Confesso que tenho críticas ao mundo da moda e crio as filhas com uma espécie de antibateria para eventual entrada no mundo fashion. A ruiva Gaia, aos 17 anos, tem o biótipo da moda: alta, magérrima mesmo comendo de tudo, já foi abordada pelos picaretas de shoppings e bienais e nem se envaidece. Fico feliz de vê-la tocando teclado e violão em suas roupinhas casuais, tirando notas altas, preocupada em estudar e trabalhar. É tempo de investir no mundo de dentro para fora, pessoalizar-se, ter a cabeça feita, como se dizia antigamente.
Tami, moleca em pessoa, aos 7 anos, nem sabe o que é “Lilicamipilica” e ri do trocadilho inocentemente. Em 2010 resolveu usar a parte de cima do biquíni porque todas as meninas da idade dela usavam, por acaso do destino encontrou Ritinha em Flops, um ano mais velha e na primeira incursão desistiu de vez passando o verão inteiro de topless outra vez, afinal a nova amiga tem algo a mais em comum com ela, a não preferência pela cor rosa. Comemoro a cabeça feita de Gaia, que declina de convites para desfilar, ser princesa, garota da escola e a inocência da Tami porque vejo nesses princípios a fundamentação de uma ética pessoal que vai pelo resto da vida delas e que tem tudo a ver sim com parir, amamentar, dar conta da vida como a vida é, independentemente da beleza, de quanto dinheiro ganhem, do quanto sucesso venham a ter seja no que for. Eis que no meio dessa Bigbrother pista única que vive o mundo, de onde insisto em mostrar estradinhas vicinais para meus filhos, surge Gisele Bündchen, soberana de seu corpo de mulher ao escolher parir por amor na banheira de sua casa. Hahahaha digam o que quiserem, agora sou fã da Gisele Bündchen e vou ao fim do mundo para que ela conceda uma entrevista ao Matrioskas, documentário sobre o parto no Brasil que Michele e eu estamos fazendo. Já conversamos, o documentário é sobre mulheres comuns, mulheres especialmente humanizadas que veem no parto o primeiro contato dos seus filhotes com o mundo e tentam preservá-los dos excessos do tecnicismo que impede a honraria da privacidade, a mesma privacidade que todos os outros mamíferos, com exceção dos humanos, jamais abriram mão. Definitivamente Gisele é especialmente humanizada.
Uma pena que as notícias já tragam a experiência do parto na água, que ela viveu, como modismo. Puríssima verdade que modismo é cesariana agendada; viver um parto ativo, dentro de casa nem pode virar modismo, exige muita informação, contato real com o corpo, sentimentos e uma visceralidade que não é fácil de encontrar no mundo da moda e dos artistas em geral. Bem, no final das contas hoje é um dia de rever conceitos, não perco a entrevista no Fantástico (sim, hoje verei até o Fantástico) dessa Cássia Eller da moda.
Bem vindo à Terra Benjamim, tu viestes de um terreno fértil, chegas em boas mãos e terás todo leite que mereces; o leite de quem te pariu com muito raça, com muita graça.
Historicamente o pai era figura non grata no parto. Em algumas culturas o ritual do parto representava apenas uma prova da capacidade de dar conta da sobrevivência; a mulher afastava-se de todos aos primeiros sinais de trabalho de parto para o fundo de um campo, uma floresta, armava o “ninho” e paria. Voltava para a vida social provando que ela e o filhote haviam dado conta da luta pela sobrevivência e assim eram aceitos. Aos poucos, conforme crescia a solidariedade entre as mulheres, o evento transformou-se num dos poucos redutos sociais de poder feminino e a mulher recebia suporte de outras mulheres para parir. O TP e especialmente o momento da expulsão eram protegidos dos olhos dos homens. O parto era a maçonaria das mulheres. No segundo livro de Pentateuco, o Êxodos, tem uma passagem que demonstra o grande poder das mulheres sobre o parto. A ordem do faraó era para que as parteiras sacrificassem todos os filhos de mulheres hebréias. Elas desobedeceram e diante do faraó deram como única desculpa o fato de que as mulheres hebréias não eram como as egípcias, tinham partos muito rápidos e antes mesmo das parteiras chegarem, as hebréias já haviam dado à luz. Não foram punidas e a ordem se desfez no ar.
A história das gregas, especialmente da mulher ateniense, se passou no lar; era considerada menor, não tinha direito público e casava-se ainda adolescente com homens na faixa dos 30 anos que exerciam a função tanto de maridos quanto de tutores jurídicos. A principal função da mulher era parir filhos homens, as meninas podiam ser sacrificadas a mando do marido, mas a prática médica hipocrática era voltada essencialmente para a guerra, luxações, feridas, fraturas, cirurgias e dietética. O saber empírico sobre o parto continuou com as mulheres, os homens não viam ainda poder algum ali para ser tomado e a assistência ao parto continuou à margem da prática médica. O primeiro programa formal de treinamento de parteiras foi no séc V A.C, iniciado por Hipócrates, mas a profissão de parteira não chegou nem perto da medicina, até porque as mulheres não podiam freqüentar escolas médicas, mesmo quando eram reconhecidamente “iatpouiaai”, médicas-parteiras experientes em casos complicados. As práticas de apoio social feminino foram mantidas durante quase todo o século XIX, mesmo quando as famílias abastadas começaram a contratar os serviços médicos.
Enquanto se manteve domiciliar, a colaboração das mulheres, a parceria entre parteira e doutor preservou o parto como evento essencialmente feminino, sendo o médico mais uma figura para fazer recomendações e cuidar da saúde da mulher e do bebê no pós-parto.
Lentamente, dentro de um processo político e econômico focado no tecnicismo, a mulher foi entregando também o corpo fisiológico paridor feminino ao homem, começou a duvidar da sabedoria empírica de suas ancestrais e principalmente a acreditar no corpo da mulher como falho, uma máquina que poderia emperrar a qualquer momento.
O corpo social feminino capaz de parir passa a ser manipulado e monopolizado pelos homens, como uma barganha no mesmo momento em que a mulher ganha espaço político na sociedade. Foi um processo complicado, absolutamente não tratado do ponto de vista psíquico masculino e literalmente o nascimento virou uma espécie de estupro sagrado. Para obter o filho, o falo de seu sagrado pênis, o homem cortou, puxou, empurrou e criou instrumentos e técnicas que hoje ainda custam a ser derrubadas nas melhores maternidades do país, como kristeller, episiotomia, raspagem de pelos, jejuns degradantes, abandonos, piadas e outras ações vindas da inconsciência tabulada por sofrimentos psíquicos masculinos até hoje não resolvidos em muitos homens, em muitos pais.
O pai no parto
Na década de 1960 algumas européias começaram a redescobrir o prazer de parir em casa e dessa onda veio a moda do pai participar do evento do nascimento. Logo transformou-se na parada do pai fotógrafo, vídeomaker e hoje os homens, preparados ou não, querendo ou não, estão sendo empurrados pela mulher e pela sogra, pela mãe e pelos enfermeiros a participarem do nascimento, como se ele fosse um ser inferior quando não deseja assistir ao parto.
Se o homem entende o parto como o ato fisiológico forte e lindo que é, se ele confia na fêmea que fecundou, sente-se alegre pelo nascimento, acha tudo natural e bem-vindo, ótimo. Mas se o sujeito tem medo, pavor de sangue, preconceito sobre o uso para outros fins da xonguinha que ele considera seu bibelô de estimação, é melhor deixá-lo para lá, especialmente se o parto for domiciliar. Nove meses de terapia para resolver questões complexas como as fantasias masculinas sobre o poder do corpo feminino pode ser pouco para um homem que foi criado para ver a mulher como um bichinho frágil. Para a mulher ter a seu lado na hora do parto um marido com o qual ela precisa se preocupar ou se ocupar é o pior que pode ocorrer. A fantasia de parir com o marido ao lado, caso ele não deseje e não se encaixe nesse papel precisa ser revista. Já assisti um lindo domiciliar em que a parturiente só avisou o pai da criança após o nascimento.
Durante a gestação ela, que havia sofrido um PN hospitalar com intervenções, já estava decidida pelo domiciliar; sondou o pai da criança que imediatamente revelou total desprezo pela escolha dela.
Confiante no que desejava, D.S. foi à luta, descolou uma amiga experiente como doula, uma parteira e como fazia o pré-natal pelo SUS, o pai nem desconfiou que ela estava levando os planos de PD adiante. Foi lindo o parto, liso, sem laceração, bebê grandão. Ela ligou assim que o I.S nasceu, o pai veio correndo, nem sabia que ela estava em TP, chegou com as clássicas flores e lógico, não foi menos pai por não ter assistido ao parto.
Dividir essa experiência com o parceiro, por amor e comunhão de ideais é tudo de bom, mas precisar do marido no parto, sentir-se carente por ele não estar ali, é medo de desfrutar esse poder, esse inefável prazer que só quem nasceu mulher pode sentir.
Diz o provérbio que para morrer basta estar vivo. Alongando um pouco nosso olhar podemos afirmar que não é possível viver sem morrer um pouco a cada dia. É meio chato isso, mas o dia de ontem está morto, o que passou não volta mais e não há culpa nem prazer que resgate o minuto aqui atrás ou cure a ruga aqui da frente. Ele já era, o tempo já foi embora e ainda que a grande pedra de Atibaia esteja lá, aquele dia, daqueles sorrisos, piadas, mancadas e risadas, está morto. O melhor para o agora, por mais responsabilidade que tenhamos sobre a dor e o prazer do dia de ontem, é a intensidade da entrega para sucessos e fracassos, para o desfrute da vida e a plena aceitação da morte.
Depois de semanas imaginando a gostosura de estar em férias, a curtição de viajar escutando a trilha musical dos nossos sonhos, preparada por um Tao e uma Gaia essencialmente sensíveis, depois de devorar com os olhos a estrada, provar sabores exóticos, encontrar amigos de valor inestimável, ver reunidos os 4 filhotes do G.H e amar, amar, amar como só se ama em férias, livre do relógio, das regras, da rotina, curtindo dias e dias com aquele bom dia comprido de dia inteiro para viver só de prazer, assim, sem mais nem menos, no meio da viagem de volta a gente percebe que as férias morreram, não voltam mais, daquele jeitinho que foi nunca mais. Podem ser diferentes mesmo com as mesmas pessoas, podem ser mais quentes ou mais frias, em outra paisagem, mas jamais ousaria dizer que pode ser melhor quando tudo foi tão profundamente vivido.
Quando vou encontrar Zezé depois de 7 anos do nascimento da Tami? Nunca mais. Sete anos depois daqueles 45 dias juntas com Tami recém-nascida foi só dessa vez, como foi só daquela vez. Lucília e eu nunca somos as mesmas depois que nos encontramos e é sempre tão profundo, mesmo ao som das gargalhadas, principalmente ao som das gargalhadas que não se desprendem dos seus olhos de "pérolas negras". O que não pode ser comparado não pode ser medido.
A surpresa linda do encontro com os amigos virtuais. Como isso? O que é isso? Como gente feita de simpatia de luz vira intimidade em carne e osso ao primeiro olhar? Que doideira, que arte preservar os amigos reais dessa paixão pelos amigos virtuais que têm ares de amigos nobres de 20 anos. E no final dá tudo certo, saimos sem entender direito porque merecemos ser tão amados, como essa gente tão amável nos circunda pela estrada da vida e só resta uma falta de explicação que se chama gratidão.
Eu amo muito viver, mas hoje eu morreria feliz, sem nada lamentar.
Da esquerda para a direita de cima para baixo: Vívian, Priscilla, Katiane, Renata, Semíramis, Bárbara, Cláudia, Bel, Socorro, kelly, Solange e Fabiana.
Fortaleza é um lugar que deixamos sem querer deixar. Não dá saudade de casa e nem da família, só rolam fantasias de teletransporte familiar. Queria rever filhotes e o G, estar com eles, mas lá, não queria voltar, fiquei quase triste no final da tarde de domingo. O workshop foi perfeito da parte delas para mim. Como das outras vezes dei tudo de mim, mas recebi triplicado no ato, a mala voltou com excesso de peso, um agradável peso em rendas, arte, frutas tropicais, cajuínas e até um vinho do porto especial. Inteligentíssimas, sensíveis, atentas, solidárias, questionadoras, compromissadas e o melhor de tudo: calorosas. Um grupo espetacularmente amoroso, carregaram-me no colo de tal maneira que ficamos, por puro prazer, mais hora e meia além do horário marcado. O intervalo organizado pela Kelly valeu piadas de todo tipo porque com aquele manjar dos deuses tropicais não era necessária saída para almoço. Nosso sábado de trabalho teve muito de todos os sentimentos e de forma intensa: alegria, tristeza, perplexidade, empatia, raiva, senso de humor de todos os tipos e amor, um amor de intimidade sensorial veio dessas mulheres, uma capacidade de entrega para o trabalho e uma lucidez nas elaborações que só comprova a velha frase de Reich: “No fundo a natureza, dentro e fora de nós, só é intelectualmente acessível através de nossas impressões sensoriais”.
A obstetra Melania Amorim, atualmente trabalhando na sede da Organização Mundial de Saúde, em Genebra, esteve desde maio de 2007 executando junto a uma equipe humanizada esse projeto para o SUS na cidade de Campina Grande, na Paraíba.
Nossa pequena equipe, formada por três pessoas e duas câmeras HD, teve a honra de filmar e editar esse documentário, já apresentado pela OMS no último Congresso Internacional de Ginecologia e Obstetrícia realizado na África no primeiro final de semana de outubro de 2009.
Luxo de tratamento para as mulheres do SUS enquanto os sistema privado da obstetrícia brasileira sequer sabe o que é humanização!
Michele amamentando Sarah Dizem os chineses que um bom lugar para meditar sobre polêmicas é perto de um bambuzal. Os bambus são difíceis de quebrar, mas não podem ser considerados rígidos porque têm alta flexibilidade.
Nas questões de educação, em relação ao parto, à amamentação, ao desmame, uso da chupeta, da mamadeira tanto viceja a ignorância plena quanto a rigidez diante da informação e do conhecimento.
Ok, sabemos que o parto natural é o melhor para o bebê e para a mãe. Não é achismo, está comprovado e há uma lista enorme de benefícios, sem contar os malefícios das cirurgias desnecessárias. Somente no RS o índice de morte de crianças até um ano de idade está relacionado à prematuridade em 70% dos casos e a prematuridade, por sua vez, está relacionada ao alto índice de nascimentos por cesariana eletiva. Não dá para mulheres bem-informadas e com conhecimento sobre o assunto deixarem de se mobilizar. Nós, da humanização do parto, ficamos estarrecidas diante de uma colega, uma amiga que diz: “o médico achou melhor marcar a cesárea porque o bebê já está grande, já está pronto”.
Por outro lado, não podemos esquecer que pelo menos 15% dos partos em hospitais precisam virar cirurgias salvadoras. Com parteiras esse índice costuma ficar cair bem mais. A parteira Naoli Vinaver, mexicana que está passando o mês de novembro a ministrar workshops no Brasil, tem um índice de 1,4% de necessidade de transferência para hospitais e de maneira geral as parteiras e ginecologistas humanizados têm índices menores de 10%.
Fato é que eventualmente a cirurgia, que lidera índices, pode ser necessária. Muito provavelmente não foi seu caso, cara leitora, nem da sua vizinha; não por cordão enrolado, nem por bebê que está pesando muito na barriga às 39 semanas, nem porque a bolsa estourou de manhã e era já noite e o bebê nada de nascer, também não porque você teve uma cesariana antes ou duas. Enfim, os motivos alegados e reconhecidos popularmente como motivos para efetuar uma cesariana, são mixórdias na maior parte dos casos.
Entretanto é preciso flexibilizar porque sempre houve e sempre haverá mulheres que não dão conta de parir e que se tivessem nascido em 1700 teriam morrido ou perdido os bebês. Essas precisam de cesariana. Parir é um evento fisiológico, mas faz tempo que vem recebendo agregações culturais e religiosas que engrossam o mingau do psiquismo, que por sua vez atua nos hormônios, que são os desencadeadores e coroadores do parto.
A relação com a amamentação passa por associações semelhantes e a coisa foi tão forte aí que para algumas mulheres amamentar causa ojeriza, vergonha, excessos de sentimentos que não conseguem ser depurados e levam ao desmame precoce. E lá vêm os índices alarmantes de desmames abruptos, precoces, introdução de leite artificial ou de outro animal, substituição do peito pela mamadeira, entrada de alimentos na dieta do lactente antes dos seis meses etc. E em cima dos índices e suas causas bizarras, com uma infinidade de informações, vem o conhecimento, a contracultura, o rigor, a rigidez e de repente o delicado e sinuoso movimento da humanização se vê transformado numa trincheira de “mais” mães e “menos” mães, como se as atitudes conscientes de algumas significassem uma superioridade afetiva em relação aos rebentos.
Ok, confesso que sou das radicais e trago no currículo da maternidade três partos normais, dois domiciliares, amamentação em livre demanda para bebezinhos e bebezões que já andam e comem, que têm dentes etc. Nunca dei mamadeiras como ritual, meus filhos não tomaram mamadeiras dadas por mim, nunca houve o ritual, mas...
Quando meu filho mais velho nasceu ele já tinha uma irmã de 11 anos e quando ele estava com seis meses ela foi passar um mês de férias conosco. Não estava na pauta oferecer mamadeira a ele de forma alguma, eu sabia que líquidos não eram necessários, estava achando ótimo a irmã participar da introdução da banana, das primeiras frutas, mas já no caminho do aeroporto para casa ela desabafou ansiosa: “agora já posso dar uma mamadeira para ele? É meu sonho!”
Gelei, expliquei que não era necessário, que líquido ainda seria só do leite do peito, mas depois de três ou quatro dias a observei em frente a uma prateleira de mamadeiras no supermercado; ávida, os olhinhos brilhando, ela não podia entender, a influência cultural dela era forte demais para entender aquela chatice, ela já havia me alcançado copos de água quando ele era recém-nascido, havia ajudado, se esforçado e entendido que antes dos seis meses o bebê não podia comer nada, tomar nada a não ser leite materno, mas aquela revelação no carro derrotava uma fantasia de seis meses Compramos uma pequena e o pai inventou um caldo branco: água de coco com um pouco da melequinha do coco coada no liquidificador.
Foi um sucesso, o guri parecia tomar só para contentar a irmã e ela amou isso. No colo do pai ou no meu ele cuspia, no dela era uma diversão, uma brincadeira ocasional. Quando ela foi embora olhávamos para a mamadeira e sentíamos saudade. A vida voltou ao normal, só peito e introdução de comidinhas, ao sete meses ele aprendeu a tomar água de coco no canudinho, mas eu faria tudo de novo, mesmo sabendo dos componentes do plástico das mamadeiras, que na época não se sabia, eu faria tudo outra vez porque foi um momento bambu de ser que todos merecemos.
A do meio não tomou mamadeira até perto de 3 anos, quando viu as colegas na escola tomando e pediu uma de presente. Enrolei, mas a avó deu, ela andou um período pela casa, durante a visita da avó, mordendo a borracha, meio de lado, levava para a escola para sentir-se igual às colegas, mas a professora relatou que ela mais levantava para ver como as outras faziam do que tomava o bendito suco. E ela também pediu uma chupeta com bolinhas que giravam dentro e ficava a admirar-se no espelho, sem nunca ter aprendido a chupar; ela preferia o dedo.
A caçula brincou com a irmã, outra irmã de 10 anos, de tomar mamadeira. A cultura caseira de não uso da mamadeira esbarrou na cultura familiar com duas priminhas da mesma idade que tomaram mamadeiras e sempre que as primas, que viviam em outro estado, visitavam nossa casa era a folia das mamadeiras. Eu realmente não tive coração para fazer repressão oral dessas brincadeiras e fiz vista grossa para as trocas de chupetas, esquecimentos de chupetas pela casa, fusão de melecas e afins.
Com licença amadas jaqueiras, mas vou deitar à sombra do bambuzal.
27 e 28 de março. Contatos: Ana Boulhosa & Anne Sobotta (71) 9973-4770 / (71) 3491-3831 / (71) 8132-4135 anaboulhosa@ventrematerno.com.br / yogagravidez@gmail.com - clique na imagem duas vezes para mais informações no site do VENTRE MATERNO
Bebês de mamães mais que perfeitas:clique na imagem
Coleção Voz da Criança - Vol. 1 Bebês de mamães mais que perfeitas Cláudia Rodrigues ISBN - 978-85-88208-98-8 - 192 págs. - Ilustrado Formato bolso 11 x 21 cm - R$ 20,00
Quem sou eu
Cláudia Rodrigues
Pedaços do que fui, esboço do que serei, humanista convicta em eterna construção. Abomino palmadas, insultos e agressões às crianças e aos adolescentes. Acredito, recomendo e pratico a educação com sensibilidade e inteligência, da fecundação à maioridade.