque finalmente, com capacidades mais desenvolvidas, vai colocar para fora o que viveu e o que não pôde viver aos dois anos. Fase de entender regras mais complexas, como não roubar em jogos, por exemplo, a criança de 4 anos pode se recusar a isso e o que está por trás é nada menos que mágoa por não ter sido respeitada anteriormente. Ela vai precisar processar e jogar para fora, elaborando do jeito dela o que fizeram com ela. Se foi manipulada, vai manipular, se foi desrespeitada vai desrespeitar, se não foi ouvida, vai gritar.

E aí, quem sabe, vão inventar o terrible four, mas de verdade o maior trabalho e a maior alegria de cuidar de uma criança é compreender como ela funciona de acordo com seu estágio de desenvolvimento, sempre mais recebendo do que dando, observando mais do que determinando, sacando o que ela sente por trás de seus raciocínios bem simples, mais vinculados com prazer do que com dever.

Criança que fica mimada não é criança que se sente compreendida, crianças mimadas são crianças que foram incompreendidas, preenchidas com coisas para calarem suas bocas e tudo que uma criança a partir de dois anos precisa é de menos investimento oral e nível quase zero de engambelamento. Comum que coma menos do que comia com um ano, comum que não prefira ficar vendo TV e comendo, mas aprontando livremente pela casa. O doce como suborno sempre funciona de imediato, assim como palmadas e gritos, insultos e isso faz não só com que o adulto traia a criança, mas ela própria se sinta em traição a seus desejos, o que é bem mais complicado. É mais rápido escolher a educação violenta, sedutora ou combinar essas duas formas de levar a criança, mas o preço pode ser alto para a convivência com os filhos, que é para sempre.

A partir de dois anos a criança está apta para livrar-se dos consolos orais, da mamadeira ao peito, da chupeta ao mingau, mas para isso necessita de adultos dispostos a soltá-la para correr, fuçar, pesquisar o ambiente e interagir com ela de maneira menos oralizada. Adultos preguiçosos costumam reclamar mais de cuidar de crianças de dois anos, adultos preguiçosos são adultos, eles mesmos, pendurados na fase oral do desenvolvimento.






40 comentários:

  1. Olá Claudia, minha filha está numa fase bem complicada, ela tem 2 anos e 9 meses, diz que quer fazer as coisas mas depois não faz, as vezes invoca que não quer tomar banho, ou que não quer limpar o coco do bumbum, ou que não quer comer, ou que quer ver TV o dia inteiro, tento conversar e ultimamante estou impondo a minha decisão ignorando a gritaria. Ela chora, grita, fica irritada...eu fico perdida...não sei o que fazer...
    O que fazer nessas horas? deixo ela ver TV o dia todo? Deixo ela com o bumbum cheio de cocô?

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    1. um dia eu li um texto e uma das grandes super dicas que ficou marcada é: sempre mostre escolhas pra criança, nunca uma imposição. por ex: ao invés de dizer: "vamos calçar o sapato?" diga: "qual desses dois sapatos você vai querer calçar". experimente na sua casa essa dica. deixe ela escolher quando vai arrumar a bagunça que ela fez, antes ou depois do jantar ou do banho, por ex...

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    2. Minha filha tem a mesma idade às vezes ela não quer tomar banho pq está brincando ou assistindo um desenho, eu explico que ela vai parar só um pouquinho pra tomar banho e logo vai voltar a brincar, falo pra ela escolher o brinquedo que quer levar pro banho e muitas vezes ela pega varios brinquedos e fica feliz de ir outras vezes ela não aceita, eu a levo pro banho mesmo assim, As vezes faço uma brincadeira de pega pega pra ir pro banho e quando a pego no colo ela está as gargalhadas e pronta pra ir.Depois de limpá-la deixo entrar na banheira e brincar aí ela não quer mais sair rsrs

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    3. Aqui também funciona,vamos levar o barco, o cavalo ou o carro para tomar banho também, na hora de vestir roupas corre na cama, pergunto vc pode me ajudar segurando o creme? Da super certo.

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  2. A criança que faz birra é uma criança que foi acostumada a conseguir as coisas por meio da birra. A criança tem o direito de protestar, de não querer parar de brincar, ela pode desabafar, chorar, os adultos devem esperar passar a crise e manterem-se firmes nas regras do que deve ser feito. Não se negocia com criança tendo ataque, espera-se o ataque passar sempre e depois firmeza e empatia, dando á criança a certeza de que ela foi compreendida, o que nem de longe quer dizer fazer o que ela quer sempre: " é isso, é assim que precisa ser nesse momento, entendo que você não goste de tomar banho, eu também não gostava, mas é necessário e passa logo."
    A criança pode ter uma crise porque quer comer a sobremesa antes do almoço, mas se as regras da família não permitem isso, então a firmeza é importante. "entendo que você prefere o doce, o doce é gostoso, mas o doce não é comida, não é nem necessário, primeiro precisamos comer, eu sinto muito mas não vou te dar o doce antes"
    Toda criança que entra em queda de braço, não no desabafo normal de não gostar de algo, de protestar apenas, é aquela criança que já obteve N vezes o que quis por meio de pirraça. Ou seja, a pirraça é livre, mas o direito da criança acaba onde começa o direito do adulto também de educar.
    O banho pode ser prazeroso, um momento de relaxar, isso pode ser dito e oferecido à criança, mas se ela quer encarar o banho apenas como obrigação, então que assim seja. "olha, você vai tomar banho, se quiser podemos fazer isso rapidinho, mas deverá ser feito, depois você pode retornar a brincar"

    O errado é prometer mundo e fundos, no estilo se você tomar banho vai receber tal coisa, se você não tomar não vai ganhar X. Enfim, a relação de chantagem, ameaça e barganha sempre gera uma resposta de chantagem, ameaça e barganha.

    Os pais não devem ficar excessivamente irritados porque a criança não está feliz ou porque não podem atendê-la no que ela deseja, prazer 100% do tempo. É preciso que os adultos saibam lidar com a própria frustração.

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    1. Meu filho ainda ta nessa de banho, mas tem melhorado, eu sempre disse q a ele q higiene é necessário pr cinta dos germes e tals, claro q explicando de acordo com o entendimento dele, q falta de higiene faz ficar dodói, etc. Mesmo negando sempre expliquei o pq, sempre com a verdade dentro do q eoe precisa saber. E assim tem sido mais facio enfrentarbos obstáculos da educação. Att Cinthia

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    2. A frustração também educa! Limite e delicadeza são essenciais!

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  3. Gostei muito! Sou tia de gêmeos lindos de 2 anos estou de férias com eles e vou me lembrar das suas dicas. Obrigada Maria Fernanda Falk

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  4. Quando eu era criança não se discutia a questão do cérebro mamífero, dos saltos de desenvolvimento, dos picos de crescimento... qualquer choro da criança era birra e pronto, larga pra lá que se der atenção ela vai ficar mais manhosa ainda.

    Vi crescer comigo uma geração de crianças sem acolhimento, sem entendimento das fases por quais passavam. Esses são hoje adultos que estão nas salas de aula, nos escritórios, praticando assédio moral, educação coercitiva e até saindo às ruas pedindo intervenção militar.

    Quando me tornei mãe e fui encontrando o delicado e lindo mundo da maternagem consciente, o que mais me chamou a atenção foram as explicações científicas para cada fase - e essas explicações tem duas bases importantes:

    1 - Cada fase é importante para a criança. Saber lidar com elas faz parte do processo de amadurecimento de toda a família.

    2 - Cada criança é uma. Jogar tudo numa cumbuca não vai ajudar, pelo contrário. É preciso reconhecer o indivíduo por trás de cada fase, para não pressionar em excesso ou ser omisso quando não deveríamos. Existem n crianças que não falam com 2 anos e seis meses e é bem mais complicado tirar o mamá, a fralda ou fazer alguma conversa mais aprofundada com uma criança que não se expressa verbalmente. Existem n crianças que com 1 ano e 4 meses já têm capacidade de se expressar e de entender tão bem os pais que essas "conquistas" acontecem naturalmente antes dela completar 2 anos.

    Então que, em que pese sim, termos nós, a maioria dos adultos, dificuldades para lidar com essas fases, pois a maioria dos nossos pais ignoravam até que elas existiam, nomeá-las se tornou um processo importante de identificação e até de desculpabilização dos envolvidos. A criança não tem culpa, ela não é ruim porque está se jogando no chão na hora que ela deveria estar indo tomar banho. Mas culpar os pais por ter dificuldades é tão incorreto quanto culpar a criança, sabe? Dizer "a partir de dois anos a criança está apta para livrar-se dos consolos orais, da mamadeira ao peito, da chupeta ao mingau, mas para isso necessita de adultos dispostos a soltá-la para correr, fuçar, pesquisar o ambiente e interagir com ela de maneira menos oralizada. Adultos preguiçosos costumam reclamar mais de cuidar de crianças de dois anos, adultos preguiçosos são adultos, eles mesmos, pendurados na fase oral do desenvolvimento." é 1 - colocar a criança numa caixinha inexistente, já que cada uma se desenvolve dentro da sua própria individualidade e essa generalização não vai contribuir para que pais possam entender isso; 2 - é desempoderador dizer que o adulto é preguiçoso porque ele está tendo dificuldade de lidar com a situação.

    Por fim, sua frase no comentário "A criança que faz birra é uma criança que foi acostumada a conseguir as coisas por meio da birra" é também pra mim fora total do conceito que você mesma desenvolve acima. Concordo que barganhar é errado, concordo que precisamos aprender a definir regras claras, mas dizer que a uma criança de 2 anos e 9 meses faz birra porque foi acostumada a conseguir as coisas assim é, desculpe a expressão, de cair o cu da bunda.

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    1. Tem como curtir mil vezes?

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    2. Concordo plenamente! Lindo comentário!

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    3. Adriana, sensacional o seu comentário! Acredito também que por mais que as fases do desenvolvimento tenham certas características e ocorram mais ou menos numa mesma época, cada criança é única, é um indivíduo, assim como os pais. Também acho que seja injusto e incoerente culpar os pais por não lidarem com perfeição com essa fase do desenvolvimento. Acredito no poder do exemplo, e que devemos agir com as crianças com respeito, compreensão e amor, assim como gostaríamos que elas agissrm. Mas, na tentativa de acertar e fazer o melhor, às vezes erramos, que pode ser até mesmo por excesso de zêlo. Minha pequena está entrando nessa fase e, pesquisando a respeito, li uma matéria que explicava fisiologicamente essa questão: o ser humano só começa a amadurecer o neocortex cerebral a partir dos 2 anos, sendo que o neocortex é o que nos determina como animais racionais. Assim, o que acontece é, com o neocortex ainda imaturo, há a incapacidade da racionalidade das emoções, como a frustração. Ao mesmo tempo, é nessa mesma época que os pequeninos percebem que tem opnião própria e querem fazê-la valer o tempo todo. O importante e, difícil, é diferenciarmos a birra que é feita como uma chantagem emocional para barganhar do surto de descontrole emocional pela imaturidade. No primeiro caso, adotei o mote: se não há platéia, não há show. Tento demonstrar que aquilo não me desestabiliza, nem pro bem nem pro mal. No segundo, tento acalmá-la e depois de calma a oriento de que a frustração é algo que acontece cpm todos nós e que com o tempo ela aprenderá a lidar com isso. Até então eu estarei sempre ao seu lado para ampará-la e confortá-la.

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    4. Sempre a crianças de idades consegui o valor que almenda o que vai ser uma das coisas boas notícias que quando foi ser mãe da criança

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    5. Sempre a crianças de idades consegui o valor que almenda o que vai ser uma das coisas boas notícias que quando foi ser mãe da criança

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    6. Que comentários fantástico não ajuda culpar os pais ou chamar mães e pais exaustos muitas vezes sem suporte nenhum de preguiçosos! Cada mae e pai faz o melhor que pode, todos os pais amam seus filhos alguns podem ter desconhecimento a respeito das fases de desenvolvimento, mas é como escrever sobre a adolescência e dizer que eles se tornaram rebeldes querem privacidade não ouvem mais os pais e preferem ouvir os amigos porque não foram ouvidos e compreendidos quando criança!!?? Cada fase é uma cada família é uma é cada criança tem suas peculiaridades a forma como se educa sim faz grande diferença, o exemplo faz diferença mas ser mãe ou pai hoje em dia é como sair com escudos pra se defender do julgamento alheio!

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  5. Gostei muito do texto, porém o complicado é que muitas vezes temos que lidar com tudo ao mesmo tempo. No meu caso, uma criança de 2 anos, outro de quase 7, que acha que pra ele tudo sempre fica pra depois enquanto que pra irmã é tudo na hora, casa bagunçada, trabalho e marido, affe, haja gás no final da tarde início da noite. Me culpo muito pois ela tem de ficar o dia todo na creche, quando chegamos ela está tão afoita que quer mamar se eu deixar fica mais de uma hora, isso que quase não tenho mais leite, e tenho o filho mais velho, que do mesmo jeito quer atençao, ajuda nos deveres e janta, casa e esperar o marido com o sorriso mais sincero do mundo. Onde quero chegar, é que as vezes não somos pais preguiçosos, estamos cansados e junto a isso nos sentindo culpados por não saber onde estamos errando, por não ser bons pais, boa mãe, no meu caso. :( . É o preço de ser mãe neste século e ter de trabalhar, claro que muitas tiram isso tudo de letra, mas particularmente, estou tendo muitas dificuldades. Minha opinião.

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    1. Laysla...te compreendo. As vezes acho utópico essas técnicas. Também penso que com fois filhos é bem mais difícil. Se o casal trabalha muito mais difícil fica.
      Acho que nom senso também vem a calhar porque nem sempre existe tempo e disposição por conta do cansaço de final de dia. Acho criminoso generalizar chamando pais que não conseguem ser perfeitos de preguiçosos. Sei que tentamos ao máximo ser assim, mas 24 hs por dia é para quem tem empregada e fica em casa.
      abs

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    2. O meu ainda é pequeno e tem tantas fases (que vcs já passaram e sabem como é ), nunca dorme a noite to doida. Agora, saí do emprego até ele fazer um ano e fico com saudades, penso em dinheiro, me sinto culpada, penso nas contas. Por que nós mulheres temos que fazer tudo? Porque por mais bonzinho que o marido seja, geralmente não é feita as divisões das tarefas em casa igualmente. Temos que nos responsabilizar pelas contas, casa, compras e filhos. Isso é revolução ou acúmulo de tarefas?! Como não ser mães nervosas?!

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    3. Laysla, também passo por isso, tenho uma filha com 2,5 anos e um filho com 4 anos super ativo, trabalho o dia inteiro, dividimos as tarefas domésticas e ficamos realmente exaustos, fiz o desmame dela aos dois anos foi muito difícil mas já não estava sendo o melhor pra nós e pra familía, ela jantava e queria ficar no peito o tempo todo inclusive enquanto dormiamos, não conseguia dividir a atenção entre os dois de forma justa, depois que desmamou tudo ficou mais fácil passou a brincar com o irmão e com o pai, passamos a dormir a noite toda. As vezes tomo banho junto com ela pq ela não quer ficar longe de mim mas tudo bem diferente pois posso dividir a atenção com o irmãozinho. trocamos o mamá por outras formas de carinho e atenção. Luto contra o cansaço quando chego em casa a noite e luto pra conseguir que meu marido faça o mesmo porque senão perdemos para o cansaço, deixamos de aproveitar o tempo com nossos filhos.

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    4. Nessas horas que vejo que as pessoas devem pensar muito bem antes de ter filhos. Um filho é muita responsabilidade não só para os pais, como também para o mundo. E uma criança precisa estar com os seus pais, quem tem tempo hoje em dia? Parece que o dia é uma Gincana ou Maratona, e quando chega em casa ainda tem duas crias precisando de atenção....
      Ainda bem que não tenho e não quero ter. É muito bom ser tia!

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  6. o comentário da Cláudia sobre pirraça complementa muito bem o artigo!

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  7. Gostei do texto e principalmente da referencia à autonomia da criança que deve ser vista como etapa da "construção da pessoa". Os pais devem ser atentos e estarem conectados com a criança incentivando o desenvolvimento. No entanto, por tudo que já li sobre os "terríveis 2 anos", acho que o pior está em nível "mental". A partir dos 2 anos e 3 meses minha filha começou a ter necessidade de gritar/travar, demonstrar uma irritação que não sabe explicar. Se eu não a compreendesse a forçaria, brigaria, etc. Mas sei que sua cabecinha esta acomodando as informações das novas habilidades, diferenciando algumas normas e regras sociais, aprendendo a lidar com a autonomia (pois autonomia gera responsabilidade pelos atos). É ruim quando esse "estravasamento" que já durou até 20 min ocorre antes do banho, na saída da escola, em meio uma brincadeira. Mas a melhor ( e o único jeito que sei fazer até agora) é como a Claudia descreveu em seu comentário do dia 15 de Abril. Esperar passar, conversar, explicar os próximos acontecimentos e a importância deles, ser firme (demonstrando segurança de si e para a criança) e seguir o dia. As vezes a negociação (nova habilidade que aperfeiçoará durante a vida) é uma excelente opção, mas o combinado deve ser factível e mantido ( por quem prometeu e demais envolvidos).

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  8. Texto excelente, um dos melhores que li sobre o tema. Parabéns.

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  9. ha filha tem 2 anos e 9 meses ta nessa fase terrible two mais a fase dela foi alem. Sou separada e como mae solteira tinha q trabalhar muito pra dar um bom padrão de vida pra ela ou pelo ao menos era assim q eu pensei e devido a essa rotina conturbada q temos hoje não nos damos conta q nossos filhos não precisam só de brinquedos caros, roupa nova e alimentação vai alem disso. Sem perceber minha filha tava se tornando uma criança frustada, agressiva, e com 2 anos tava quase entrando num estado de depressão fui chamada pela psicologa da creche q ela estuda ela perguntou como era a nossa rotina eu expliquei e ela me disse que a larissa tava muito agressiva com os coleguinhas possivelmente tava frustada com algo. No mesmo dia eu fiz o possível pra chegar cedo em casa p conversar um pouco com ela e perguntei o que ela tava sentindo falta, ela disse de ti mamãe, eu desabei em lagrimas, foi nessa hora q eu vi q estava fazendo tudo errado, tava mais preocupada com o futuro dela do que com o presente e não tava participando acompanhando as fases que ela ta passando e precisando de mim. Desde de 1 ano de idade que ela completou e que eu voltei a trabalhar e ainda separei que tava sem tempo total mesmo pra levar ela no parquinho, sentar pra brincar etc.. Ela ia mais era com a tia, a avo eu só dava o dinheiro e nunca podia ir junto ou tava trabalhando ou tava viajando pra resolver assuntos. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Depois disso eu tive que tomar uma decisão seria, pedi conta do trabalho, fiz um pequeno investimento pra trabalhar por conta própria, não ganho dinheiro como antes mais dar pra nos manter, viajar etc.. E não tenho um pingo de arrependimento de ter feito isso foi a decisão mais sabia q tomei porque amo minha filha. Hoje em de briquedos caros, roupas, shoopping, nos viajamos juntas, brincamos muito juntas, levo ela pro parquinho, agora to ensinando ela a andar de bicicleta, ou sejaa tenho muito mais tempo pra ela, tbm adiei a faculdade pro px ano exatamente pq ela ta passando por essa fase quero acompanhar de mais perto possivel. Agora q ela ta nessa fase de independência to montando o cantinho dela do meu lado da cama, comprei uma caminha pra ela, ela pediu um poste da galinha pintadinha pra colocar na cabeceira da cama eu to deixando ela a vontade logico com algumas regras pra escolher os desenhos q vão enfeitar o cantinho dela. Fora que chamei meu ex pra gente alinhar assuntos a respeito dela, tudo para que ela tenha tanto a convivência materna como paterna da melhor forma possível sem conflitos para que nada venha a afeta-la psicologicamente principalmente nessas fases que ela ta passando. Hoje eu consigo proporcionar pra minha filha tudo o que antes eu não podia por falta de tempo, as vezes a gente se preocupa demais ao com o futuro e esquece o presente era o q eu tava fazendo ainda bem q meu conta a tempo.
    A mensagem que eu quero deixar aqui e cuidar de uma criança não e só enche-las de presentes, tem que dar muito amor, ser compreensível, ter paciência, proporcionar momentos de lazer em familia, e saber ouvir a criança entre outros, e no caso de mulheres divorciadas como eu onde temos q sustentar, educar, a maior parte da responsabilidade e nossa cuidado sempre preste atenção no seu filho, tente-te entende-lo se notar algo errado procure ajuda q foi o que eu fiz.👧💝

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  10. Minha filha tem 2 anos e 9 meses ta nessa fase terrible two mais a fase dela foi alem. Sou separada e como mae solteira tinha q trabalhar muito pra dar um bom padrão de vida pra ela ou pelo ao menos era assim q eu pensei e devido a essa rotina conturbada q temos hoje não nos damos conta q nossos filhos não precisam só de brinquedos caros, roupa nova e alimentação vai alem disso. Sem perceber minha filha tava se tornando uma criança frustada, agressiva, e com 2 anos tava quase entrando num estado de depressão fui chamada pela psicologa da creche q ela estuda ela perguntou como era a nossa rotina eu expliquei e ela me disse que a larissa tava muito agressiva com os coleguinhas possivelmente tava frustada com algo. No mesmo dia eu fiz o possível pra chegar cedo em casa p conversar um pouco com ela e perguntei o que ela tava sentindo falta, ela disse de ti mamãe, eu desabei em lagrimas, foi nessa hora q eu vi q estava fazendo tudo errado, tava mais preocupada com o futuro dela do que com o presente e não tava participando acompanhando as fases que ela ta passando e precisando de mim. Desde de 1 ano de idade que ela completou e que eu voltei a trabalhar e ainda separei que tava sem tempo total mesmo pra levar ela no parquinho, sentar pra brincar etc.. Ela ia mais era com a tia, a avo eu só dava o dinheiro e nunca podia ir junto ou tava trabalhando ou tava viajando pra resolver assuntos. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Depois disso eu tive que tomar uma decisão seria, pedi conta do trabalho, fiz um pequeno investimento pra trabalhar por conta própria, não ganho dinheiro como antes mais dar pra nos manter, viajar etc.. E não tenho um pingo de arrependimento de ter feito isso foi a decisão mais sabia q tomei porque amo minha filha. Hoje em de briquedos caros, roupas, shoopping, nos viajamos juntas, brincamos muito juntas, levo ela pro parquinho, agora to ensinando ela a andar de bicicleta, ou sejaa tenho muito mais tempo pra ela, tbm adiei a faculdade pro px ano exatamente pq ela ta passando por essa fase quero acompanhar de mais perto possivel. Agora q ela ta nessa fase de independência to montando o cantinho dela do meu lado da cama, comprei uma caminha pra ela, ela pediu um poste da galinha pintadinha pra colocar na cabeceira da cama eu to deixando ela a vontade logico com algumas regras pra escolher os desenhos q vão enfeitar o cantinho dela. Fora que chamei meu ex pra gente alinhar assuntos a respeito dela, tudo para que ela tenha tanto a convivência materna como paterna da melhor forma possível sem conflitos para que nada venha a afeta-la psicologicamente principalmente nessas fases que ela ta passando. Hoje eu consigo proporcionar pra minha filha tudo o que antes eu não podia por falta de tempo, as vezes a gente se preocupa demais ao com o futuro e esquece o presente era o q eu tava fazendo ainda bem q meu conta a tempo.
    A mensagem que eu quero deixar aqui e q a criança concerteza prefere brincar com os pais do que com um brinquedo sozinha.

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  11. ha filha tem 2 anos e 9 meses ta nessa fase terrible two mais a fase dela foi alem. Sou separada e como mae solteira tinha q trabalhar muito pra dar um bom padrão de vida pra ela ou pelo ao menos era assim q eu pensei e devido a essa rotina conturbada q temos hoje não nos damos conta q nossos filhos não precisam só de brinquedos caros, roupa nova e alimentação vai alem disso. Sem perceber minha filha tava se tornando uma criança frustada, agressiva, e com 2 anos tava quase entrando num estado de depressão fui chamada pela psicologa da creche q ela estuda ela perguntou como era a nossa rotina eu expliquei e ela me disse que a larissa tava muito agressiva com os coleguinhas possivelmente tava frustada com algo. No mesmo dia eu fiz o possível pra chegar cedo em casa p conversar um pouco com ela e perguntei o que ela tava sentindo falta, ela disse de ti mamãe, eu desabei em lagrimas, foi nessa hora q eu vi q estava fazendo tudo errado, tava mais preocupada com o futuro dela do que com o presente e não tava participando acompanhando as fases que ela ta passando e precisando de mim. Desde de 1 ano de idade que ela completou e que eu voltei a trabalhar e ainda separei que tava sem tempo total mesmo pra levar ela no parquinho, sentar pra brincar etc.. Ela ia mais era com a tia, a avo eu só dava o dinheiro e nunca podia ir junto ou tava trabalhando ou tava viajando pra resolver assuntos. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Depois disso eu tive que tomar uma decisão seria, pedi conta do trabalho, fiz um pequeno investimento pra trabalhar por conta própria, não ganho dinheiro como antes mais dar pra nos manter, viajar etc.. E não tenho um pingo de arrependimento de ter feito isso foi a decisão mais sabia q tomei porque amo minha filha. Hoje em de briquedos caros, roupas, shoopping, nos viajamos juntas, brincamos muito juntas, levo ela pro parquinho, agora to ensinando ela a andar de bicicleta, ou sejaa tenho muito mais tempo pra ela, tbm adiei a faculdade pro px ano exatamente pq ela ta passando por essa fase quero acompanhar de mais perto possivel. Agora q ela ta nessa fase de independência to montando o cantinho dela do meu lado da cama, comprei uma caminha pra ela, ela pediu um poste da galinha pintadinha pra colocar na cabeceira da cama eu to deixando ela a vontade logico com algumas regras pra escolher os desenhos q vão enfeitar o cantinho dela. Fora que chamei meu ex pra gente alinhar assuntos a respeito dela, tudo para que ela tenha tanto a convivência materna como paterna da melhor forma possível sem conflitos para que nada venha a afeta-la psicologicamente principalmente nessas fases que ela ta passando. Hoje eu consigo proporcionar pra minha filha tudo o que antes eu não podia por falta de tempo, as vezes a gente se preocupa demais ao com o futuro e esquece o presente era o q eu tava fazendo ainda bem q meu conta a tempo.
    A mensagem que eu quero deixar aqui e cuidar de uma criança não e só enche-las de presentes, tem que dar muito amor, ser compreensível, ter paciência, proporcionar momentos de lazer em familia, e saber ouvir a criança entre outros, e no caso de mulheres divorciadas como eu onde temos q sustentar, educar, a maior parte da responsabilidade e nossa cuidado sempre preste atenção no seu filho, tente-te entende-lo se notar algo errado procure ajuda q foi o que eu fiz.👧💝

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  12. AMEI O TEXTO TENHO FILHO COM 1 ANO E 7 MESES QUE estao nessa fase de explorar a casa, e ao ler o texto vi que faço tudo errado, vou comecar aplicar isso aqui em casa.

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  13. Sabem o que mais me impressionou nos comentários? Parecem que foram feitos por pessoas de 15 décadas atrás, ou por membros de tribos indígenas isoladas do resto do mundo...Ninguém (eu não li ninguém) comentou nada sobre a atual tecnologia que afasta cada vez mais Pais e filhos, ninguém aqui assumiu que deixa um celular, tablet, etc..., na mão da criança para que ela fique entretida e cresça como uma alienada enquanto os pais terminam aquele afazer que não acaba nunca, geralmente quando estão curtindo ou compartilhando no Face ou no "zap-zap", pois neste momento, a criança atrapalha demais....Parabéns à todas e todos que dizem que levam seus pimpolhos para a pracinha, parquinho, praia e que, principalmente levam brinquedos de verdade, desses que não entram na internet, nem exibam peppas, lunas etc, etc...Que a tecnologia não transformem pais e filhos em simples moradores de uma mesma casa, do contrário, coloquem um cartaz na frente da casa dizendo: "Aluga-se vagas para solteiros", pelo menos assim, ganha-se um trocado no final do mês...Para terminar:- Outro dia faltou luz aqui na rua, já estava anoitecendo e foi LINDO...Eu descobri que meus netos já sabem correr, falar, gritar, se sujarem de terra...eles descobriram as estrelas, a lua, a lanterna...e ainda amaram descobrir que é muito gostoso "criar" bichos com a sombra de nossas mãos...E eu descobri que tinha 4 netos...Nunca tinha percebido este detalhe! PARABÉNS ao texto e principalmente para essas mães que não usam da tecnologia uma arma contra si mesma...

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    1. Sensacional o que vc escreveu!!! Depois dos super celulares com redes sociais, não temos mais contato olhos nos olhos com ninguém!!!!! Os nossos filhos sofrem pq sentem que está faltando isso, olharmos nos olhos deles, sem um aparelho apitando por perto!

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  14. Parabéns pelo texto, tenho um filho de dois anos e é exatamente assim!!

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  15. Gente, como é fantástico esse mundo. Concordo e discordo do texto. Concordo com tudo que falou sobre respeitar criança, seu desenvolvimento, suas necessidades. É outro olhar, o deles, o da descoberta e acho isso lindamente fantástico. Sou uma mãe presente, levo para brincar ao ar livre e também tem acesso a tecnologia porque esse é nosso mundo, sempre conversamos e meu caçula (focarei nele que passou pelo "terrible two") sempre foi considerado um príncipe. Já recebi bronca até de médico quando teve que dar ponto na boquinha dele porque eu expliquei para meu filho como seria e na hora esse mesmo médico ficou impressionado com ele que confiou em mim e passou por todo processo que falei, muito tranquilo. Precisa ser assim sempre? De jeito nenhum! Ate prefiro quando está bem arteiro, rss, para mim é sinal de saúde. Rssss.
    Agora discordo do foco do texto, porque mesmo sendo exatamente essa mãe que relatou, ele mudou drasticamente de comportamento, sim. Ele é terrível? NÃO! Deus me livre. Mas essa fase foi entitulada assim, devido a mudança brusca de comportamento, mesmo tendo todas as explicações do mundo (desenvolvimento cerebral, físico...). Passamos por essa fase juntinhos, mas não me falem que não existe, porque ela existiu sim, hahahaha, e cada um dá o nome que quer, só não aceito que "julguem" os pais como "os que não souberam lidar".
    Lembro claramente da cena dele me chamando assustado de noite. Eu ia até ele, ele gritava para eu sair. Eu me abaixava, ora dialogava, ora tentava acalentar (sem sucesso), ora fazia o que ele pedia. E na mesma sequencia, ele pedia para voltar. E assim para ir, e assim para voltar... hahahaha. Chega é engraçado, só que com ele gritando.
    Fazer algo, mesmo que sem pensar, quando ELE queria fazer? MEUDEUS, rsss. Então diante disso tudo, uma criança que não era assim e passa a ser, houve a classificação dessa fase, que para mim é bem humorada e não para denegri-la. Mas passou. Meu pequeno enfrentou lindamente isso, eu ganhei alguns cabelos brancos e a vida que segue. Agora eles vem com outros desafios e quem sabe um "terrible three", que para mim nada mais é como "mudança repentina do terceiro ano".
    Beijão

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  16. Duro é aguentar as gritaria de vizinhas que tem dois anos e poucos. Haja paciência, suportar aqueles gritos estéticos e agudos deles. Fora os choros sem motivos.

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  17. Quase chorei
    Lá em casa a minha tem 2 anos e 5 meses,
    Está sendo difícil,
    Ela fica na creche o dia todo,
    Eu tento ser firme no que disse,
    Mas tem o pai, tem os tios, tem os avós, que sempre vã o contra mim quando ela chora pq quer algo ou pq não quer algo e fica aquela guerra de braço, ela acorda 3 ou mais vezes a noite, não durmo direito, trabalho o dia todo, enquanto ela fica na creche, não sei como compensa lá a noite, está bem difícil...

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  18. Não tenho mais filhos nessa faixa etária crianças; porém achei excelente esta matéria...Parabéns!!!

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